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Motivação na escola em pleno isolamento

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


22/06/2020 | 07:34


No início do período de isolamento por causa do coronavírus, a professora Juliana Duarte, de 40 anos, chegou a pensar que as aulas remotas da filha Laura, de 8 anos, eram parte de uma situação temporária. Quase três meses depois e sem previsão de retorno das atividades escolares, ela já fez uma série de adaptações na rotina e em casa para que o processo seja produtivo sem desgastar a criança. Para enfrentar o desafio de manter os pequenos envolvidos com as atividades, pais e escolas estão se reinventando e fortalecendo o diálogo e brincadeiras, como gincanas para encontrar objetos em casa e revirar os álbuns de fotos da família.

O desafio é maior para os alunos mais novos, dos ensinos infantil e fundamental 1, que nem sempre se adaptam às tarefas realizadas nas plataformas online. As escolas não abandonaram as aulas com conteúdos, mas estão apostando em atividades lúdicas e oferecendo atendimento individualizado não só para tirar dúvidas, mas para debater as dificuldades enfrentadas pelas famílias.

Uma das dificuldades iniciais enfrentadas por Juliana era manter a filha concentrada. "Agora acho que está mais tranquilo do que no começo. A adaptação foi mais difícil. Eu e meu marido estamos trabalhando e, no início, ela ficava na sala perto da gente. Mas não era bom, ela acabava se dispersando."

A solução encontrada pela família foi separar um espaço só para os estudos. "Também trocamos o celular por um notebook. Assim, ela pode ver melhor os professores e os colegas." Laura aprovou as mudanças. "Prefiro ficar no escritório, porque é mais confortável. E o celular era chato, porque tinha de ficar segurando."

Juliana conta que a escola também se adaptou para evitar que as atividades de casa fossem muito complicadas e sobrecarregassem os pais, que têm se dividido entre o home office e os cuidados com os filhos.

"As propostas mais complexas estão sendo feitas com as professoras. Eles têm o tempo de aula e 20 minutos de plantão de dúvidas. Para casa, a escola ensina brincadeiras, jogos, apresenta vídeos para vermos juntos. Sou da área, mas uma coisa é o papel de mãe e outra é o de professora", conta a mãe.

Motivação

Orientadora educacional do ensino fundamental 1 da Stance Dual School, Patrícia Sampaio conta que a escola teve de ser reconstruída para manter a motivação das crianças.

"Tivemos de fazer a seleção e reorganização de conteúdos. O tempo de aula não é mais o mesmo. Eram oito horas, mas as crianças não conseguem ficar esse tempo todo em frente à tela, e também não queremos isso. Adotamos ferramentas para promover uma interação mais ativa, de modo que os alunos pudessem gravar vídeos e voz. E tivemos de considerar um tempo para falar sobre afeto e convivência, porque o contexto é diferente e desafiador", afirma.

Atividades com movimento não foram deixadas de fora. "Eles precisam ter tempo para brincar. Na educação física, estamos fazendo gincanas para as crianças procurarem objetos em casa, como uma colher de pau, por exemplo, fazer polichinelos. Tudo que elas possam fazer dentro de casa", conta Patrícia.

As gincanas também são uma proposta do Colégio Equipe. "As crianças foram divididas em equipes e têm de achar a foto mais antiga, tirar foto com a cor da equipe, ajudar na casa. A linha da cobrança não é o melhor caminho. Este é um momento de diálogo e, se faltar conteúdo, a gente repõe depois", explica a diretora escolar Luciana Fevorini.

As atividades têm sido realizadas em grupos pequenos e a escola fortaleceu a relação entre pais e professores. "É mais produtivo trabalhar com grupos menores e encontros mais curtos. E estreitou muito os canais com os pais. Agora, eles trocam e-mails com a professora, há conversas por videoconferência."

Após o recesso das aulas em maio, o Colégio Santa Maria enviou kits de atividades para a casa dos alunos para incentivá-los com literatura, arte e desafios corporais.

