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Moradores queriam ver um parque em vez de mercado

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em 2016, houve indicação para construção de equipamento de lazer em área verde de S.Bernardo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/06/2020 | 00:03


A área da antiga Fiação e Tecelagem Tognato que abrigará uma unidade do Grupo Bem Barato, na região central de São Bernardo, era para receber um amplo parque, conforme demanda popular proposta por moradores do local em 2016. Naquele ano, o governo do então prefeito Luiz Marinho (PT) promoveu plenária do OP (Orçamento Participativo), proposta da gestão petista para colher sugestões de moradores nos bairros. Em 2016, a comunidade aprovou a instalação de um parque no espaço de 42 mil metros quadrados.

Depois da solicitação, Marinho deu início às tratativas para encontrar junto à iniciativa privada um planejamento para erguer o equipamento com redução de investimento de recursos públicos. Encontrou, no Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) uma alternativa.

O Sebrae-SP se colocou à disposição para construir o parque, preservando a área verde escassa do Centro de São Bernardo e a caixa-d’água da antiga Fiação e Tecelagem Tognato (o objeto é tombado pelo conselho de patrimônio histórico). Em troca, ficaria com parte do terreno para instalar um centro de capacitação.

A vegetação, conforme projeto desenhado na gestão do petista (veja trecho acima), preservaria as árvores do local. Teria uma espécie de passagem de madeira entre as avenidas Pereira Barreto e Aldino Pinotti, com espaço para realização de eventos culturais ou gastronômicos.

“O Centro da cidade é uma área densamente povoada, que precisa de área verde. Mesmo que possa dizer que a vegetação do terreno não é nativa importante (formada basicamente por eucaliptos), qualquer pulmão de área verde no Centro da cidade deve ser protegido para garantir microclima, para reduzir pico de temperatura, absorver água de chuva. Seria serviço ambiental bastante importante, independentemente da vegetação não ser rica do ponto de vista da biodiversidade”, disse João Ricardo Guimarães Caetano, secretário de Gestão Ambiental do governo Marinho. “Iria qualificar o Centro, não seria um equipamento grosseiro, como um supermercado, que pode ser instalado em qualquer parte da cidade. Seria uma espécie de ar-condicionado do Centro, de alto valor ambiental.”

O atual prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), caminhou em outra direção. Reservou cerca de 20 mil metros quadrados para a construção do Parque das Bicicletas Giacinto Tognato e leiloou os terrenos restantes. Um deles, de quase 10 mil metros quadrados, foi adquirido no ano passado pelo Grupo Bem Barato, por R$ 42,1 milhões. Os outros dois devem ir à venda ainda neste ano.

Em nota, o governo Morando informou “que não há registros cadastrais, junto à Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, de que a área citada se destinasse à instalação de parque”. “A área da antiga Fiação Tognato foi cedida ao município para pagamento de dívida tributária e ingressou ao patrimônio como bem dominial, ou seja, para fins de alienação. A administração salienta que o Parque das Bicicletas foi construído e entregue com ampla aprovação da vizinhança.” 



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Moradores queriam ver um parque em vez de mercado

Em 2016, houve indicação para construção de equipamento de lazer em área verde de S.Bernardo

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

25/06/2020 | 00:03


A área da antiga Fiação e Tecelagem Tognato que abrigará uma unidade do Grupo Bem Barato, na região central de São Bernardo, era para receber um amplo parque, conforme demanda popular proposta por moradores do local em 2016. Naquele ano, o governo do então prefeito Luiz Marinho (PT) promoveu plenária do OP (Orçamento Participativo), proposta da gestão petista para colher sugestões de moradores nos bairros. Em 2016, a comunidade aprovou a instalação de um parque no espaço de 42 mil metros quadrados.

Depois da solicitação, Marinho deu início às tratativas para encontrar junto à iniciativa privada um planejamento para erguer o equipamento com redução de investimento de recursos públicos. Encontrou, no Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) uma alternativa.

O Sebrae-SP se colocou à disposição para construir o parque, preservando a área verde escassa do Centro de São Bernardo e a caixa-d’água da antiga Fiação e Tecelagem Tognato (o objeto é tombado pelo conselho de patrimônio histórico). Em troca, ficaria com parte do terreno para instalar um centro de capacitação.

A vegetação, conforme projeto desenhado na gestão do petista (veja trecho acima), preservaria as árvores do local. Teria uma espécie de passagem de madeira entre as avenidas Pereira Barreto e Aldino Pinotti, com espaço para realização de eventos culturais ou gastronômicos.

“O Centro da cidade é uma área densamente povoada, que precisa de área verde. Mesmo que possa dizer que a vegetação do terreno não é nativa importante (formada basicamente por eucaliptos), qualquer pulmão de área verde no Centro da cidade deve ser protegido para garantir microclima, para reduzir pico de temperatura, absorver água de chuva. Seria serviço ambiental bastante importante, independentemente da vegetação não ser rica do ponto de vista da biodiversidade”, disse João Ricardo Guimarães Caetano, secretário de Gestão Ambiental do governo Marinho. “Iria qualificar o Centro, não seria um equipamento grosseiro, como um supermercado, que pode ser instalado em qualquer parte da cidade. Seria uma espécie de ar-condicionado do Centro, de alto valor ambiental.”

O atual prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), caminhou em outra direção. Reservou cerca de 20 mil metros quadrados para a construção do Parque das Bicicletas Giacinto Tognato e leiloou os terrenos restantes. Um deles, de quase 10 mil metros quadrados, foi adquirido no ano passado pelo Grupo Bem Barato, por R$ 42,1 milhões. Os outros dois devem ir à venda ainda neste ano.

Em nota, o governo Morando informou “que não há registros cadastrais, junto à Secretaria de Obras e Planejamento Estratégico, de que a área citada se destinasse à instalação de parque”. “A área da antiga Fiação Tognato foi cedida ao município para pagamento de dívida tributária e ingressou ao patrimônio como bem dominial, ou seja, para fins de alienação. A administração salienta que o Parque das Bicicletas foi construído e entregue com ampla aprovação da vizinhança.” 

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