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Retomada é marcada por descaso na CVC

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Franqueados e funcionários reclamam da falta de assistência para atravessar crise dA Covid-19


Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

16/06/2020 | 23:59


Com a retomada gradual da economia, as agências da CVC estão voltando a reabrir e a atender os clientes presencialmente. No entanto, franqueados e funcionários da empresa, cuja sede é em Santo André, reclamam da falta de assistência para superar a crise no setor, que foi causada pela quarentena instaurada pelo avanço do novo coronavírus.

Inclusive, segundo estimativa de franqueados, apenas 80% das 1.400 lojas instaladas pelo País reabriram, ou seja, pelo menos 280 teriam fechado em razão da pandemia. Na região, até abril, eram 30 franquias. Após reportagem publicada pelo Diário em maio, onde lojistas cobravam ajuda para manter os negócios, a CVC Corp ofereceu uma linha de crédito, em parceria com a Caixa, para socorrer as agências de turismo afetadas pela quarentena.

Uma das principais reclamações é a de que os lojistas não estão conseguindo manter a folha de pagamentos. Assim, alguns tiveram que demitir os colaboradores. “O funcionário que quiser trabalhar, terá que trabalhar sem regras trabalhistas. Ele (o franqueado) vai demitir sem pagar rescisão, e o trabalhador continua atuando, mas recebendo o seguro-desemprego e o fundo de garantia. Para sobreviver, acabaram descumprindo leis trabalhistas”, relatou um operador de viagem sob sigilo.

Outro problema enfrentado é a falta do pagamento de comissão, de cerca de 10%, no caso de remarcações de viagens que tiveram que ser adiadas em razão da pandemia. Assim, mesmo que o agente faça todos os trâmites para remarcação da data, apenas o operador que vendeu a viagem inicialmente tem direito à comissão. Para auxiliar o cliente, a CVC dá direito a uma remarcação gratuita para embarques domésticos com datas a partir de agosto.

A companhia teria doado uma cesta básica, com custo aproximado de R$ 52, aos colaboradores como maneira de os auxiliar a sobreviver ao período. Embora a ajuda seja bem-vinda, os trabalhadores destacam que não é suficiente para suprir todas as demandas financeiras das famílias, uma vez que o salário médio seria de R$ 2.200.
Questionada, a CVC Corp não se posicionou até o fechamento desta edição.

IMBRÓGLIO
No início deste mês, a empresa de capital aberto postergou, pela terceira vez, a divulgação dos resultados referentes ao quarto trimestre de 2019. Com isso, a operadora de viagens descumpriu o prazo legal, que já havia sido prorrogado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Agora, os números devem ser divulgados até 31 de julho.

A justificativa foi que erro contábil e a pandemia atrasaram a divulgação do balanço. A CVC Corp deve pagar multa de R$ 1.000 por dia de atraso, além de lidar com a insegurança de investidores. 



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Retomada é marcada por descaso na CVC

Franqueados e funcionários reclamam da falta de assistência para atravessar crise dA Covid-19

Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

16/06/2020 | 23:59


Com a retomada gradual da economia, as agências da CVC estão voltando a reabrir e a atender os clientes presencialmente. No entanto, franqueados e funcionários da empresa, cuja sede é em Santo André, reclamam da falta de assistência para superar a crise no setor, que foi causada pela quarentena instaurada pelo avanço do novo coronavírus.

Inclusive, segundo estimativa de franqueados, apenas 80% das 1.400 lojas instaladas pelo País reabriram, ou seja, pelo menos 280 teriam fechado em razão da pandemia. Na região, até abril, eram 30 franquias. Após reportagem publicada pelo Diário em maio, onde lojistas cobravam ajuda para manter os negócios, a CVC Corp ofereceu uma linha de crédito, em parceria com a Caixa, para socorrer as agências de turismo afetadas pela quarentena.

Uma das principais reclamações é a de que os lojistas não estão conseguindo manter a folha de pagamentos. Assim, alguns tiveram que demitir os colaboradores. “O funcionário que quiser trabalhar, terá que trabalhar sem regras trabalhistas. Ele (o franqueado) vai demitir sem pagar rescisão, e o trabalhador continua atuando, mas recebendo o seguro-desemprego e o fundo de garantia. Para sobreviver, acabaram descumprindo leis trabalhistas”, relatou um operador de viagem sob sigilo.

Outro problema enfrentado é a falta do pagamento de comissão, de cerca de 10%, no caso de remarcações de viagens que tiveram que ser adiadas em razão da pandemia. Assim, mesmo que o agente faça todos os trâmites para remarcação da data, apenas o operador que vendeu a viagem inicialmente tem direito à comissão. Para auxiliar o cliente, a CVC dá direito a uma remarcação gratuita para embarques domésticos com datas a partir de agosto.

A companhia teria doado uma cesta básica, com custo aproximado de R$ 52, aos colaboradores como maneira de os auxiliar a sobreviver ao período. Embora a ajuda seja bem-vinda, os trabalhadores destacam que não é suficiente para suprir todas as demandas financeiras das famílias, uma vez que o salário médio seria de R$ 2.200.
Questionada, a CVC Corp não se posicionou até o fechamento desta edição.

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No início deste mês, a empresa de capital aberto postergou, pela terceira vez, a divulgação dos resultados referentes ao quarto trimestre de 2019. Com isso, a operadora de viagens descumpriu o prazo legal, que já havia sido prorrogado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Agora, os números devem ser divulgados até 31 de julho.

A justificativa foi que erro contábil e a pandemia atrasaram a divulgação do balanço. A CVC Corp deve pagar multa de R$ 1.000 por dia de atraso, além de lidar com a insegurança de investidores. 

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