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Região é responsável por uma a cada 13 mortes no Estado

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Taxa de óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes das sete cidades é superior às marcas registradas em São Paulo e no Brasil


Anderson Fattori
Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

24/06/2020 | 23:50


A cada 13 mortes que acontecem no Estado de São Paulo por Covid-19, uma é no Grande ABC. A região, que alcançou na terça-feira a dolorosa marca de 1.000 óbitos causados pelo novo coronavírus, representa 7,6% das 13.352 perdas informadas pelos 645 municípios paulistas.

Ontem foram mais 16 baixas computadas nos boletins epidemiológicos das sete prefeituras da região, com total de 1.016 baixas até agora. São Bernardo, com 322, lidera a lista, seguida por Santo André, com 246, Diadema, 208, Mauá, 117, São Caetano, 78, Ribeirão Pires, 34, e Rio Grande da Serra, 11.

Os dados de mortes por habitantes mostram que a situação no Grande ABC é ainda pior. São 37 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. Como comparação, no Estado, o número é de 29 perdas nesta mesma proporção, enquanto que no Brasil é de 25.

Segundo dados do painel disponibilizado pelo Congresso em Foco – especializado em cobertura do Congresso Nacional –, atualizados na terça-feira, apenas sete Estados têm números piores do que os registrados no Grande ABC neste critério: Amazonas (64 mortes por 100 mil habitantes), Ceará (62), Pará (54), Rio de Janeiro (53), Pernambuco (45), Amapá (44) e Roraima (41).

A situação preocupa bastante o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania). Ele ressaltou que o trabalho conjunto entre as cidades tem sido fundamental para que os números não fossem ainda piores e espera contar com maior participação da população neste momento de flexibilização da quarentena para que a região não volte à Fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo, ou seja, regras mais rígidas e liberação para funcionar apenas serviços e comércios essenciais, como supermercados e farmácias.

“O número de 1.000 óbitos pela Covid-19 (alcançado na terça-feira) é uma marca triste para a nossa região, mas o momento é de união e trabalho para salvar vidas e garantir a saúde da nossa população. Os sete prefeitos estão concentrando esforços para superar a pandemia. Todo esse esforço só será vitorioso se contarmos com o apoio maciço da população para cumprir o isolamento, saindo de casa somente quando for necessário, assim como seguir as medidas de higiene e o uso correto de máscaras”, afirmou Maranhão.

CASOS
O número de infectados também chama atenção no Grande ABC. Apenas em 24 horas foram mais 713 diagnósticos positivos, com total de 18.412 contaminados nas sete cidades. Os boletins também apontam 27.399 casos suspeitos e 7.724 pacientes recuperados.

ESTADO
Além dos 13.352 óbitos, São Paulo informou ontem recorde de infectados em apenas 24 horas: 9.347 – dia 19, foram contabilizados 19.030 casos, mas os números estavam represados por causa de problema no sistema do Ministério da Saúde. Agora são 238.822 casos confirmados do novo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas com a Covid-19, 40.014 foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar.

Brasil registra 1.185 novas fatalidades

O Brasil alcançou ontem 53.830 mortes pelo novo coronavírus. De acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, foram registradas 1.185 novas vítimas fatais com relação ao dia anterior. Além disso, a contabilidade de pessoas infectadas pela doença aumentou em 42.725 casos e chegou a 1.188.631 em todo o País, número que representa metade das confirmações nos Estados Unidos (2.380.065), mas é quase o dobro da Rússia (606.043), terceira colocada no ranking mundial, de acordo com o centro de pesquisas da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Esta sequência no crescimento dos números brasileiros, quando o governo projetava que o País caminhava para uma “estabilização”, fez o Ministério da Saúde se pronunciar ontem admitindo que a situação não está como foi esperada. “A gente tinha falado que parecia que a curva tenderia a certa estabilização, ou diminuição do número de casos. A gente vê que nesta semana tivemos aumento significativo de casos novos”, disse o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Correia. A alta foi verificada na semana epidemiológica 25, que se encerrou em 20 de junho, sobre a anterior. Neste período, foram novos 217 mil casos no País, que liderou registros da doença no mundo.

Para deixar a situação do País ainda mais angustiante, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse ontem, através do diretor de emergências Michael Ryan, que a América Latina ainda não atingiu o pico da Covid-19. “Eu caracterizaria a situação na América Latina como ainda em evolução, não atingiu seu pico. Deve resultar, provavelmente, em número sustentado de casos e morte contínua nas próximas semanas”, declarou. “O vírus não age sozinho, o vírus explora uma vigilância fraca. O vírus explora os sistemas de saúde fracos. O vírus explora a má governança. O vírus explora falta de educação, falta de empoderamento das comunidades. Essas são as coisas que precisamos abordar.”
 



