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Trabalhadores da Kostal
caminham por empregos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa, instalada no bairro Pauliceia desde a década de 1970, anunciou fim das operações


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

10/06/2020 | 22:09


Trabalhadores da Kostal, autopeça instalada em São Bernardo, realizaram caminhada pelas ruas do bairro Pauliceia, ontem pela manhã. O movimento teve como objetivo tentar reverter o fechamento da planta e garantir o emprego dos cerca de 300 trabalhadores, entre linha de produção e administrativo.

Segundo a empresa informou à Prefeitura, a intenção é manter os colaboradores que atuam no setor administrativo, mas, segundo o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, a permanência de parte dos funcionários não ficou clara e não foi confirmado onde ficariam alocados.

Antes do meio-dia, os trabalhadores já estavam de volta à fábrica. “Tentamos fazer um ato diferente, sem discussão e indo para a rua, até porque, não tivemos reunião com a diretoria da empresa. Vamos sentar para conversar apenas amanhã (hoje), e os trabalhadores estarão todos na fábrica.”

O dirigente sindical reforça a importância que uma empresa como a Kostal tem para a região (instalada desde 1970). “Não são apenas os empregos da fábrica que estão em jogo. Há todo o comércio no entorno, por exemplo, que boa parte do movimento vem daqueles que trabalham ali.” A unidade fabrica componentes eletrônicos, eletromecânicos e mecatrônico de reposição.

Vale relembrar que a Kostal é ao menos a sexta empresa a anunciar que deixará a cidade no último ano. Desde o segundo semestre de 2019, o Restaurante São Francisco, a Ford, a Tecnoperfil Taurus, o Restaurante Florestal, a metalúrgica Paschoal e a Mangels decidiram deixar a cidade. “Não vamos trabalhar até que tenhamos uma posição”, disse um dos colaboradores, que preferiu não se identificar, ontem, durante o ato.

Wellington Messias Damasceno reforça que, além de a Prefeitura ter sido acionada, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e o governo estadual também foram pautados sobre o assunto.

A autopeça justificou ao sindicato que a decisão faz parte de readequação mundial. A previsão é que as operações sejam encerradas em julho. 



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Trabalhadores da Kostal
caminham por empregos

Empresa, instalada no bairro Pauliceia desde a década de 1970, anunciou fim das operações

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

10/06/2020 | 22:09


Trabalhadores da Kostal, autopeça instalada em São Bernardo, realizaram caminhada pelas ruas do bairro Pauliceia, ontem pela manhã. O movimento teve como objetivo tentar reverter o fechamento da planta e garantir o emprego dos cerca de 300 trabalhadores, entre linha de produção e administrativo.

Segundo a empresa informou à Prefeitura, a intenção é manter os colaboradores que atuam no setor administrativo, mas, segundo o diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Messias Damasceno, a permanência de parte dos funcionários não ficou clara e não foi confirmado onde ficariam alocados.

Antes do meio-dia, os trabalhadores já estavam de volta à fábrica. “Tentamos fazer um ato diferente, sem discussão e indo para a rua, até porque, não tivemos reunião com a diretoria da empresa. Vamos sentar para conversar apenas amanhã (hoje), e os trabalhadores estarão todos na fábrica.”

O dirigente sindical reforça a importância que uma empresa como a Kostal tem para a região (instalada desde 1970). “Não são apenas os empregos da fábrica que estão em jogo. Há todo o comércio no entorno, por exemplo, que boa parte do movimento vem daqueles que trabalham ali.” A unidade fabrica componentes eletrônicos, eletromecânicos e mecatrônico de reposição.

Vale relembrar que a Kostal é ao menos a sexta empresa a anunciar que deixará a cidade no último ano. Desde o segundo semestre de 2019, o Restaurante São Francisco, a Ford, a Tecnoperfil Taurus, o Restaurante Florestal, a metalúrgica Paschoal e a Mangels decidiram deixar a cidade. “Não vamos trabalhar até que tenhamos uma posição”, disse um dos colaboradores, que preferiu não se identificar, ontem, durante o ato.

Wellington Messias Damasceno reforça que, além de a Prefeitura ter sido acionada, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e o governo estadual também foram pautados sobre o assunto.

A autopeça justificou ao sindicato que a decisão faz parte de readequação mundial. A previsão é que as operações sejam encerradas em julho. 

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