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Salvar as MPEs deve ser prioridade


Do Diário do Grande ABC

29/06/2020 | 23:59


Chegamos ao terceiro mês de enfrentamento da pandemia e os pequenos negócios dos mais diversos segmentos de atuação continuam remando para manter suas operações. Para aquelas empresas que já investiam no on-line ou buscaram capital para fazer a ‘roda girar’, o período foi de trabalho pesado na construção de segundo semestre de retomada. No entanto, nem todos os empreendimentos estão conseguindo seguir adiante. A verdade é que nessa grande máquina que move o mercado, os ‘pequenos’ são muitos e essenciais para a recuperação econômica do País. As micro e pequenas empresas não podem parar.

De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas. Mas, não é só isso. Não só fazem circular capital, produtos e movimentar vendas, como empregam muitos profissionais. Pequenas companhias são as que mais geram postos de trabalho no Brasil com carteira assinada, somando 54% dos empregos formais do País. Comércio concentra a maior parte delas, somando 41%.

Isso quer dizer que os pequenos negócios são a base de muitas famílias que dependem do seu trabalho para sobreviver. Isso porque não estamos somando nessa conta o trabalho informal, que está presente no mercado dos pequenos empreendedores do País. A verdade é que a pandemia abalou diretamente essa estrutura. É inegável que o impacto para esse tipo de empresa é muito maior e mexe com mercado que alcança diversas camadas da sociedade. Entender a importância desses empreendimentos significa colaborar para que eles se mantenham.

É claro que isso não depende de uma ponta da cadeia. É preciso que governo, bancos, fintechs e demais instituições façam a sua parte para facilitar a retomada desses pequenos negócios, amortizando parcelas de pagamentos, facilitando o cumprimento de prazos e colaborando para que todos os empreendedores consigam manter suas equipes.

Porém, como consumidores também temos papel importante. A reflexão de que esses pequenos negócios precisam ser priorizados em uma compra, por exemplo, para fazer o comércio girar, pode ser o começo. Não estamos pensando somente no estímulo econômico que isso pode gerar, mas principalmente na manutenção de empregos em cada uma dessas empresas. Pode soar redundante assistir a campanhas e projetos que incentivam o consumo nos ‘menores’ comércios ou que utilizam os serviços do microempreendedor. Mas a verdade é que esses empresários são responsáveis por diversos eixos da sociedade. Salvar as MPEs é questão de sobrevivência para os brasileiros.

Francisco Ferreira é fundador da plataforma BizCapital e empreendedor nas áreas de educação e software.


PALAVRA DO LEITOR

Surreal
O mais surreal da questão da pandemia em nosso Estado foi a mudança que teve o nosso governador, pois, antes de chegar a esperada verba de valor a gosto do mesmo, sua fala era quase de lockdown e, depois que a grana chegou, abriu tudo. Ainda notei que ele já não critica a postura do presidente da República. Incrível como tudo gira em torno do maldito amor ao dinheiro. Deus tenha misericórdia de todos nós, meros mortais.
Rosângela Caris
Mauá

São Caetano
No Artigo do vereador Pio Mielo (Opinião, dia 27), faltou dizer que São Caetano está nesse estágio da educação após vários governos e anos de trabalho sério nesse sentido e não trabalho de uma só legislação ou governante. Esperamos que os atuais e próximos mandantes do governo municipal mantenham esse ritmo. Além do que, São Caetano é município pequeno, com boas receitas e tem quase tudo que uma cidade precisa. É só manter e cuidar.
Alberto Utida
Capital