Karine Ramos, orientadora pedagógica da educação infantil da escola, diz que, na abordagem sobre a covid-19, a escola utiliza a transparência para falar sobre o tema. "Estamos atuando de forma verdadeira e esperançosa com enfoque nos cuidados que precisamos ter e a necessidade de cuidarmos uns dos outros ficando em casa para que possamos voltar o mais breve possível." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Motivação na escola em pleno isolamento


22/06/2020 | 07:34


No início do período de isolamento por causa do coronavírus, a professora Juliana Duarte, de 40 anos, chegou a pensar que as aulas remotas da filha Laura, de 8 anos, eram parte de uma situação temporária. Quase três meses depois e sem previsão de retorno das atividades escolares, ela já fez uma série de adaptações na rotina e em casa para que o processo seja produtivo sem desgastar a criança. Para enfrentar o desafio de manter os pequenos envolvidos com as atividades, pais e escolas estão se reinventando e fortalecendo o diálogo e brincadeiras, como gincanas para encontrar objetos em casa e revirar os álbuns de fotos da família.

O desafio é maior para os alunos mais novos, dos ensinos infantil e fundamental 1, que nem sempre se adaptam às tarefas realizadas nas plataformas online. As escolas não abandonaram as aulas com conteúdos, mas estão apostando em atividades lúdicas e oferecendo atendimento individualizado não só para tirar dúvidas, mas para debater as dificuldades enfrentadas pelas famílias.

Uma das dificuldades iniciais enfrentadas por Juliana era manter a filha concentrada. "Agora acho que está mais tranquilo do que no começo. A adaptação foi mais difícil. Eu e meu marido estamos trabalhando e, no início, ela ficava na sala perto da gente. Mas não era bom, ela acabava se dispersando."

A solução encontrada pela família foi separar um espaço só para os estudos. "Também trocamos o celular por um notebook. Assim, ela pode ver melhor os professores e os colegas." Laura aprovou as mudanças. "Prefiro ficar no escritório, porque é mais confortável. E o celular era chato, porque tinha de ficar segurando."

Juliana conta que a escola também se adaptou para evitar que as atividades de casa fossem muito complicadas e sobrecarregassem os pais, que têm se dividido entre o home office e os cuidados com os filhos.

"As propostas mais complexas estão sendo feitas com as professoras. Eles têm o tempo de aula e 20 minutos de plantão de dúvidas. Para casa, a escola ensina brincadeiras, jogos, apresenta vídeos para vermos juntos. Sou da área, mas uma coisa é o papel de mãe e outra é o de professora", conta a mãe.

Motivação

Orientadora educacional do ensino fundamental 1 da Stance Dual School, Patrícia Sampaio conta que a escola teve de ser reconstruída para manter a motivação das crianças.

"Tivemos de fazer a seleção e reorganização de conteúdos. O tempo de aula não é mais o mesmo. Eram oito horas, mas as crianças não conseguem ficar esse tempo todo em frente à tela, e também não queremos isso. Adotamos ferramentas para promover uma interação mais ativa, de modo que os alunos pudessem gravar vídeos e voz. E tivemos de considerar um tempo para falar sobre afeto e convivência, porque o contexto é diferente e desafiador", afirma.

Atividades com movimento não foram deixadas de fora. "Eles precisam ter tempo para brincar. Na educação física, estamos fazendo gincanas para as crianças procurarem objetos em casa, como uma colher de pau, por exemplo, fazer polichinelos. Tudo que elas possam fazer dentro de casa", conta Patrícia.

As gincanas também são uma proposta do Colégio Equipe. "As crianças foram divididas em equipes e têm de achar a foto mais antiga, tirar foto com a cor da equipe, ajudar na casa. A linha da cobrança não é o melhor caminho. Este é um momento de diálogo e, se faltar conteúdo, a gente repõe depois", explica a diretora escolar Luciana Fevorini.

As atividades têm sido realizadas em grupos pequenos e a escola fortaleceu a relação entre pais e professores. "É mais produtivo trabalhar com grupos menores e encontros mais curtos. E estreitou muito os canais com os pais. Agora, eles trocam e-mails com a professora, há conversas por videoconferência."

Após o recesso das aulas em maio, o Colégio Santa Maria enviou kits de atividades para a casa dos alunos para incentivá-los com literatura, arte e desafios corporais.

Karine Ramos, orientadora pedagógica da educação infantil da escola, diz que, na abordagem sobre a covid-19, a escola utiliza a transparência para falar sobre o tema. "Estamos atuando de forma verdadeira e esperançosa com enfoque nos cuidados que precisamos ter e a necessidade de cuidarmos uns dos outros ficando em casa para que possamos voltar o mais breve possível." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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