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Câmara de Mauá rejeita pedidos de impeachment e CPI contra Atila

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Legislativo derruba, por 14 votos a sete, duas solicitações de cassação do prefeito


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

23/06/2020 | 16:29


A Câmara de Mauá rejeitou os dois pedidos de impeachment e a instalação de CPI contra o prefeito Atila Jacomussi (PSB) por suposto superfaturamento em contratos de construção e de gestão do hospital de campanha contra a Covid-19. Foram 14 votos pelo arquivamento dos processos e sete para a abertura do procedimento de cassação. Sobre a CPI, foram dez votos pelo seu andamento, mas eram necessárias 12 adesões.

A vitória de Atila no Legislativo foi simbólica e mostra força do socialista às vésperas das convenções partidárias, que homologam os candidatos na eleição. A sessão, a primeira em 75 dias (a casa ficou fechada devido à pandemia de Covid-19), foi tumultuada.

Aliás, os pedidos de impeachment foram feitos por dois futuros adversários de Atila na corrida eleitoral. Uma solicitação de cassação foi feita pelo pré-candidato do PRTB à Prefeitura de Mauá, Mauro Roman. A outra, pelo pré-prefeiturável do PT ao Paço, vereador Marcelo Oliveira. Marcelo votou a favor do impeachment de Roman, mas não pôde votar em seu próprio pedido por impedimento do regimento interno e da LOM (Lei Orgânica do Município) – primeiro suplente do PT, o ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Junior foi favorável à cassação de Atila.

Foram a favor do impeachment de Atila os vereadores Tchacabum (PDT), Professor Betinho (PSL), Silvaldo Carteiro (PSL), Adelto Cachorrão (Republicanos), Fernando Rubinelli (PTB), Melão (Cidadania) e Marcelo/Paulo Eugenio. 

Os contrários à cassação foram Admir Jacomussi (Patriota), Chico do Judô (PSD), Chiquinho do Zaíra (Avante), Cincinato Freire (PSB), Gil Miranda (Republicanos), Jotão (SD), Pastor José (Avante), Manoel Lopes (DEM), Ivan Stella (PSB), Irmão Ozelito (PSC), Ricardinho da Enfermagem (PSB), Betinho Dragões (PL), Samuel Enfermeiro (PSB), Severino do MSTU (PL) e Bodinho (Patriota). Presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), não vota.

Na votação da instalação da CPI, que aconteceu na sequência, o placar foi apertado. A oposição acreditava na vitória, mas forte articulação do governo pesou a favor de Atila. Os favoráveis à CPI foram Cachorrão, Chico do Judô, Marcelo, Gil Miranda, Tchacabum, Melão, Ozelito, Professor Betinho, Fernando Rubinelli e Sinvaldo.

Os contrários foram Admir, Cincinato, Chiquinho, Jotão, Pastor José, Ivan, Ricardinho, Betinho Dragões, Samuel, Severino e Bodinho. Neycar também não vota por ser presidente. Manoel Lopes assinou pedido para que a CPI fosse analisada em plenário, mas como se ausentou da sessão, não votou na instalação da comissão.

Atila foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, na semana passada, acusado de superfaturar em 700% na comparação com os valores praticados com Santo André. A Prefeitura nega o sobrepreço e diz que a base de avaliação do MP não envolveu outros acordos firmados pela cidade vizinha para montagem dos hospitais de campanha andreenses.

Uma espécie de consolação foi aprovada pela casa, porém: a instalação de uma comissão de acompanhamento dos gastos com a Covid-19 na cidade. Esse bloco, diferentemente de CPI, não tem poder de investigação nem de convocação.


Sem público, Legislativo volta após 75 dias

A volta aos trabalhos na Câmara de Mauá depois de 75 dias ocorreu sem a presença de público, mas com a costumeira discussão intensa entre governistas e oposicionistas.

Os vereadores estavam de máscaras – Cincinato Freire (PSB), médico, até proteção acrílica trajou –, embora não foi raro ver político tirando o equipamento. Em diversas vezes os parlamentares se aglomeravam, em especial durante a votação dos pedidos de impeachment e de CPI contra o governo Atila Jacomussi (PSB). Assessores percorriam o espaço.

Um dos mais participativos vereadores durante as sessões esteve ausente: Manoel Lopes (DEM). O democrata completa 69 anos daqui a duas semanas, o que faz dele integrante do grupo de risco para a Covid-19. 

Na sessão foram inaugurados dois telões que mostram o nome e a presença dos vereadores. Cada parlamentar ganhou tablet, que fica preso em suas mesas. Na tela, poderá acompanhar os projetos em apreciação, realizar votos e ter acesso aos requerimentos. O presidente da Câmara, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), disse que toda aparelhagem custou R$ 380 mil. “Com esse plenário moderno, a gente tem aí redução e gasto com papel, impressão e tinta. Estamos em mundo moderno, era preciso adequar.”