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Região é responsável por uma a cada 13 mortes no Estado

Taxa de óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes das sete cidades é superior às marcas registradas em São Paulo e no Brasil

Anderson Fattori
Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

24/06/2020 | 23:50


A cada 13 mortes que acontecem no Estado de São Paulo por Covid-19, uma é no Grande ABC. A região, que alcançou na terça-feira a dolorosa marca de 1.000 óbitos causados pelo novo coronavírus, representa 7,6% das 13.352 perdas informadas pelos 645 municípios paulistas.

Ontem foram mais 16 baixas computadas nos boletins epidemiológicos das sete prefeituras da região, com total de 1.016 baixas até agora. São Bernardo, com 322, lidera a lista, seguida por Santo André, com 246, Diadema, 208, Mauá, 117, São Caetano, 78, Ribeirão Pires, 34, e Rio Grande da Serra, 11.

Os dados de mortes por habitantes mostram que a situação no Grande ABC é ainda pior. São 37 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. Como comparação, no Estado, o número é de 29 perdas nesta mesma proporção, enquanto que no Brasil é de 25.

Segundo dados do painel disponibilizado pelo Congresso em Foco – especializado em cobertura do Congresso Nacional –, atualizados na terça-feira, apenas sete Estados têm números piores do que os registrados no Grande ABC neste critério: Amazonas (64 mortes por 100 mil habitantes), Ceará (62), Pará (54), Rio de Janeiro (53), Pernambuco (45), Amapá (44) e Roraima (41).

A situação preocupa bastante o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania). Ele ressaltou que o trabalho conjunto entre as cidades tem sido fundamental para que os números não fossem ainda piores e espera contar com maior participação da população neste momento de flexibilização da quarentena para que a região não volte à Fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo, ou seja, regras mais rígidas e liberação para funcionar apenas serviços e comércios essenciais, como supermercados e farmácias.

“O número de 1.000 óbitos pela Covid-19 (alcançado na terça-feira) é uma marca triste para a nossa região, mas o momento é de união e trabalho para salvar vidas e garantir a saúde da nossa população. Os sete prefeitos estão concentrando esforços para superar a pandemia. Todo esse esforço só será vitorioso se contarmos com o apoio maciço da população para cumprir o isolamento, saindo de casa somente quando for necessário, assim como seguir as medidas de higiene e o uso correto de máscaras”, afirmou Maranhão.

CASOS
O número de infectados também chama atenção no Grande ABC. Apenas em 24 horas foram mais 713 diagnósticos positivos, com total de 18.412 contaminados nas sete cidades. Os boletins também apontam 27.399 casos suspeitos e 7.724 pacientes recuperados.

ESTADO
Além dos 13.352 óbitos, São Paulo informou ontem recorde de infectados em apenas 24 horas: 9.347 – dia 19, foram contabilizados 19.030 casos, mas os números estavam represados por causa de problema no sistema do Ministério da Saúde. Agora são 238.822 casos confirmados do novo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas com a Covid-19, 40.014 foram internadas, curadas e tiveram alta hospitalar.

Brasil registra 1.185 novas fatalidades

O Brasil alcançou ontem 53.830 mortes pelo novo coronavírus. De acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, foram registradas 1.185 novas vítimas fatais com relação ao dia anterior. Além disso, a contabilidade de pessoas infectadas pela doença aumentou em 42.725 casos e chegou a 1.188.631 em todo o País, número que representa metade das confirmações nos Estados Unidos (2.380.065), mas é quase o dobro da Rússia (606.043), terceira colocada no ranking mundial, de acordo com o centro de pesquisas da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Esta sequência no crescimento dos números brasileiros, quando o governo projetava que o País caminhava para uma “estabilização”, fez o Ministério da Saúde se pronunciar ontem admitindo que a situação não está como foi esperada. “A gente tinha falado que parecia que a curva tenderia a certa estabilização, ou diminuição do número de casos. A gente vê que nesta semana tivemos aumento significativo de casos novos”, disse o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Correia. A alta foi verificada na semana epidemiológica 25, que se encerrou em 20 de junho, sobre a anterior. Neste período, foram novos 217 mil casos no País, que liderou registros da doença no mundo.

Para deixar a situação do País ainda mais angustiante, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse ontem, através do diretor de emergências Michael Ryan, que a América Latina ainda não atingiu o pico da Covid-19. “Eu caracterizaria a situação na América Latina como ainda em evolução, não atingiu seu pico. Deve resultar, provavelmente, em número sustentado de casos e morte contínua nas próximas semanas”, declarou. “O vírus não age sozinho, o vírus explora uma vigilância fraca. O vírus explora os sistemas de saúde fracos. O vírus explora a má governança. O vírus explora falta de educação, falta de empoderamento das comunidades. Essas são as coisas que precisamos abordar.”
 

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