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Procurador alemão diz ter provas de que Madeleine está morta

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hans Christian Wolters não deu detalhes, mas disse que, apesar das evidências contundentes, não há "prova pericial"



18/06/2020 | 07:03


As autoridades alemãs disseram ontem ter "provas" de que a menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Portugal em 2007, está morta. "São provas concretas, fatos que estão em nossas mãos, e não simples indicações", afirmou o procurador da cidade de Brunswick, Hans Christian Wolters. Ele não deu detalhes, mas disse que, apesar das evidências contundentes, não há "prova pericial".

Na terça-feira, 16, os promotores da Alemanha escreveram para os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, para informá-los da morte. A mensagem fala de "evidências concretas" de que o suspeito Christian Bruckner, de 43 anos, a matou, embora os detalhes ainda não possam ser revelados. Segundo o jornal The Sun, os promotores disseram que revelar evidências agora prejudicaria as chances de Bruckner - que está preso - ser julgado pelo crime.

Wolters disse que os McCann não receberam todos os detalhes, mas conhecem o resultado da investigação. "A polícia britânica foi informada, mas não possui todas as evidências que temos. Os resultados de nossa investigação foram compartilhados, mas nem todos foram passados para a Scotland Yard (polícia britânica)", afirmou o promotor.

O advogado português da família McCann, Rogério Alves, pediu à polícia alemã que compartilhe as evidências. No entanto, o promotor reiterou que isso atrapalharia a investigação.

"Entendo o que o advogado da família McCann está dizendo. Simpatizo com os pais, mas se revelarmos mais detalhes, isso pode comprometer a investigação. Eu sei que seria um alívio para os pais saber como ela morreu. Mas este é um caso de assassinato e não de pessoas desaparecidas. Fomos bastante claros que investigamos um assassinato e temos provas disso", afirmou.

Madeleine tinha 3 anos quando foi sequestrada no apartamento de férias de seus pais no resort português da Praia da Luz, no Algarve, no dia 3 de maio de 2007. No início deste mês, a polícia alemã disse que Bruckner era suspeito do desaparecimento. Para os investigadores, ele é um "estuprador, traficante de drogas e pedófilo".

Segundo reportagem da revista Der Spiegel, Bruckner escondia roupas de crianças e 8 mil imagens pedófilas em seis pen drives e dois cartões de memória em sua van, descoberta pela polícia alemã em 2016 - ela havia sido abandonada em Braunschweig, onde Bruckner viveu entre 2013 e 2015.

Friedrich Fulscher, advogado de Bruckner, afirmou que seu cliente não tem relação com o desaparecimento de Madeleine. Agora, os investigadores alemães querem testar novamente uma amostra de saliva encontrada no apartamento de onde a garota desapareceu. Os testes portugueses não encontraram DNA compatível com o novo suspeito. Acredita-se, porém, que após 13 anos da coleta, seja impossível extrair qualquer perfil. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Procurador alemão diz ter provas de que Madeleine está morta

Hans Christian Wolters não deu detalhes, mas disse que, apesar das evidências contundentes, não há "prova pericial"


18/06/2020 | 07:03


As autoridades alemãs disseram ontem ter "provas" de que a menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em Portugal em 2007, está morta. "São provas concretas, fatos que estão em nossas mãos, e não simples indicações", afirmou o procurador da cidade de Brunswick, Hans Christian Wolters. Ele não deu detalhes, mas disse que, apesar das evidências contundentes, não há "prova pericial".

Na terça-feira, 16, os promotores da Alemanha escreveram para os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, para informá-los da morte. A mensagem fala de "evidências concretas" de que o suspeito Christian Bruckner, de 43 anos, a matou, embora os detalhes ainda não possam ser revelados. Segundo o jornal The Sun, os promotores disseram que revelar evidências agora prejudicaria as chances de Bruckner - que está preso - ser julgado pelo crime.

Wolters disse que os McCann não receberam todos os detalhes, mas conhecem o resultado da investigação. "A polícia britânica foi informada, mas não possui todas as evidências que temos. Os resultados de nossa investigação foram compartilhados, mas nem todos foram passados para a Scotland Yard (polícia britânica)", afirmou o promotor.

O advogado português da família McCann, Rogério Alves, pediu à polícia alemã que compartilhe as evidências. No entanto, o promotor reiterou que isso atrapalharia a investigação.

"Entendo o que o advogado da família McCann está dizendo. Simpatizo com os pais, mas se revelarmos mais detalhes, isso pode comprometer a investigação. Eu sei que seria um alívio para os pais saber como ela morreu. Mas este é um caso de assassinato e não de pessoas desaparecidas. Fomos bastante claros que investigamos um assassinato e temos provas disso", afirmou.

Madeleine tinha 3 anos quando foi sequestrada no apartamento de férias de seus pais no resort português da Praia da Luz, no Algarve, no dia 3 de maio de 2007. No início deste mês, a polícia alemã disse que Bruckner era suspeito do desaparecimento. Para os investigadores, ele é um "estuprador, traficante de drogas e pedófilo".

Segundo reportagem da revista Der Spiegel, Bruckner escondia roupas de crianças e 8 mil imagens pedófilas em seis pen drives e dois cartões de memória em sua van, descoberta pela polícia alemã em 2016 - ela havia sido abandonada em Braunschweig, onde Bruckner viveu entre 2013 e 2015.

Friedrich Fulscher, advogado de Bruckner, afirmou que seu cliente não tem relação com o desaparecimento de Madeleine. Agora, os investigadores alemães querem testar novamente uma amostra de saliva encontrada no apartamento de onde a garota desapareceu. Os testes portugueses não encontraram DNA compatível com o novo suspeito. Acredita-se, porém, que após 13 anos da coleta, seja impossível extrair qualquer perfil. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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