Mudanças
A mudança de posicionamentos do presidente da República, Jair Bolsonaro, evitando pronunciamentos inadequados tem reflexos no clima político. Mas, por coincidência, sua família está enfrentando problemas com as investigações sobre ações irregulares cometidas por seus assessores parlamentares. São questões que precisam de explicações. Os procedimentos do ocupante do cargo maior da República exigem muita transparência, o que não está acontecendo.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Morando
Se o Brasil fosse País sério, com Justiça ágil e governantes honestos e responsáveis, no caso da denúncia do MPF (Ministério Público Federal) envolvendo o prefeito Orlando Morando e outras 12 pessoas, de São Bernardo (Política, dia 28), o mínimo que os denunciados poderiam fazer para provar inocência seria afastarem-se espontaneamente dos respectivos cargos até a decisão final do processo. Embora quase todos os envolvidos tenham declarado inocência, fica aqui a dúvida. Será que a procuradora regional da República Mitiko Kobayashi seria tão irresponsável ou inexperiente a ponto de apresentar denúncia tão grave como essa? A representante do MPF deve ter avaliado os autos e encontrado, imagino, provas suficientes de que as 13 pessoas envolvidas tenham cometido crime de peculato, ou seja, desvio de recursos públicos, fraude de licitação, crime contra a administração pública e organização criminosa. Mas, como infelizmente nossa Justiça caminha a passos de tartaruga, provavelmente esse processo ainda terá muito caminho a percorrer nas hostes forenses. Isso se não ocorrer de ficar engavetado.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Dona Cotinha
Parabenizo este filho do News Seller ao brindar os leitores – e, mais ainda, aqueles, como este reles escrevinhador outonal, insulso professor das séries iniciais do ensino fundamental e coordenador pedagógico aposentado – por designar os valorosos ‘diarionetes’ Vinícius Castelli e Celso Luiz para entrevistar e fotografar a valorosa e garbosa dona Cotinha e alguns dos seus entes queridos, como o renomado, carismático e também solidário mestre Ditinho da Congada (Setecidades, dia 28). Dona Cotinha me faz lembrar da minha amada e saudosa avó paterna, senhora Maria Pires de Araújo (1896-1982), que morava na Avenida Piraporinha, próximo do km 18 da Via Anchieta, porque ela era solidária e benzedeira. Embora seja incrédulo, acredito em energia do bem-estar, porque, só de pensar na dona Cotinha, sinto grande bem-estar e bem disposto e até esqueço, momentaneamente, de mandar para a Cochinchina o presidente ignaro e tosco. Vida longa e vigorosa para dona Cotinha! Peço-lhe a bênção!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Currículo derruba
Se dizem que a mentira tem pernas curtas, o oficial da reserva da Marinha e confirmado por Bolsonaro para ser o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, apresenta currículo que pode derrubá-lo antes até de sua posse, marcada para hoje. Do doutorado que diz ter feito na Universidade de Rosário, na Argentina, foi contestado pelo reitor local de que não concluiu. Também surgiu denúncia de suposto plágio em dissertação de mestrado. E, para piorar, consta em seu currículo ter feito pós-doutorado na Alemanha, o que não condiz com a verdade, já que a instituição alemã diz que não concluiu. Ou seja, esse caso confirma o total desgoverno de Bolsonaro, que, sem aptidão para o cargo, ainda se lixa para educação dos filhos desta Pátria.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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Salvar as MPEs deve ser prioridade

Do Diário do Grande ABC

29/06/2020 | 23:59


Chegamos ao terceiro mês de enfrentamento da pandemia e os pequenos negócios dos mais diversos segmentos de atuação continuam remando para manter suas operações. Para aquelas empresas que já investiam no on-line ou buscaram capital para fazer a ‘roda girar’, o período foi de trabalho pesado na construção de segundo semestre de retomada. No entanto, nem todos os empreendimentos estão conseguindo seguir adiante. A verdade é que nessa grande máquina que move o mercado, os ‘pequenos’ são muitos e essenciais para a recuperação econômica do País. As micro e pequenas empresas não podem parar.

De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas. Mas, não é só isso. Não só fazem circular capital, produtos e movimentar vendas, como empregam muitos profissionais. Pequenas companhias são as que mais geram postos de trabalho no Brasil com carteira assinada, somando 54% dos empregos formais do País. Comércio concentra a maior parte delas, somando 41%.

Isso quer dizer que os pequenos negócios são a base de muitas famílias que dependem do seu trabalho para sobreviver. Isso porque não estamos somando nessa conta o trabalho informal, que está presente no mercado dos pequenos empreendedores do País. A verdade é que a pandemia abalou diretamente essa estrutura. É inegável que o impacto para esse tipo de empresa é muito maior e mexe com mercado que alcança diversas camadas da sociedade. Entender a importância desses empreendimentos significa colaborar para que eles se mantenham.

É claro que isso não depende de uma ponta da cadeia. É preciso que governo, bancos, fintechs e demais instituições façam a sua parte para facilitar a retomada desses pequenos negócios, amortizando parcelas de pagamentos, facilitando o cumprimento de prazos e colaborando para que todos os empreendedores consigam manter suas equipes.

Porém, como consumidores também temos papel importante. A reflexão de que esses pequenos negócios precisam ser priorizados em uma compra, por exemplo, para fazer o comércio girar, pode ser o começo. Não estamos pensando somente no estímulo econômico que isso pode gerar, mas principalmente na manutenção de empregos em cada uma dessas empresas. Pode soar redundante assistir a campanhas e projetos que incentivam o consumo nos ‘menores’ comércios ou que utilizam os serviços do microempreendedor. Mas a verdade é que esses empresários são responsáveis por diversos eixos da sociedade. Salvar as MPEs é questão de sobrevivência para os brasileiros.

