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Silvio Santos vem aí


Carlos Brickmann

14/06/2020 | 07:00


O número de ministérios seria reduzido à metade. Nenhum acordo com o Centrão, representante da velha política. Abaixo a esquerda. E chega de PT.
O número de ministérios não foi reduzido à metade, o Centrão virou símbolo da nova política e surge mais um ministério – o das Comunicações. O mais novo ministro, Fábio Faria, foi eleitor de Lula e Dilma. Foi também vice-líder do bloco de esquerda formado por PCdoB (comunistas linha chinesa), PDT (o partido de Leonel Brizola e de Ciro Gomes), PSB (socialistas), PMN e PRB. Fábio Faria está no PSD – partido cujo presidente, Gilberto Kassab, foi ministro de Dilma. Este é o perfil, digamos, ideológico, do novo ministro das Comunicações do governo que gosta se dizer de direita.

Mas o melhor vem agora. Todos garantem ter sido surpreendidos com a criação do Ministério das Comunicações e a escolha de Fábio Faria. Kassab, o mestre da negociação, um dos políticos mais bem informados do País, diz que não soube das negociações de Bolsonaro com Faria. Tem mais: Faria é genro de Silvio Santos, casado com Patrícia Abravanel. Pois não é que Silvio diz que não sabia de nada? Pois é: todos dizem que as negociações foram mantidas em sigilo para que nada vazasse. E só quando o Diário Oficial da União já estava entrando no ar é que o informaram. Silvio não ficou nem um pouco chateado – como se sabe, ele não se preocupa em saber tudo o que ocorre em seu redor, em detalhes. Mas ninguém ia mentir. Nós acreditamos.

Negócios da China
A intimidade de Fábio Faria com TV, por meio do sogro, e o bom contato com os chineses, via PCdoB, podem ajudá-lo numa das mais difíceis tarefas do Ministério das Comunicações: a escolha do 5G a ser implantado no Brasil. O 5G promete uma revolução não apenas nas comunicações, mas, pela velocidade e estabilidade, na própria maneira de viver – será mais fácil, por exemplo, trabalhar em casa. Há duas empresas no duelo: a chinesa Huawei, que lidera a corrida, e a norte-americana Qualcomm. O presidente Trump, que tem forte influência sobre Bolsonaro & Filhos, acha que a Huawei é um braço da espionagem chinesa. Outra tarefa será preparar os Correios para a privatização. E, ao mesmo tempo, passa a ser responsabilidade de Faria a propaganda do governo. Agora ele é o chefe de Fábio Wajngarten; e é quem terá de lidar com Carluxo, o filho ‘02’, líder extraoficial de toda a propaganda.

Hora H
O momento é importante para a área de comunicação. Bolsonaro está mal de popularidade. A pesquisa XP-Ipespe (a XP é uma corretora e as pesquisas ajudam escolha dos investimentos) é a melhor para ele: o índice dos que acham seu governo mau ou péssimo caiu de 49% para 48%, os que o acham ótimo ou bom subiram de 26% para 28% – alterações dentro da margem de erro. A pesquisa DataPoder diz que 48% gostariam de afastar Bolsonaro e 46% preferem mantê-lo. A pequena diferença mostra a divisão no País.

Razões da má vontade
O leitor Edson Chiavegatto comenta a nota da coluna sobre a dificuldade de firmar acordos comerciais com outros países, atribuída em boa parte à má imagem que o governo criou em áreas como preservação ambiental. Trecho da mensagem: “Reprovo algumas atitudes ou ações do governo, mas a verdadeira razão para essas dificuldades é a forte influência do lobby do agronegócio daqueles países sobre seus governos. Há décadas é assim, independente do governo e suas políticas, e assim seguirá sendo”. É verdade – mas o lobby anti-Brasil usa os argumentos que lhes fornecemos. Sem esse nosso discurso, ficaria mais difícil a eles impor o afastamento do Brasil.

Ameaças, não
Um cavalheiro enviou duas cartas de ameaças a este colunista (seu nome só será divulgado após termos a certeza de que não é alguém usando o nome de outra pessoa). Decidi lavrar boletim de ocorrência. Segue a carta como chegou (atenção: contém palavrões – a edição do Diário decidiu suprimi-los): “O sr. não passa de um comunista vagabundo, sua coluna é uma m..., gosta de intriga, não gostada (sic) de Geraldo Alkimin (sic), vivia caluniando, agora é a vez do governo federal, calúnias contra o presidente, fez intrigas entre Moro e o presidente, Moro se f... Melhor você calar essa sua boca de esquerda comunistas, e não escrever mais p... nenhum a respeito da vida política do presidente, vem falar do STF? Quem são ele (sic)? Corte de m..., bandidos nomeados para proteger bandidos condenados. É melhor calar a boca, você faz parte da imprensa marrom que juntos com os governadores e prefeitos, montaram uma organização de marginais para derrubar o presidente. Fabricam as quantidades de pessoas contaminadas e mortes pelo coronavírus. Hospitais no esquema, dando laudos forjados de mortes por coronavírus, para receberem uma bolada do dinheiro que vem sendo roubado, pelos governadores e prefeitos, isso você não divulga na sua coluna. Vou dar só mais um aviso, já falou demais, já encheu o saco. Amor febril pelo Brasil.” 



