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Transplante de medula óssea cura bebê de 2 anos

Miguel Barbosa tratou câncer considerado raro com suas próprias células-tronco


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

30/06/2020 | 00:01


“Um verdadeiro guerreirinho.” Foi assim que a médica geriatra Michele Lopes Barbosa, 36 anos, descreveu seu filho, Miguel Barbosa, 2, que está prestes a terminar sua saga contra um câncer raro na região da barriga, chamado de neuroblastoma. O pequeno, porém, também fez parte de momento considerado “histórico” por ela, já que foi o primeiro a realizar procedimento de transplante de medula óssea infantil no Hospital e Maternidade Brasil, da Rede D’Or São Luiz, em Santo André.

A família descobriu o tumor de Miguel em setembro do ano passado, quando um hematoma no testículo dele chamou atenção do pai, o engenheiro civil William Rafael Marciano, 39. Depois de alguns exames, o diagnóstico “difícil de aceitar” veio à tona. “Como era um caso de tumor bem agressivo, confirmado como maligno e com risco de metástase (quando se espalha por todo o corpo), o Miguel já ficou internado para iniciar o tratamento assim que soubemos do câncer”, relembrou Michele.

Miguel passou por 30 sessões de quimioterapia, que duraram cerca de cinco meses e, em fevereiro, fez a cirurgia para retirada do tumor, com sete horas de duração e diversas complicações no pós-operatório. A mãe do garoto lembra que, logo nas primeiras sessões de quimioterapia, os médicos deram a opção do transplante de medula óssea, feito com as células-tronco de Miguel, que foram retiradas entre a quarta e quinta aplicações, e congeladas para que o transplante fosse feito ao fim do tratamento. “No dia 20 de maio Miguel fez o procedimento e com 40 dias de internação (deu entrada para preparação do transplante no dia 11), na última semana voltamos para casa. Agora falta só mais um degrau para ele terminar de subir e encerrar esse ciclo”, desabafou Michele, contando que Miguel ainda passará por radioterapia.

Embora os últimos oito meses não tenham sido fáceis, Michele comemora que o filho está comendo bem, correndo e se recuperando de todo o procedimento. “Graças a Deus e com a ajuda de todos os profissionais, o Miguel é uma nova criança”, disse a mãe, que, como médica, acredita que “muitos adultos não passariam pelo procedimento todo com a mesma força que ele demonstrou ter”.

Coordenadora do serviço de medula óssea do Hospital Brasil, a hematologista Andreza Feitosa Ribeiro disse que, com o procedimento, o câncer de Miguel não retornará. A médica explicou ainda que, embora o transplante de medula óssea já exista há mais de 40 anos no mundo, o Hospital Brasil fez o primeiro procedimento infantil com Miguel. “Estamos felizes por ter sido um sucesso”, comemorou. Andreza destaca que, como o procedimento foi feito durante a pandemia, a decisão foi para “salvar uma vida”. “O caso dele, como era raro, foi a melhor opção a ser escolhida”, garantiu. 



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Transplante de medula óssea cura bebê de 2 anos

Miguel Barbosa tratou câncer considerado raro com suas próprias células-tronco

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

30/06/2020 | 00:01


“Um verdadeiro guerreirinho.” Foi assim que a médica geriatra Michele Lopes Barbosa, 36 anos, descreveu seu filho, Miguel Barbosa, 2, que está prestes a terminar sua saga contra um câncer raro na região da barriga, chamado de neuroblastoma. O pequeno, porém, também fez parte de momento considerado “histórico” por ela, já que foi o primeiro a realizar procedimento de transplante de medula óssea infantil no Hospital e Maternidade Brasil, da Rede D’Or São Luiz, em Santo André.

A família descobriu o tumor de Miguel em setembro do ano passado, quando um hematoma no testículo dele chamou atenção do pai, o engenheiro civil William Rafael Marciano, 39. Depois de alguns exames, o diagnóstico “difícil de aceitar” veio à tona. “Como era um caso de tumor bem agressivo, confirmado como maligno e com risco de metástase (quando se espalha por todo o corpo), o Miguel já ficou internado para iniciar o tratamento assim que soubemos do câncer”, relembrou Michele.

Miguel passou por 30 sessões de quimioterapia, que duraram cerca de cinco meses e, em fevereiro, fez a cirurgia para retirada do tumor, com sete horas de duração e diversas complicações no pós-operatório. A mãe do garoto lembra que, logo nas primeiras sessões de quimioterapia, os médicos deram a opção do transplante de medula óssea, feito com as células-tronco de Miguel, que foram retiradas entre a quarta e quinta aplicações, e congeladas para que o transplante fosse feito ao fim do tratamento. “No dia 20 de maio Miguel fez o procedimento e com 40 dias de internação (deu entrada para preparação do transplante no dia 11), na última semana voltamos para casa. Agora falta só mais um degrau para ele terminar de subir e encerrar esse ciclo”, desabafou Michele, contando que Miguel ainda passará por radioterapia.

Embora os últimos oito meses não tenham sido fáceis, Michele comemora que o filho está comendo bem, correndo e se recuperando de todo o procedimento. “Graças a Deus e com a ajuda de todos os profissionais, o Miguel é uma nova criança”, disse a mãe, que, como médica, acredita que “muitos adultos não passariam pelo procedimento todo com a mesma força que ele demonstrou ter”.

Coordenadora do serviço de medula óssea do Hospital Brasil, a hematologista Andreza Feitosa Ribeiro disse que, com o procedimento, o câncer de Miguel não retornará. A médica explicou ainda que, embora o transplante de medula óssea já exista há mais de 40 anos no mundo, o Hospital Brasil fez o primeiro procedimento infantil com Miguel. “Estamos felizes por ter sido um sucesso”, comemorou. Andreza destaca que, como o procedimento foi feito durante a pandemia, a decisão foi para “salvar uma vida”. “O caso dele, como era raro, foi a melhor opção a ser escolhida”, garantiu. 

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