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Ainda sem autorização, comércio da região inicia reabertura

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oficialmente, a retomada das atividades seria na segunda-feira; na Capital, flexibilização começou hoje


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

11/06/2020 | 13:26


A flexibilização da quarentena começa, oficialmente, na segunda-feira no Grande ABC. Entretanto, seguindo a toada da Capital, onde a reabertura iniciou hoje, comércios da região já estão retomando as atividades. A equipe do Diário percorreu alguns dos principais centros comerciais e observou lojas consideradas não-essenciais funcionando, assim como grande fluxo de consumidores.

Na Rua Coronel Oliveira Lima, em Santo André, a loja de roupas Michelly retomou o atendimento presencial hoje. “Deixamos dez pessoas entrarem por vez e todas tem que passar álcool gel na mão. Tem algumas pessoas que não gostam e se negam a passar, aí não autorizamos a entrada”, explicou a gerente Betânia Andrade.

“O cenário (da pandemia) está piorando, mas precisamos trabalhar porque, mesmo vendendo por WhatsApp, as vendas caíram de 50% a 60%”, afirmou Betânia. Segundo ela, o movimento na loja está grande e a principal mudança é que os clientes vão em busca de itens específicos e não ficam “passeando” dentro do comércio.

De passagem pelo calçadão da Oliveira Lima, a depiladora Jaqueline Nogueira, 25 anos, avaliou que a reabertura já deveria ter ocorrido. “Todo mundo vai ter que se prevenir de qualquer maneira, então, eles estavam só adiando o inevitável e prejudicando todo mundo que precisou parar de trabalhar.”

Na Marechal Deodoro, em São Bernardo, o volume de estabelecimentos não-essenciais aberto era menor. A perfumaria Soneda chegou a ficar um mês fechada e reabriu com novos protocolos, como uso de máscaras e luvas, além de aferir a temperatura e oferecer álcool gel antes dos clientes entrarem nas dependências. “Caiu muito as vendas e deveriam ter autorizado a reabertura antes, pois é tranquilo quando todas as medidas necessárias são tomadas”, avaliou a líder de vendas Nida Gomes.

Maior movimento de pessoas, até mesmo com filas, estava no entorno da Praça Lauro Gomes. Saindo de casa apenas para comprar itens essenciais, a auxiliar de limpeza Luziana Alves, 44, acredita que os cuidados, como uso de máscara e álcool gel, não são suficientes para conter a contaminação pelo coronavírus. Porém, ela defende que a reabertura do comércio é necessária. “Os comerciantes e vendedores já foram muito prejudicados”, disse. 

Em Mauá, o fluxo de pessoas na Avenida Barão de Mauá era intenso. Porém, assim como em São Bernardo, o número de comércios não-essenciais abertos era pequeno. Vendedor de uma loja de sapatos que não quis se identificar assinalou que as vendas foram a zero e a reabertura veio tarde. “Estamos medindo a temperatura, fornecendo álcool gel e controlando para que os clientes mantenham o distanciamento. Não tem porque ficar fechado e ter ainda mais prejuízo.”

“Com todos os cuidados e EPIs, dá certo. Já estava na hora de voltar, a economia está debilitada”, observou o funcionário da Via Naturale Produtos Naturais, Daniel Magalhães. “Vários comerciantes estão reclamando da situação”, completou.

“Todo mundo precisa trabalhar, passou da hora de liberar (a abertura) de tudo. Já tinha muita gente sem dinheiro, agora, só piorou com o desemprego”, opinou a cozinheira Sueli Videiro, 52, que aguardava na fila para entrar em uma das lojas da avenida mauaense.



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Ainda sem autorização, comércio da região inicia reabertura

Oficialmente, a retomada das atividades seria na segunda-feira; na Capital, flexibilização começou hoje

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

11/06/2020 | 13:26


A flexibilização da quarentena começa, oficialmente, na segunda-feira no Grande ABC. Entretanto, seguindo a toada da Capital, onde a reabertura iniciou hoje, comércios da região já estão retomando as atividades. A equipe do Diário percorreu alguns dos principais centros comerciais e observou lojas consideradas não-essenciais funcionando, assim como grande fluxo de consumidores.

Na Rua Coronel Oliveira Lima, em Santo André, a loja de roupas Michelly retomou o atendimento presencial hoje. “Deixamos dez pessoas entrarem por vez e todas tem que passar álcool gel na mão. Tem algumas pessoas que não gostam e se negam a passar, aí não autorizamos a entrada”, explicou a gerente Betânia Andrade.

“O cenário (da pandemia) está piorando, mas precisamos trabalhar porque, mesmo vendendo por WhatsApp, as vendas caíram de 50% a 60%”, afirmou Betânia. Segundo ela, o movimento na loja está grande e a principal mudança é que os clientes vão em busca de itens específicos e não ficam “passeando” dentro do comércio.

De passagem pelo calçadão da Oliveira Lima, a depiladora Jaqueline Nogueira, 25 anos, avaliou que a reabertura já deveria ter ocorrido. “Todo mundo vai ter que se prevenir de qualquer maneira, então, eles estavam só adiando o inevitável e prejudicando todo mundo que precisou parar de trabalhar.”

Na Marechal Deodoro, em São Bernardo, o volume de estabelecimentos não-essenciais aberto era menor. A perfumaria Soneda chegou a ficar um mês fechada e reabriu com novos protocolos, como uso de máscaras e luvas, além de aferir a temperatura e oferecer álcool gel antes dos clientes entrarem nas dependências. “Caiu muito as vendas e deveriam ter autorizado a reabertura antes, pois é tranquilo quando todas as medidas necessárias são tomadas”, avaliou a líder de vendas Nida Gomes.

Maior movimento de pessoas, até mesmo com filas, estava no entorno da Praça Lauro Gomes. Saindo de casa apenas para comprar itens essenciais, a auxiliar de limpeza Luziana Alves, 44, acredita que os cuidados, como uso de máscara e álcool gel, não são suficientes para conter a contaminação pelo coronavírus. Porém, ela defende que a reabertura do comércio é necessária. “Os comerciantes e vendedores já foram muito prejudicados”, disse. 

Em Mauá, o fluxo de pessoas na Avenida Barão de Mauá era intenso. Porém, assim como em São Bernardo, o número de comércios não-essenciais abertos era pequeno. Vendedor de uma loja de sapatos que não quis se identificar assinalou que as vendas foram a zero e a reabertura veio tarde. “Estamos medindo a temperatura, fornecendo álcool gel e controlando para que os clientes mantenham o distanciamento. Não tem porque ficar fechado e ter ainda mais prejuízo.”

“Com todos os cuidados e EPIs, dá certo. Já estava na hora de voltar, a economia está debilitada”, observou o funcionário da Via Naturale Produtos Naturais, Daniel Magalhães. “Vários comerciantes estão reclamando da situação”, completou.

“Todo mundo precisa trabalhar, passou da hora de liberar (a abertura) de tudo. Já tinha muita gente sem dinheiro, agora, só piorou com o desemprego”, opinou a cozinheira Sueli Videiro, 52, que aguardava na fila para entrar em uma das lojas da avenida mauaense.

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