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Silvio Santos vem aí

Carlos Brickmann

14/06/2020 | 07:00


O número de ministérios seria reduzido à metade. Nenhum acordo com o Centrão, representante da velha política. Abaixo a esquerda. E chega de PT.
O número de ministérios não foi reduzido à metade, o Centrão virou símbolo da nova política e surge mais um ministério – o das Comunicações. O mais novo ministro, Fábio Faria, foi eleitor de Lula e Dilma. Foi também vice-líder do bloco de esquerda formado por PCdoB (comunistas linha chinesa), PDT (o partido de Leonel Brizola e de Ciro Gomes), PSB (socialistas), PMN e PRB. Fábio Faria está no PSD – partido cujo presidente, Gilberto Kassab, foi ministro de Dilma. Este é o perfil, digamos, ideológico, do novo ministro das Comunicações do governo que gosta se dizer de direita.

Mas o melhor vem agora. Todos garantem ter sido surpreendidos com a criação do Ministério das Comunicações e a escolha de Fábio Faria. Kassab, o mestre da negociação, um dos políticos mais bem informados do País, diz que não soube das negociações de Bolsonaro com Faria. Tem mais: Faria é genro de Silvio Santos, casado com Patrícia Abravanel. Pois não é que Silvio diz que não sabia de nada? Pois é: todos dizem que as negociações foram mantidas em sigilo para que nada vazasse. E só quando o Diário Oficial da União já estava entrando no ar é que o informaram. Silvio não ficou nem um pouco chateado – como se sabe, ele não se preocupa em saber tudo o que ocorre em seu redor, em detalhes. Mas ninguém ia mentir. Nós acreditamos.

Negócios da China
A intimidade de Fábio Faria com TV, por meio do sogro, e o bom contato com os chineses, via PCdoB, podem ajudá-lo numa das mais difíceis tarefas do Ministério das Comunicações: a escolha do 5G a ser implantado no Brasil. O 5G promete uma revolução não apenas nas comunicações, mas, pela velocidade e estabilidade, na própria maneira de viver – será mais fácil, por exemplo, trabalhar em casa. Há duas empresas no duelo: a chinesa Huawei, que lidera a corrida, e a norte-americana Qualcomm. O presidente Trump, que tem forte influência sobre Bolsonaro & Filhos, acha que a Huawei é um braço da espionagem chinesa. Outra tarefa será preparar os Correios para a privatização. E, ao mesmo tempo, passa a ser responsabilidade de Faria a propaganda do governo. Agora ele é o chefe de Fábio Wajngarten; e é quem terá de lidar com Carluxo, o filho ‘02’, líder extraoficial de toda a propaganda.

Hora H
O momento é importante para a área de comunicação. Bolsonaro está mal de popularidade. A pesquisa XP-Ipespe (a XP é uma corretora e as pesquisas ajudam escolha dos investimentos) é a melhor para ele: o índice dos que acham seu governo mau ou péssimo caiu de 49% para 48%, os que o acham ótimo ou bom subiram de 26% para 28% – alterações dentro da margem de erro. A pesquisa DataPoder diz que 48% gostariam de afastar Bolsonaro e 46% preferem mantê-lo. A pequena diferença mostra a divisão no País.

Razões da má vontade
O leitor Edson Chiavegatto comenta a nota da coluna sobre a dificuldade de firmar acordos comerciais com outros países, atribuída em boa parte à má imagem que o governo criou em áreas como preservação ambiental. Trecho da mensagem: “Reprovo algumas atitudes ou ações do governo, mas a verdadeira razão para essas dificuldades é a forte influência do lobby do agronegócio daqueles países sobre seus governos. Há décadas é assim, independente do governo e suas políticas, e assim seguirá sendo”. É verdade – mas o lobby anti-Brasil usa os argumentos que lhes fornecemos. Sem esse nosso discurso, ficaria mais difícil a eles impor o afastamento do Brasil.

Ameaças, não
Um cavalheiro enviou duas cartas de ameaças a este colunista (seu nome só será divulgado após termos a certeza de que não é alguém usando o nome de outra pessoa). Decidi lavrar boletim de ocorrência. Segue a carta como chegou (atenção: contém palavrões – a edição do Diário decidiu suprimi-los): “O sr. não passa de um comunista vagabundo, sua coluna é uma m..., gosta de intriga, não gostada (sic) de Geraldo Alkimin (sic), vivia caluniando, agora é a vez do governo federal, calúnias contra o presidente, fez intrigas entre Moro e o presidente, Moro se f... Melhor você calar essa sua boca de esquerda comunistas, e não escrever mais p... nenhum a respeito da vida política do presidente, vem falar do STF? Quem são ele (sic)? Corte de m..., bandidos nomeados para proteger bandidos condenados. É melhor calar a boca, você faz parte da imprensa marrom que juntos com os governadores e prefeitos, montaram uma organização de marginais para derrubar o presidente. Fabricam as quantidades de pessoas contaminadas e mortes pelo coronavírus. Hospitais no esquema, dando laudos forjados de mortes por coronavírus, para receberem uma bolada do dinheiro que vem sendo roubado, pelos governadores e prefeitos, isso você não divulga na sua coluna. Vou dar só mais um aviso, já falou demais, já encheu o saco. Amor febril pelo Brasil.” 

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