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Irmão de Lula nega tráfico de influência apontado por revista


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

09/10/2005 | 08:20


Acusado pela revista Veja, na sua edição deste sábado, de oferecer ajuda a empresários por meio de seu escritório montado em São Bernardo, o irmão do presidente Lula Genival Inácio da Silva negou neste sábado ao Diário o conteúdo das denúncias. “Vou ver se eles (a revista) me pagam”, afirmou Vavá por telefone sábado à tarde, enquanto esperava atendimento médico no Pronto-Socorro para medir a pressão arterial. “A reportagem é mentirosa. Vou a Brasília quantas vezes quiser porque meu irmão é o presidente. Não estou fazendo nada de errado”, afirmou. Vavá prometeu falar mais tarde à reportagem, mas desligou o telefone.

Em matéria publicada neste final de semana, a Veja afirma que Vavá atende empresários interessados em negociar com o Planalto, prefeituras petistas, empresas estatais e órgãos do governo federal. O presidente Lula informou por meio de sua assessoria que não tomou conhecimento das supostas atividades de Vavá. Segundo a revista, o irmão de Lula admitiu ter procurado o assessor especial do presidente, César Alvarez, que, a pedido dele, teria recebido em audiência representantes da Federação Brasileira de Hospitais.

Segundo a Veja, os contatos teriam sido mantidos também com o diretor de operações e logística da Petrobras Distribuidora, Edimilson Antonio Dato Sant’Anna, que atendera um empresário paulista. O irmão de Lula também admite ter ido a Brasília pelo menos três vezes no mês passado, com passagens pagas por empresários. Vavá atuaria ainda em conjunto com um escritório de consultoria de Diadema mantido pela ex-funcionária pública da cidade, Solange Silva.

Filho de Vavá, Edson Inácio riu de descrédito ao conhecer, pelo Diário, o teor da matéria. “É como se tudo fosse fácil. Não tenho a mínima idéia dessas coisas. Ele montou um escritório, mas o que fazia não sei se era isso ou o que era. Os caras estão querendo acabar com todo mundo.” Edson Inácio define o pai como “uma pessoa boa, que sempre tentou ajudar todo mundo, de coração enorme.” Ele conta que o pai ajudou a abrigar os parentes do Nordeste que chegavam a São Paulo. “Ele ajuda todo mundo. Se tiver de tirar dinheiro do bolso ele tira e dá. É o histórico dele.”

Edson Inácio conta que Vavá é funcionário aposentado da Prefeitura de São Bernardo e vive uma vida média, de um supervisor, com benefício entre sete e oito salários mínimos (R$ 2,4 mil). “Ele tem a casa que nós construímos no bairro Paulicéia, com muito sacrifício.” Vavá desabafa: “Honestamente, acho que estão querendo fazer muita coisa acontecer. Não sei quais são os interesses e os objetivos dessa matéria.”



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