A presidência da casa deixou à disposição diversos potes de álcool em gel, para vereadores e profissionais da imprensa, além de cartazes sobre os riscos da Covid-19.



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Câmara de Mauá rejeita pedidos de impeachment e CPI contra Atila

Legislativo derruba, por 14 votos a sete, duas solicitações de cassação do prefeito

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

23/06/2020 | 16:29


A Câmara de Mauá rejeitou os dois pedidos de impeachment e a instalação de CPI contra o prefeito Atila Jacomussi (PSB) por suposto superfaturamento em contratos de construção e de gestão do hospital de campanha contra a Covid-19. Foram 14 votos pelo arquivamento dos processos e sete para a abertura do procedimento de cassação. Sobre a CPI, foram dez votos pelo seu andamento, mas eram necessárias 12 adesões.

A vitória de Atila no Legislativo foi simbólica e mostra força do socialista às vésperas das convenções partidárias, que homologam os candidatos na eleição. A sessão, a primeira em 75 dias (a casa ficou fechada devido à pandemia de Covid-19), foi tumultuada.

Aliás, os pedidos de impeachment foram feitos por dois futuros adversários de Atila na corrida eleitoral. Uma solicitação de cassação foi feita pelo pré-candidato do PRTB à Prefeitura de Mauá, Mauro Roman. A outra, pelo pré-prefeiturável do PT ao Paço, vereador Marcelo Oliveira. Marcelo votou a favor do impeachment de Roman, mas não pôde votar em seu próprio pedido por impedimento do regimento interno e da LOM (Lei Orgânica do Município) – primeiro suplente do PT, o ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Junior foi favorável à cassação de Atila.

Foram a favor do impeachment de Atila os vereadores Tchacabum (PDT), Professor Betinho (PSL), Silvaldo Carteiro (PSL), Adelto Cachorrão (Republicanos), Fernando Rubinelli (PTB), Melão (Cidadania) e Marcelo/Paulo Eugenio. 

Os contrários à cassação foram Admir Jacomussi (Patriota), Chico do Judô (PSD), Chiquinho do Zaíra (Avante), Cincinato Freire (PSB), Gil Miranda (Republicanos), Jotão (SD), Pastor José (Avante), Manoel Lopes (DEM), Ivan Stella (PSB), Irmão Ozelito (PSC), Ricardinho da Enfermagem (PSB), Betinho Dragões (PL), Samuel Enfermeiro (PSB), Severino do MSTU (PL) e Bodinho (Patriota). Presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), não vota.

Na votação da instalação da CPI, que aconteceu na sequência, o placar foi apertado. A oposição acreditava na vitória, mas forte articulação do governo pesou a favor de Atila. Os favoráveis à CPI foram Cachorrão, Chico do Judô, Marcelo, Gil Miranda, Tchacabum, Melão, Ozelito, Professor Betinho, Fernando Rubinelli e Sinvaldo.

Os contrários foram Admir, Cincinato, Chiquinho, Jotão, Pastor José, Ivan, Ricardinho, Betinho Dragões, Samuel, Severino e Bodinho. Neycar também não vota por ser presidente. Manoel Lopes assinou pedido para que a CPI fosse analisada em plenário, mas como se ausentou da sessão, não votou na instalação da comissão.

Atila foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, na semana passada, acusado de superfaturar em 700% na comparação com os valores praticados com Santo André. A Prefeitura nega o sobrepreço e diz que a base de avaliação do MP não envolveu outros acordos firmados pela cidade vizinha para montagem dos hospitais de campanha andreenses.

Uma espécie de consolação foi aprovada pela casa, porém: a instalação de uma comissão de acompanhamento dos gastos com a Covid-19 na cidade. Esse bloco, diferentemente de CPI, não tem poder de investigação nem de convocação.


Sem público, Legislativo volta após 75 dias

A volta aos trabalhos na Câmara de Mauá depois de 75 dias ocorreu sem a presença de público, mas com a costumeira discussão intensa entre governistas e oposicionistas.

Os vereadores estavam de máscaras – Cincinato Freire (PSB), médico, até proteção acrílica trajou –, embora não foi raro ver político tirando o equipamento. Em diversas vezes os parlamentares se aglomeravam, em especial durante a votação dos pedidos de impeachment e de CPI contra o governo Atila Jacomussi (PSB). Assessores percorriam o espaço.

Um dos mais participativos vereadores durante as sessões esteve ausente: Manoel Lopes (DEM). O democrata completa 69 anos daqui a duas semanas, o que faz dele integrante do grupo de risco para a Covid-19. 

Na sessão foram inaugurados dois telões que mostram o nome e a presença dos vereadores. Cada parlamentar ganhou tablet, que fica preso em suas mesas. Na tela, poderá acompanhar os projetos em apreciação, realizar votos e ter acesso aos requerimentos. O presidente da Câmara, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), disse que toda aparelhagem custou R$ 380 mil. “Com esse plenário moderno, a gente tem aí redução e gasto com papel, impressão e tinta. Estamos em mundo moderno, era preciso adequar.”

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