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Estado evita explicar escolha de S.Bernardo em testagem

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade entrou em lista para receber testes rápidos dentro do projeto piloto encaminhado por Doria


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/06/2020 | 00:01


O governo de São Paulo, gerido por João Doria (PSDB), admitiu que somente São Bernardo está, entre os municípios do Grande ABC, dentro do projeto piloto de envio de testes rápidos para Covid-19, reforçando privilégio à cidade administrada pelo correligionário e aliado Orlando Morando neste programa.

Além disso, a gestão Doria não deu justificativas claras para a inclusão de São Bernardo na lista. O Diário registrou no domingo que o programa estadual prevê encaminhamento de 233,7 mil exames – a maioria sorológicos – a populações vulneráveis, incluindo nesta fase servidores da área de saúde, como Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do sistema penitenciário, além de comunidades carentes, indígenas e idosos em abrigos.

O rol, contudo, contempla São Bernardo com 25 mil unidades de testes rápidos já nesta etapa. “Não é correto que o Diário considere ‘privilégio’ uma iniciativa que trata-se de um piloto. Isso não significa que demais cidades da região estão excluídas. A programação é gradativa e respaldada em decisões técnicas”, alegou o Estado.

A reportagem do Diário baseou-se em gráfico apresentado pelo próprio governo paulista. Fato é que a escolha, em detrimento de outros municípios, provocou incômodo, principalmente levantando suspeitas sobre eventual influência política.

“A Secretaria de Estado da Saúde está atuando na distribuição de insumos para ampliação de testagem para Covid-19 aos municípios. De total de 225 mil kits para coleta de amostras e realização de PCR (swabs, análise de material colhido do nariz e da garganta) distribuídos para as cidades, 24,9 mil vão para o Grande ABC”, reforçou a gestão tucana, referindo-se a outro tipo de testes. “Distribuição será feita às sete cidades. Santo André (7.500); São Bernardo (8.000); São Caetano (2.000); Diadema (3.500); Mauá (3.000); Ribeirão Pires (600); e Rio Grande da Serra (300).”

Na sequência das informações a respeito dos kits de PCR, o Palácio dos Bandeirantes acrescentou que as grades são baseadas em análises técnicas e calculadas em razão do cenário epidemiológico de cada cidade. “A Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico de Coronavírus está à disposição para auxiliar no processamento das amostras e também contribui no planejamento de distribuição de testes rápidos, com definição de pilotos, a exemplo de São Bernardo”, pontuou. O Diário lembrou, na ocasião, que o secretário municipal de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, integra comitê estadual de contingenciamento do coronavírus.

“As iniciativas de testagem são baseadas em critérios técnicos e feitas para locais com maior demanda de internações pela doença, estrutura para novos leitos, permitindo ampliação da capacidade de atendimento da rede pública de saúde”, registrou a gestão tucana. “A reportagem desconsidera inúmeros fatores referentes aos aspectos epidemiológicos nas diferentes regiões do Estado. Faz ilação ao dizer que houve ‘privilégio’ para um município, uma vez que o governo mantém diálogo franco e positivo com as 645 prefeituras, além de auxiliar todas com recursos e insumos.” 



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Estado evita explicar escolha de S.Bernardo em testagem

Cidade entrou em lista para receber testes rápidos dentro do projeto piloto encaminhado por Doria

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

26/06/2020 | 00:01


O governo de São Paulo, gerido por João Doria (PSDB), admitiu que somente São Bernardo está, entre os municípios do Grande ABC, dentro do projeto piloto de envio de testes rápidos para Covid-19, reforçando privilégio à cidade administrada pelo correligionário e aliado Orlando Morando neste programa.

Além disso, a gestão Doria não deu justificativas claras para a inclusão de São Bernardo na lista. O Diário registrou no domingo que o programa estadual prevê encaminhamento de 233,7 mil exames – a maioria sorológicos – a populações vulneráveis, incluindo nesta fase servidores da área de saúde, como Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do sistema penitenciário, além de comunidades carentes, indígenas e idosos em abrigos.

O rol, contudo, contempla São Bernardo com 25 mil unidades de testes rápidos já nesta etapa. “Não é correto que o Diário considere ‘privilégio’ uma iniciativa que trata-se de um piloto. Isso não significa que demais cidades da região estão excluídas. A programação é gradativa e respaldada em decisões técnicas”, alegou o Estado.

A reportagem do Diário baseou-se em gráfico apresentado pelo próprio governo paulista. Fato é que a escolha, em detrimento de outros municípios, provocou incômodo, principalmente levantando suspeitas sobre eventual influência política.

“A Secretaria de Estado da Saúde está atuando na distribuição de insumos para ampliação de testagem para Covid-19 aos municípios. De total de 225 mil kits para coleta de amostras e realização de PCR (swabs, análise de material colhido do nariz e da garganta) distribuídos para as cidades, 24,9 mil vão para o Grande ABC”, reforçou a gestão tucana, referindo-se a outro tipo de testes. “Distribuição será feita às sete cidades. Santo André (7.500); São Bernardo (8.000); São Caetano (2.000); Diadema (3.500); Mauá (3.000); Ribeirão Pires (600); e Rio Grande da Serra (300).”

Na sequência das informações a respeito dos kits de PCR, o Palácio dos Bandeirantes acrescentou que as grades são baseadas em análises técnicas e calculadas em razão do cenário epidemiológico de cada cidade. “A Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico de Coronavírus está à disposição para auxiliar no processamento das amostras e também contribui no planejamento de distribuição de testes rápidos, com definição de pilotos, a exemplo de São Bernardo”, pontuou. O Diário lembrou, na ocasião, que o secretário municipal de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, integra comitê estadual de contingenciamento do coronavírus.

“As iniciativas de testagem são baseadas em critérios técnicos e feitas para locais com maior demanda de internações pela doença, estrutura para novos leitos, permitindo ampliação da capacidade de atendimento da rede pública de saúde”, registrou a gestão tucana. “A reportagem desconsidera inúmeros fatores referentes aos aspectos epidemiológicos nas diferentes regiões do Estado. Faz ilação ao dizer que houve ‘privilégio’ para um município, uma vez que o governo mantém diálogo franco e positivo com as 645 prefeituras, além de auxiliar todas com recursos e insumos.” 

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