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Presidente da Aciscs é acusado de pagar cruzeiro com cartão corporativo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Denúncia partiu do vice da entidade de S.Caetano; Moacir Passador gastou ainda R$ 760 em padaria


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/07/2020 | 00:01


Presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), Moacir Passador Júnior é suspeito de utilizar cartão de crédito corporativo e pago com recursos da entidade para custear despesas em padaria, em loja de material de construção e até mesmo em cruzeiro marítimo.

Vice-presidente da associação e responsável pelas finanças da Aciscs, Marcelo Beja encaminhou aos associados um breve relatório de inconsistências de pagamento que encontrou ao examinar o extrato da conta-corrente da entidade.

Na avaliação consta uso do cartão na Padaria Cepam (no dia 18 de dezembro, no valor de R$ 760,32), em loja de material de construção (no dia 19 de fevereiro, no valor de R$ 177,17) e com o cruzeiro marítimo da MSC (no dia 4 de março, dez parcelas de R$ 472).

“Gostaria de esclarecimentos sobre essas despesas. Todas as despesas devem ter a assinatura do presidente (Passador) e do vice-presidente de finanças e administração (Beja) e, ocorrendo o débito em conta corrente, passa por cima deste procedimento padrão. Se forem despesas, de fato, em favor da Aciscs por que foi utilizado esse ‘atalho’?”, discorreu Beja.

A direção da Aciscs havia suspendido as reuniões presenciais por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas foi convocado encontro dos conselheiros para hoje, a partir das 18h, justamente para tratar desse tema. Ao Diário, o vice-presidente confirmou o teor do pente-fino feito nas contas da associação.

O ex-vereador Eder Xavier, advogado e dono de imobiliária que há quase 50 anos está associada à Aciscs, prometeu ingressar com ação requerendo a prestação de contas da entidade. Ele argumentou ter visto com surpresa as suspeitas levantadas por Beja.

“Causa revolta esse tipo de situação. Estamos com problemas do comércio em São Caetano e em todo do País (devido à Covid-19). A nossa associação comercial tem uma oportunidade enorme de cumprir seu papel, de defender o comércio, o pequeno comerciante. Era o momento de estar atuando, não fazer esse tipo de gasto”, citou. Xavier avisou que não participará da reunião de hoje, mas que aconselhará sua irmã, Elda Xavier Martinez, vice-presidente de tecnologia e sistemas da Aciscs, a pautar a deposição de Passador.

O presidente da Aciscs não retornou aos contatos da equipe do Diário até o fechamento desta edição.

Passador está desde fevereiro de 2019 à frente da associação comercial são-caetanense. Ele sucedeu o empresário e advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), que integra ainda o conselho superior da entidade e é o padrinho político de Passador no órgão.

Pré-candidato a prefeito de São Caetano neste ano, Estevam é acusado de desviar recursos públicos de convênio feito pela Prefeitura, em 2016, com a Aciscs, para promover o comércio local durante o Natal daquele ano. Câmara (por meio de CPI) e TCE (Tribunal de Contas do Estado) apuram prestações de conta de contrato de R$ 1,2 milhão. Estevam nega irregularidades. 



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Presidente da Aciscs é acusado de pagar cruzeiro com cartão corporativo

Denúncia partiu do vice da entidade de S.Caetano; Moacir Passador gastou ainda R$ 760 em padaria

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/07/2020 | 00:01


Presidente da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), Moacir Passador Júnior é suspeito de utilizar cartão de crédito corporativo e pago com recursos da entidade para custear despesas em padaria, em loja de material de construção e até mesmo em cruzeiro marítimo.

Vice-presidente da associação e responsável pelas finanças da Aciscs, Marcelo Beja encaminhou aos associados um breve relatório de inconsistências de pagamento que encontrou ao examinar o extrato da conta-corrente da entidade.

Na avaliação consta uso do cartão na Padaria Cepam (no dia 18 de dezembro, no valor de R$ 760,32), em loja de material de construção (no dia 19 de fevereiro, no valor de R$ 177,17) e com o cruzeiro marítimo da MSC (no dia 4 de março, dez parcelas de R$ 472).

“Gostaria de esclarecimentos sobre essas despesas. Todas as despesas devem ter a assinatura do presidente (Passador) e do vice-presidente de finanças e administração (Beja) e, ocorrendo o débito em conta corrente, passa por cima deste procedimento padrão. Se forem despesas, de fato, em favor da Aciscs por que foi utilizado esse ‘atalho’?”, discorreu Beja.

A direção da Aciscs havia suspendido as reuniões presenciais por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas foi convocado encontro dos conselheiros para hoje, a partir das 18h, justamente para tratar desse tema. Ao Diário, o vice-presidente confirmou o teor do pente-fino feito nas contas da associação.

O ex-vereador Eder Xavier, advogado e dono de imobiliária que há quase 50 anos está associada à Aciscs, prometeu ingressar com ação requerendo a prestação de contas da entidade. Ele argumentou ter visto com surpresa as suspeitas levantadas por Beja.

“Causa revolta esse tipo de situação. Estamos com problemas do comércio em São Caetano e em todo do País (devido à Covid-19). A nossa associação comercial tem uma oportunidade enorme de cumprir seu papel, de defender o comércio, o pequeno comerciante. Era o momento de estar atuando, não fazer esse tipo de gasto”, citou. Xavier avisou que não participará da reunião de hoje, mas que aconselhará sua irmã, Elda Xavier Martinez, vice-presidente de tecnologia e sistemas da Aciscs, a pautar a deposição de Passador.

O presidente da Aciscs não retornou aos contatos da equipe do Diário até o fechamento desta edição.

Passador está desde fevereiro de 2019 à frente da associação comercial são-caetanense. Ele sucedeu o empresário e advogado Walter Estevam Junior (Republicanos), que integra ainda o conselho superior da entidade e é o padrinho político de Passador no órgão.

Pré-candidato a prefeito de São Caetano neste ano, Estevam é acusado de desviar recursos públicos de convênio feito pela Prefeitura, em 2016, com a Aciscs, para promover o comércio local durante o Natal daquele ano. Câmara (por meio de CPI) e TCE (Tribunal de Contas do Estado) apuram prestações de conta de contrato de R$ 1,2 milhão. Estevam nega irregularidades. 

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