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Concessionárias projetam julho de retomada

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segmento espera recuperar 70% das vendas de veículos no Grande ABC no próximo mês


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

13/06/2020 | 08:21


Após cerca de 70 dias com as portas fechadas, as concessionárias da região finalmente voltam, de forma gradual e com horários reduzidos, às atividades. O setor está bastante otimista e já prevê cenário melhor para o próximo mês. “Julho deve garantir que as vendas alcancem até 70% do que estávamos vendendo antes da pandemia, em um mês considerado normal, aqui no Grande ABC, porque é fato que há contingente de consumidor reprimido”, projeta o diretor da rede Vigorito na região, com cinco unidades entre Santo André, São Bernardo e Mauá, Hermes Schincariol Junior.

Segundo ele, mesmo com um olhar positivo, “venda perdida” não se recupera. “Enquanto o setor vendeu 2,8 milhões de autos em 2019, neste ano a previsão é a de que fique em 2 milhões no País, uma redução entre 30% e 40%, principalmente por causa dos meses de maio e junho (com a quarentena).”

Outro especialista do segmento, Cesar Fernando Alvares de Moura, diretor da Savol no Grande ABC, onde há dez lojas, acredita que a demanda por automóveis irá alcançar o patamar de vendas de 90% até outubro. “O Grande ABC foi muito prejudicado nesse sentido, assim como São Paulo, porque foi o Estado que permaneceu mais tempo em quarentena, diante de outras regiões do País.”

A retomada, para Moura, se dá por três principais motivos: consumidores que compram oportunidades, ou seja, que aproveitam para adquirir produtos, como carros, que sofrem influência do dólar enquanto a moeda está em patamares menores; aqueles que fazem a famosa ‘troca com troco’, ou seja, vendem seu carro, compram um de menor valor e com financiamento a longo prazo, já que os juros são baixos, a fim de se ajustarem economicamente – caso de pequenos comerciantes, por exemplo –; e, por fim, o consumidor novo, que repensa a forma de mobilidade com a pandemia e troca os carros de aplicativos e o transporte público por um veículo próprio.

Bastante conhecido na região e localizado na Avenida dos Estados, em Santo André, o Auto Shopping Global, que reúne 66 lojas de seminovos, informa, por meio de nota, que “já é possível notar a procura pelos produtos e serviços presencialmente”.

Para o superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo), Octavio Leite Vallejo, até fevereiro o segmento se desenhava como favorável. “Mesmo com todas as restrições, caixa parado por três meses, responsabilidades fiscais e contas a serem pagas, as concessionárias têm uma projeção positiva pela frente, no entanto, gradual.”

Ele reintera que todas as lojas estão obedecendo as regras da OMS (Organização Mundial da Saúde), com pontos de álcool gel, marcações de distanciamento, higienização de bancos e volantes nos showrooms e nos veículos de test drive, além de todos os funcionários usarem máscara. “Aconselhamos que o consumidor vá até a loja já sabendo o carro que deseja comprar, diante de pesquisa prévia na internet. Além disso, sugerimos que não vá com a família, não é passeio.”

Vale lembrar que, segundo informações do Sindicato dos Comerciários do Grande ABC, ao todo são cerca de 30 concessionárias na região, que empregavam cerca de 2.500 trabalhadores diretos e mais 500 indiretos (funcionários da limpeza e de lavagem de carros, por exemplo) antes do início do isolamento físico ser decretado no Estado. Os sindicatos da base ainda estão levantando o volume de pessoas que foram desligadas e se a quantidade de concessionárias também reduziu.  



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Concessionárias projetam julho de retomada

Segmento espera recuperar 70% das vendas de veículos no Grande ABC no próximo mês

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

13/06/2020 | 08:21


Após cerca de 70 dias com as portas fechadas, as concessionárias da região finalmente voltam, de forma gradual e com horários reduzidos, às atividades. O setor está bastante otimista e já prevê cenário melhor para o próximo mês. “Julho deve garantir que as vendas alcancem até 70% do que estávamos vendendo antes da pandemia, em um mês considerado normal, aqui no Grande ABC, porque é fato que há contingente de consumidor reprimido”, projeta o diretor da rede Vigorito na região, com cinco unidades entre Santo André, São Bernardo e Mauá, Hermes Schincariol Junior.

Segundo ele, mesmo com um olhar positivo, “venda perdida” não se recupera. “Enquanto o setor vendeu 2,8 milhões de autos em 2019, neste ano a previsão é a de que fique em 2 milhões no País, uma redução entre 30% e 40%, principalmente por causa dos meses de maio e junho (com a quarentena).”

Outro especialista do segmento, Cesar Fernando Alvares de Moura, diretor da Savol no Grande ABC, onde há dez lojas, acredita que a demanda por automóveis irá alcançar o patamar de vendas de 90% até outubro. “O Grande ABC foi muito prejudicado nesse sentido, assim como São Paulo, porque foi o Estado que permaneceu mais tempo em quarentena, diante de outras regiões do País.”

A retomada, para Moura, se dá por três principais motivos: consumidores que compram oportunidades, ou seja, que aproveitam para adquirir produtos, como carros, que sofrem influência do dólar enquanto a moeda está em patamares menores; aqueles que fazem a famosa ‘troca com troco’, ou seja, vendem seu carro, compram um de menor valor e com financiamento a longo prazo, já que os juros são baixos, a fim de se ajustarem economicamente – caso de pequenos comerciantes, por exemplo –; e, por fim, o consumidor novo, que repensa a forma de mobilidade com a pandemia e troca os carros de aplicativos e o transporte público por um veículo próprio.

Bastante conhecido na região e localizado na Avenida dos Estados, em Santo André, o Auto Shopping Global, que reúne 66 lojas de seminovos, informa, por meio de nota, que “já é possível notar a procura pelos produtos e serviços presencialmente”.

Para o superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo), Octavio Leite Vallejo, até fevereiro o segmento se desenhava como favorável. “Mesmo com todas as restrições, caixa parado por três meses, responsabilidades fiscais e contas a serem pagas, as concessionárias têm uma projeção positiva pela frente, no entanto, gradual.”

Ele reintera que todas as lojas estão obedecendo as regras da OMS (Organização Mundial da Saúde), com pontos de álcool gel, marcações de distanciamento, higienização de bancos e volantes nos showrooms e nos veículos de test drive, além de todos os funcionários usarem máscara. “Aconselhamos que o consumidor vá até a loja já sabendo o carro que deseja comprar, diante de pesquisa prévia na internet. Além disso, sugerimos que não vá com a família, não é passeio.”

Vale lembrar que, segundo informações do Sindicato dos Comerciários do Grande ABC, ao todo são cerca de 30 concessionárias na região, que empregavam cerca de 2.500 trabalhadores diretos e mais 500 indiretos (funcionários da limpeza e de lavagem de carros, por exemplo) antes do início do isolamento físico ser decretado no Estado. Os sindicatos da base ainda estão levantando o volume de pessoas que foram desligadas e se a quantidade de concessionárias também reduziu.  

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