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Estudo aponta infecção em 27% dos testados no Grande ABC

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Painel do laboratório de análises clínicas da FMABC mostra mais exames em mulheres


Anderson Fattori

15/06/2020 | 23:41


Mulheres com idade entre 21 e 40 anos formam o público mais testado no Grande ABC para detecção da Covid-19 desde o início da pandemia. Por outro lado, são os homens desta mesma faixa etária que apresentam maior índice de positividade à doença em cinco de sete cidades da região (exceções feitas a Diadema e Rio Grande da Serra). Ao menos é o que mostra material desenvolvido pelo laboratório de análises clínicas da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), único que opera com certificação do Instituto Adolfo Lutz, ao qual o Diário teve acesso com exclusividade. O estudo aponta ainda que 27% do total de amostras examinadas foram positivadas para o novo coronavírus.

Foram contabilizados dados desde 7 de março, duas semanas depois de o primeiro caso da doença no País e uma semana antes dele chegar ao Grande ABC. No total, foram liberados 26.948 exames desde então, sendo que 19.634 pacientes tiveram amostras testadas (12.202 mulheres e 7.432 homens), ou seja, há pessoas que realizaram mais de um teste. Foram 7.281 positivados, sendo 33,8% do sexo feminino e 42,3% masculino, fato este que também é reportado por pesquisas em todo o mundo.

“Temos conclusões interessantes: se testam mais mulheres do que homens porque foram analisados muitos profissionais da saúde. É um setor que tem muito mais mulheres, independentemente da carreira. E, apesar de a gente ter mais mulher testada, há índice de positividade maior em homens, seguindo a tendência mundial”, diz o vice-reitor do centro universitário e coordenador do laboratório de análises clínicas da FMABC, Fernando Luiz Affonso Fonseca, que vê o índice de 27% na média de outros laboratórios da Região Metropolitana e da Capital. “Além disso, a população testada é mais jovem, porque era a que estava exposta, economicamente ativa em algum tipo de atividade essencial.”

Estes e outros dados vão compor o Painel Covid, que integrará material em conjunto com os informados por Peru, Colômbia e Honduras, com finalidade de mostrar a distribuição de casos na América Latina e poderá ser publicada em revista internacional de medicina. “Transformamos dados em informação que vão guiar ações futuras”, explica o analista de qualidade do laboratório e um dos desenvolvedores do projeto, Alexandre Natario.

Outro aspecto identificado pelo painel é a diminuição na taxa de crescimento de casos confirmados do novo coronavírus nos testes do laboratório a partir da implementação da quarentena, ou seja, no início de abril (porque, apesar de o decreto ter sido realizado em 24 de março, o impacto da ação leva entre dez e 14 dias para surtir efeito na positividade). Na segunda e terceira semanas epidemiológicas, por exemplo, antes do confinamento, o índice chegou a 429% e 432%, respectivamente. Mas, com as medidas impostas pelo governo, houve redução para 101% quase que instantaneamente e, na semana passada, a taxa estava em 5,2%. “Com certeza o isolamento na região foi efetivo, positivo”, observa.

Além de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires, o estudo também analisa informações colhidas sobre exames de Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã, Guarujá e da Zona Sul da Capital. “Sentimos necessidade de ter dados nossos em relação à positividade. Através dos resultados, a gente consegue gerar alguma coisa para as políticas públicas”, finaliza.
 



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Estudo aponta infecção em 27% dos testados no Grande ABC

Painel do laboratório de análises clínicas da FMABC mostra mais exames em mulheres

Anderson Fattori

15/06/2020 | 23:41


Mulheres com idade entre 21 e 40 anos formam o público mais testado no Grande ABC para detecção da Covid-19 desde o início da pandemia. Por outro lado, são os homens desta mesma faixa etária que apresentam maior índice de positividade à doença em cinco de sete cidades da região (exceções feitas a Diadema e Rio Grande da Serra). Ao menos é o que mostra material desenvolvido pelo laboratório de análises clínicas da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), único que opera com certificação do Instituto Adolfo Lutz, ao qual o Diário teve acesso com exclusividade. O estudo aponta ainda que 27% do total de amostras examinadas foram positivadas para o novo coronavírus.

Foram contabilizados dados desde 7 de março, duas semanas depois de o primeiro caso da doença no País e uma semana antes dele chegar ao Grande ABC. No total, foram liberados 26.948 exames desde então, sendo que 19.634 pacientes tiveram amostras testadas (12.202 mulheres e 7.432 homens), ou seja, há pessoas que realizaram mais de um teste. Foram 7.281 positivados, sendo 33,8% do sexo feminino e 42,3% masculino, fato este que também é reportado por pesquisas em todo o mundo.

“Temos conclusões interessantes: se testam mais mulheres do que homens porque foram analisados muitos profissionais da saúde. É um setor que tem muito mais mulheres, independentemente da carreira. E, apesar de a gente ter mais mulher testada, há índice de positividade maior em homens, seguindo a tendência mundial”, diz o vice-reitor do centro universitário e coordenador do laboratório de análises clínicas da FMABC, Fernando Luiz Affonso Fonseca, que vê o índice de 27% na média de outros laboratórios da Região Metropolitana e da Capital. “Além disso, a população testada é mais jovem, porque era a que estava exposta, economicamente ativa em algum tipo de atividade essencial.”

Estes e outros dados vão compor o Painel Covid, que integrará material em conjunto com os informados por Peru, Colômbia e Honduras, com finalidade de mostrar a distribuição de casos na América Latina e poderá ser publicada em revista internacional de medicina. “Transformamos dados em informação que vão guiar ações futuras”, explica o analista de qualidade do laboratório e um dos desenvolvedores do projeto, Alexandre Natario.

Outro aspecto identificado pelo painel é a diminuição na taxa de crescimento de casos confirmados do novo coronavírus nos testes do laboratório a partir da implementação da quarentena, ou seja, no início de abril (porque, apesar de o decreto ter sido realizado em 24 de março, o impacto da ação leva entre dez e 14 dias para surtir efeito na positividade). Na segunda e terceira semanas epidemiológicas, por exemplo, antes do confinamento, o índice chegou a 429% e 432%, respectivamente. Mas, com as medidas impostas pelo governo, houve redução para 101% quase que instantaneamente e, na semana passada, a taxa estava em 5,2%. “Com certeza o isolamento na região foi efetivo, positivo”, observa.

Além de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires, o estudo também analisa informações colhidas sobre exames de Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã, Guarujá e da Zona Sul da Capital. “Sentimos necessidade de ter dados nossos em relação à positividade. Através dos resultados, a gente consegue gerar alguma coisa para as políticas públicas”, finaliza.
 

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