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Bolsas de NY fecham em alta e registram melhor trimestre em décadas



30/06/2020 | 18:25


As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta terça-feira, 30, em alta e encerraram o melhor trimestre em décadas, com o foco dos investidores na retomada econômica e na ampla liquidez fornecida por governos e bancos centrais, principalmente o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No entanto, analistas alertam para um possível atraso na recuperação da economia com o aumento de novos casos de covid-19 nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones avançou 0,85%, a 25.812,88 pontos, o S&P 500 subiu 1,54%, a 3.100,29 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,87%, a 10.058,77 pontos. No trimestre, os três índices acionários acumularam ganhos de 19,70%, 19,95% e 30,63%, respectivamente. Com isso, o Dow Jones registrou o melhor trimestre desde 1997, o S&P 500, desde 1998, e o Nasdaq, desde 2001.

"O ritmo da recuperação dos dados econômicos é certamente muito bem-vindo", afirma o analista Ian Lyngen, do BMO Capital Markets, ao se referir ao otimismo do mercado com a retomada da economia. Para o profissional, porém, ainda há uma incerteza sem precedentes que leva a uma preocupação de que "os fortes dados econômicos divulgados nas últimas semanas possam preparar a mesa para decepções nos próximos meses".

O índice de confiança do consumidor dos EUA, divulgado hoje pelo Conference Board, subiu de 85,9 em maio para 98,1 em junho, acima das expectativas de analistas, o que impulsionou o otimismo. Por outro lado, o índice de atividade industrial, medido pelo Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago, subiu de 32,3 no mês passado para 36,6 neste mês, abaixo da projeção de alta a 45,0.

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell disse hoje que uma hipotética segunda onda da pandemia de coronavírus poderia minar a confiança do público na recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Já o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, vê risco de o país ter mais de 100 mil casos novos de covid-19 por dia.

"Enquanto a pandemia da covid-19 atingiu os mercados no final do primeiro trimestre, a recuperação foi o tema principal do segundo trimestre", avalia Kathy Lien, diretora de estratégias cambiais da BK Asset Management. "No entanto, à medida que o terceiro trimestre começa, as marés estão mudando e o medo está retornando", pondera.

A eleição presidencial americana e as tensões entre Washington e Pequim também ficam no radar. Hoje, a China aprovou a nova lei de segurança nacional para Hong Kong. O secretário de comércio dos EUA, Wilbur Ross, já havia anunciado ontem que o status especial do território foi revogado.

Entre ações importantes negociadas em Nova York, Amazon subiu 2,93%, Microsoft avançou 2,55% e Facebook subiu 2,91%, mas Boeing recuou 5,75%. Os papéis da farmacêutica Inovio caíram 14,96%, mesmo depois de a companhia ter anunciado que a primeira parte de seu estudo para uma potencial vacina contra a covid-19 produziu resultados positivos.

Contato: iander.porcella@estadao.com



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Bolsas de NY fecham em alta e registram melhor trimestre em décadas


30/06/2020 | 18:25


As bolsas de Nova York fecharam o pregão desta terça-feira, 30, em alta e encerraram o melhor trimestre em décadas, com o foco dos investidores na retomada econômica e na ampla liquidez fornecida por governos e bancos centrais, principalmente o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No entanto, analistas alertam para um possível atraso na recuperação da economia com o aumento de novos casos de covid-19 nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones avançou 0,85%, a 25.812,88 pontos, o S&P 500 subiu 1,54%, a 3.100,29 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,87%, a 10.058,77 pontos. No trimestre, os três índices acionários acumularam ganhos de 19,70%, 19,95% e 30,63%, respectivamente. Com isso, o Dow Jones registrou o melhor trimestre desde 1997, o S&P 500, desde 1998, e o Nasdaq, desde 2001.

"O ritmo da recuperação dos dados econômicos é certamente muito bem-vindo", afirma o analista Ian Lyngen, do BMO Capital Markets, ao se referir ao otimismo do mercado com a retomada da economia. Para o profissional, porém, ainda há uma incerteza sem precedentes que leva a uma preocupação de que "os fortes dados econômicos divulgados nas últimas semanas possam preparar a mesa para decepções nos próximos meses".

O índice de confiança do consumidor dos EUA, divulgado hoje pelo Conference Board, subiu de 85,9 em maio para 98,1 em junho, acima das expectativas de analistas, o que impulsionou o otimismo. Por outro lado, o índice de atividade industrial, medido pelo Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago, subiu de 32,3 no mês passado para 36,6 neste mês, abaixo da projeção de alta a 45,0.

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell disse hoje que uma hipotética segunda onda da pandemia de coronavírus poderia minar a confiança do público na recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Já o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, vê risco de o país ter mais de 100 mil casos novos de covid-19 por dia.

"Enquanto a pandemia da covid-19 atingiu os mercados no final do primeiro trimestre, a recuperação foi o tema principal do segundo trimestre", avalia Kathy Lien, diretora de estratégias cambiais da BK Asset Management. "No entanto, à medida que o terceiro trimestre começa, as marés estão mudando e o medo está retornando", pondera.

A eleição presidencial americana e as tensões entre Washington e Pequim também ficam no radar. Hoje, a China aprovou a nova lei de segurança nacional para Hong Kong. O secretário de comércio dos EUA, Wilbur Ross, já havia anunciado ontem que o status especial do território foi revogado.

Entre ações importantes negociadas em Nova York, Amazon subiu 2,93%, Microsoft avançou 2,55% e Facebook subiu 2,91%, mas Boeing recuou 5,75%. Os papéis da farmacêutica Inovio caíram 14,96%, mesmo depois de a companhia ter anunciado que a primeira parte de seu estudo para uma potencial vacina contra a covid-19 produziu resultados positivos.

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