Francisco Ferreira é fundador da plataforma BizCapital e empreendedor nas áreas de educação e software.


PALAVRA DO LEITOR

Surreal
O mais surreal da questão da pandemia em nosso Estado foi a mudança que teve o nosso governador, pois, antes de chegar a esperada verba de valor a gosto do mesmo, sua fala era quase de lockdown e, depois que a grana chegou, abriu tudo. Ainda notei que ele já não critica a postura do presidente da República. Incrível como tudo gira em torno do maldito amor ao dinheiro. Deus tenha misericórdia de todos nós, meros mortais.
Rosângela Caris
Mauá

São Caetano
No Artigo do vereador Pio Mielo (Opinião, dia 27), faltou dizer que São Caetano está nesse estágio da educação após vários governos e anos de trabalho sério nesse sentido e não trabalho de uma só legislação ou governante. Esperamos que os atuais e próximos mandantes do governo municipal mantenham esse ritmo. Além do que, São Caetano é município pequeno, com boas receitas e tem quase tudo que uma cidade precisa. É só manter e cuidar.
Alberto Utida
Capital

Mudanças
A mudança de posicionamentos do presidente da República, Jair Bolsonaro, evitando pronunciamentos inadequados tem reflexos no clima político. Mas, por coincidência, sua família está enfrentando problemas com as investigações sobre ações irregulares cometidas por seus assessores parlamentares. São questões que precisam de explicações. Os procedimentos do ocupante do cargo maior da República exigem muita transparência, o que não está acontecendo.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Morando
Se o Brasil fosse País sério, com Justiça ágil e governantes honestos e responsáveis, no caso da denúncia do MPF (Ministério Público Federal) envolvendo o prefeito Orlando Morando e outras 12 pessoas, de São Bernardo (Política, dia 28), o mínimo que os denunciados poderiam fazer para provar inocência seria afastarem-se espontaneamente dos respectivos cargos até a decisão final do processo. Embora quase todos os envolvidos tenham declarado inocência, fica aqui a dúvida. Será que a procuradora regional da República Mitiko Kobayashi seria tão irresponsável ou inexperiente a ponto de apresentar denúncia tão grave como essa? A representante do MPF deve ter avaliado os autos e encontrado, imagino, provas suficientes de que as 13 pessoas envolvidas tenham cometido crime de peculato, ou seja, desvio de recursos públicos, fraude de licitação, crime contra a administração pública e organização criminosa. Mas, como infelizmente nossa Justiça caminha a passos de tartaruga, provavelmente esse processo ainda terá muito caminho a percorrer nas hostes forenses. Isso se não ocorrer de ficar engavetado.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Dona Cotinha
Parabenizo este filho do News Seller ao brindar os leitores – e, mais ainda, aqueles, como este reles escrevinhador outonal, insulso professor das séries iniciais do ensino fundamental e coordenador pedagógico aposentado – por designar os valorosos ‘diarionetes’ Vinícius Castelli e Celso Luiz para entrevistar e fotografar a valorosa e garbosa dona Cotinha e alguns dos seus entes queridos, como o renomado, carismático e também solidário mestre Ditinho da Congada (Setecidades, dia 28). Dona Cotinha me faz lembrar da minha amada e saudosa avó paterna, senhora Maria Pires de Araújo (1896-1982), que morava na Avenida Piraporinha, próximo do km 18 da Via Anchieta, porque ela era solidária e benzedeira. Embora seja incrédulo, acredito em energia do bem-estar, porque, só de pensar na dona Cotinha, sinto grande bem-estar e bem disposto e até esqueço, momentaneamente, de mandar para a Cochinchina o presidente ignaro e tosco. Vida longa e vigorosa para dona Cotinha! Peço-lhe a bênção!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Currículo derruba
Se dizem que a mentira tem pernas curtas, o oficial da reserva da Marinha e confirmado por Bolsonaro para ser o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, apresenta currículo que pode derrubá-lo antes até de sua posse, marcada para hoje. Do doutorado que diz ter feito na Universidade de Rosário, na Argentina, foi contestado pelo reitor local de que não concluiu. Também surgiu denúncia de suposto plágio em dissertação de mestrado. E, para piorar, consta em seu currículo ter feito pós-doutorado na Alemanha, o que não condiz com a verdade, já que a instituição alemã diz que não concluiu. Ou seja, esse caso confirma o total desgoverno de Bolsonaro, que, sem aptidão para o cargo, ainda se lixa para educação dos filhos desta Pátria.
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