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Venda on-line ‘salva’ mercado de imóveis

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Incorporadoras registraram aumento nos negócios pela internet no período de quarentena


Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

19/06/2020 | 00:13


A pandemia interrompeu a projeção de retomada prevista em 2020 para o setor da construção civil na região. Porém, mesmo com o fechamento dos estandes por praticamente quatro meses, as incorporadoras registraram aumento das vendas pela internet, que chegaram a dobrar. Apesar de ainda não superarem as vendas físicas, as comercializações on-line ajudaram a garantir a continuidade das obras.

De acordo com a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), nos primeiros 15 dias de quarentena, iniciada em 24 de março, as vendas foram praticamente zeradas. Mas o cenário no momento é diferente. Considerando dados da Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias), que podem ser aplicados no Grande ABC, os negócios tiveram redução de 40% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Ou seja, apesar do tombo, o reforço no atendimento on-line foi responsável por 60% das vendas.

O presidente da Acigabc, Milton Bigucci Junior, afirmou que no período pré-quarentena as vendas pela internet não passavam de 30%. “Apesar da queda na comercialização presencial, o consumidor se adaptou rápido a procurar e escolher um imóvel pela internet.”

Na MBigucci, por exemplo, a busca on-line por imóveis aumentou cerca de 30% entre março e maio, e as vendas pelo sistema cresceram 50% no mesmo período.

A designer Raissa de Barros Couto, de São Bernardo, comprou imóvel de forma on-line, no Ipiranga, em São Paulo, para onde vai se mudar devido à proximidade com o trabalho. Ela já havia passado em frente ao imóvel. “A visita ao decorado é mais para ter noção de onde se vai morar, mas todas as informações para tirar dúvidas consegui tranquilamente a distância com a corretora.”

Na construtora Patriani, por exemplo, as vendas dos últimos dois meses, feitas apenas pela internet, totalizaram R$ 10 milhões. Já há algum tempo a empresa investia nos canais on-line, além da comunicação com os clientes, via telefone e WhatsApp, mas durante a quarentena a utilização aumentou. Anteriormente, 28% dos clientes recorriam a esta ferramenta, número que atualmente está em 70%. “É uma tendência. A compra digital é um meio extremamente importante, mas anda junto com o estande. O cliente gosta de estar ali”, afirmou a coordenadora comercial da Patriani, Fabiane Potenza.

Porém, no período de quarentena, as vendas foram exclusivamente on-line. “As pessoas ficaram em casa muito tempo, e isso também mudou a forma como as pessoas querem morar, pois procuram apartamentos mais aconchegantes e plantas bem planejadas”, disse. “Por causa disso fizemos um replanejamento, com foco em apartamentos maiores, para poder apresentar aos clientes”, disse Fabiane.

Ou seja, mesmo com a queda durante o período da pandemia, o setor tem expectativa positiva para o futuro. Com a retomada da abertura gradual do comércio na região, iniciada nesta semana, há estimativa de recuperação de pelo menos mais 20% das vendas nos próximos meses.

“Esperamos uma melhora no ânimo da população. Além disso, o investidor está retornando para o setor porque o juro para a compra está baixo e o imóvel se consolida como uma moeda forte. A expectativa é a de que o setor volte a crescer já no primeiro semestre de 2021”, afirmou Bigucci Junior. 



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Venda on-line ‘salva’ mercado de imóveis

Incorporadoras registraram aumento nos negócios pela internet no período de quarentena

Yara Ferraz
Diário do Grande ABC

19/06/2020 | 00:13


A pandemia interrompeu a projeção de retomada prevista em 2020 para o setor da construção civil na região. Porém, mesmo com o fechamento dos estandes por praticamente quatro meses, as incorporadoras registraram aumento das vendas pela internet, que chegaram a dobrar. Apesar de ainda não superarem as vendas físicas, as comercializações on-line ajudaram a garantir a continuidade das obras.

De acordo com a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), nos primeiros 15 dias de quarentena, iniciada em 24 de março, as vendas foram praticamente zeradas. Mas o cenário no momento é diferente. Considerando dados da Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias), que podem ser aplicados no Grande ABC, os negócios tiveram redução de 40% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Ou seja, apesar do tombo, o reforço no atendimento on-line foi responsável por 60% das vendas.

O presidente da Acigabc, Milton Bigucci Junior, afirmou que no período pré-quarentena as vendas pela internet não passavam de 30%. “Apesar da queda na comercialização presencial, o consumidor se adaptou rápido a procurar e escolher um imóvel pela internet.”

Na MBigucci, por exemplo, a busca on-line por imóveis aumentou cerca de 30% entre março e maio, e as vendas pelo sistema cresceram 50% no mesmo período.

A designer Raissa de Barros Couto, de São Bernardo, comprou imóvel de forma on-line, no Ipiranga, em São Paulo, para onde vai se mudar devido à proximidade com o trabalho. Ela já havia passado em frente ao imóvel. “A visita ao decorado é mais para ter noção de onde se vai morar, mas todas as informações para tirar dúvidas consegui tranquilamente a distância com a corretora.”

Na construtora Patriani, por exemplo, as vendas dos últimos dois meses, feitas apenas pela internet, totalizaram R$ 10 milhões. Já há algum tempo a empresa investia nos canais on-line, além da comunicação com os clientes, via telefone e WhatsApp, mas durante a quarentena a utilização aumentou. Anteriormente, 28% dos clientes recorriam a esta ferramenta, número que atualmente está em 70%. “É uma tendência. A compra digital é um meio extremamente importante, mas anda junto com o estande. O cliente gosta de estar ali”, afirmou a coordenadora comercial da Patriani, Fabiane Potenza.

Porém, no período de quarentena, as vendas foram exclusivamente on-line. “As pessoas ficaram em casa muito tempo, e isso também mudou a forma como as pessoas querem morar, pois procuram apartamentos mais aconchegantes e plantas bem planejadas”, disse. “Por causa disso fizemos um replanejamento, com foco em apartamentos maiores, para poder apresentar aos clientes”, disse Fabiane.

Ou seja, mesmo com a queda durante o período da pandemia, o setor tem expectativa positiva para o futuro. Com a retomada da abertura gradual do comércio na região, iniciada nesta semana, há estimativa de recuperação de pelo menos mais 20% das vendas nos próximos meses.

“Esperamos uma melhora no ânimo da população. Além disso, o investidor está retornando para o setor porque o juro para a compra está baixo e o imóvel se consolida como uma moeda forte. A expectativa é a de que o setor volte a crescer já no primeiro semestre de 2021”, afirmou Bigucci Junior. 

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