Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 30 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Momento é de solidariedade, não de ataque, diz Marilza, alvo de homofobia

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vice-prefeita de Rio Grande lamenta mensagens anônimas pelo celular


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

27/06/2020 | 00:01


Alvo de ataques homofóbicos e anônimos pelo WhatsApp, a vice-prefeita de Rio Grande da Serra e pré-candidata ao Paço da cidade pelo PSD na eleição deste ano, Marilza de Oliveira, pediu respeito a ela e à sua família, dizendo ainda que o momento atual, de pandemia do novo coronavírus, é para solidariedade, não de disseminação de mentiras.

O Diário mostrou na quinta-feira que a mensagem, disparada na tarde de quarta-feira para celulares de Rio Grande da Serra, dizia que “não quero uma prefeita casada com outra mulher para representar meu município. Não sou homofóbico tampouco misógino. Sou cristão e a Bíblia não ensina casamento de iguais. Sou brasileiro e nossa Constituição diz, no artigo 226, que família é homem, mulher e filhos”. A pessedista registrou BO (Boletim de Ocorrência) para apurar o caso.

“Não é momento de ataque. Pela pandemia, é momento de solidariedade. Tem tanta gente doando um pouco do tempo para ajudar o próximo, indo atrás de material de limpeza, comida, para ajudar. Não sei se é uma pessoa ou grupo fazendo essa maldade. Deveriam se ocupar em ser solidários em vez de plantar maldade”, disse Marilza.

“Fico triste pelo fato de eu ser mulher, mãe, estar dentro do poder público. Tenho vida pública como professora há 34 anos. Muita gente passou pelas minhas mãos e recebi muito carinho dos meus alunos, gratificante de ver. Teve ataque à minha família. Infelizmente temos de ver isso. Há também ataque a líderes religiosos, negros, pessoas que tenham deficiência, as minorias. Temos que lutar contra isso (discriminação). Não podemos deixar que as pessoas se escondam atrás de aparelho, de celular para atacar a vida dos outros”, emendou.

Sobre o ataque ao seu ex-marido, o ex-vereador e ex-prefeito Mário Carvalho da Silva, Marilza também lamentou o que chamou de inverdade em cima da memória dele. “Minha filha (Juliana) está supertriste porque o pai dela morreu de câncer quando estava na casa dela. Ela sofreu com ele todo o tempo da doença. Mostra como essa foi uma ação covarde.”

No Brasil, desde 2019, homofobia é considerado crime dentro da lei 7.716/89 (Lei de Racismo), inafiançável e imprescritível, podendo ser punida com um a cinco anos de prisão e multa. O episódio está sob investigação da delegacia de Rio Grande da Serra.

PRÉ-CAMPANHA
Marilza terá a missão de levar às ruas o legado do prefeito de Rio Grande, Gabriel Maranhão (Cidadania). A pessedista minimizou a pulverização de pré-candidaturas – algumas, inclusive, oriundas do governo – e afirmou que a cartela de obras da gestão é trunfo para superar a divisão.

“A cidade se transformou. Na pandemia, a maioria das cidades está sofrendo financeiramente e a gente segue com obras na cidade. Estamos construindo o velório, a rodoviária, que é um sonho de todas as pessoas”, comentou.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Momento é de solidariedade, não de ataque, diz Marilza, alvo de homofobia

Vice-prefeita de Rio Grande lamenta mensagens anônimas pelo celular

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

27/06/2020 | 00:01


Alvo de ataques homofóbicos e anônimos pelo WhatsApp, a vice-prefeita de Rio Grande da Serra e pré-candidata ao Paço da cidade pelo PSD na eleição deste ano, Marilza de Oliveira, pediu respeito a ela e à sua família, dizendo ainda que o momento atual, de pandemia do novo coronavírus, é para solidariedade, não de disseminação de mentiras.

O Diário mostrou na quinta-feira que a mensagem, disparada na tarde de quarta-feira para celulares de Rio Grande da Serra, dizia que “não quero uma prefeita casada com outra mulher para representar meu município. Não sou homofóbico tampouco misógino. Sou cristão e a Bíblia não ensina casamento de iguais. Sou brasileiro e nossa Constituição diz, no artigo 226, que família é homem, mulher e filhos”. A pessedista registrou BO (Boletim de Ocorrência) para apurar o caso.

“Não é momento de ataque. Pela pandemia, é momento de solidariedade. Tem tanta gente doando um pouco do tempo para ajudar o próximo, indo atrás de material de limpeza, comida, para ajudar. Não sei se é uma pessoa ou grupo fazendo essa maldade. Deveriam se ocupar em ser solidários em vez de plantar maldade”, disse Marilza.

“Fico triste pelo fato de eu ser mulher, mãe, estar dentro do poder público. Tenho vida pública como professora há 34 anos. Muita gente passou pelas minhas mãos e recebi muito carinho dos meus alunos, gratificante de ver. Teve ataque à minha família. Infelizmente temos de ver isso. Há também ataque a líderes religiosos, negros, pessoas que tenham deficiência, as minorias. Temos que lutar contra isso (discriminação). Não podemos deixar que as pessoas se escondam atrás de aparelho, de celular para atacar a vida dos outros”, emendou.

Sobre o ataque ao seu ex-marido, o ex-vereador e ex-prefeito Mário Carvalho da Silva, Marilza também lamentou o que chamou de inverdade em cima da memória dele. “Minha filha (Juliana) está supertriste porque o pai dela morreu de câncer quando estava na casa dela. Ela sofreu com ele todo o tempo da doença. Mostra como essa foi uma ação covarde.”

No Brasil, desde 2019, homofobia é considerado crime dentro da lei 7.716/89 (Lei de Racismo), inafiançável e imprescritível, podendo ser punida com um a cinco anos de prisão e multa. O episódio está sob investigação da delegacia de Rio Grande da Serra.

PRÉ-CAMPANHA
Marilza terá a missão de levar às ruas o legado do prefeito de Rio Grande, Gabriel Maranhão (Cidadania). A pessedista minimizou a pulverização de pré-candidaturas – algumas, inclusive, oriundas do governo – e afirmou que a cartela de obras da gestão é trunfo para superar a divisão.

“A cidade se transformou. Na pandemia, a maioria das cidades está sofrendo financeiramente e a gente segue com obras na cidade. Estamos construindo o velório, a rodoviária, que é um sonho de todas as pessoas”, comentou.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;