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Candidatos prometem. De novo?

A história da Educação no Brasil sempre foi caótica e desigual. Desde o descobrimento, responsáveis políticos por esta área não deram...


Dgabc

20/09/2012 | 00:00


Artigo

Candidatos prometem. De novo?

A história da Educação no Brasil sempre foi caótica e desigual. Desde o descobrimento, responsáveis políticos por esta área não deram conta de oferecer Educação decente para a população. No Império, os mais ricos iam estudar na Europa; na República, idem; e, nos dias de hoje, a mesma coisa. Em algum momento alguém pensou em qualificar a mão de obra barata, criar cursos técnicos! Artifício antigo. Assim que saiu a Lei Áurea, os escravos continuaram como serviço de mão de obra bem barata. Então, o trabalho técnico e barato nunca deixou de existir, atrelado às classes menos favorecidas.

Na ditadura, os generais usaram e abusaram desses cursos e do Mobral, enquanto minavam o currículo das matérias nas escolas retirando Sociologia, Filosofia e Psicologia da grade escolar. Depois de um pouco de História, voltando para os dias de hoje, podemos ver que a base política da Educação não mudou em nada e, não sei se não dá para dizer que até piorou. Uma das promessas de alguns políticos continua sendo a construção de mais escolas técnicas! O que admira é que nos programas políticos de hoje ouvimos isso e soa como se fosse grande favor que os políticos, que anunciam esse tipo de serviço, estão prestando à sociedade.

Que vergonha! ‘Vamos instalar a escola integral, vamos implantar mais cursos técnicos...' e ninguém diz: ‘Vou trabalhar pela qualidade da Educação e não pela quantidade de ideias que são lançadas e não resultam em nenhuma modificação satisfatória, palpável. E deve ser óbvio, porque ninguém diz isso! Nem sabem por onde começar, porque o estrago é assombroso. Só quem participa do dia a dia escolar sabe sobre o desastre de alunos mal formados, professores e corpo técnico defasados, burocracia e mais burocracia vindas das diretorias de ensino.

Nesse ciclo vicioso não são as escolas técnicas que vão salvar a população. No mínimo, aquele aluno que não serviu para ‘nada' na escola, pode fazer cursinho e virar ‘mais uma mão de obra'. O problema em si nem chegam a ser os cursos técnicos e sim a ideologia que está embutida. Os cursos técnicos são importantes, mas não podem ser usados para tampar o sol com a peneira, porque o buraco na Educação é gigantesco. Podemos dizer que desde o Império até hoje quem carregou este País nas costas foi o trabalho barato e os cursos técnicos, e nesse sentido eles têm o seu valor. Mas, até quando será assim?

Luciene Eleia Aggio é artista plástica, jornalista e pós-graduada em Gestão Escolar.

Palavra do Leitor

Sem favelas

Ficamos contentes com a notícia da remoção das famílias das favelas Homero Thon e Pedro Américo, em Santo André. Parabéns, prefeito Aidan! Mostre seu lado humano, dando muita alegria para esse povo sofrido.

Carlos Gonçalves, Santo André

Lei do comércio

Creio que o juiz eleitoral em São Caetano não está fiscalizando o absurdo da propagação de placas de candidatos a cargos eletivos. Tem cavaletes em todos os lugares, principalmente em locais mais movimentados. Temos alguns até em rampas de acesso de portadores de necessidades especiais. Além disso, como o vento os derruba, inclusive nas vias públicas, temos placas com grandes pedaços de concreto sobre os mesmos, facilmente constatado na Avenida Goiás. O entulho é deixado e no fim da tarde atrapalha os transeuntes. Na Avenida Presidente Kennedy, próximo à Avenida Goiás, um candidato colocou cavaletes de metal e lona com mais de dois metros de altura, que pode causar acidentes a pessoas que utilizam o espaço. Tudo isso porque temos a Lei da Cidade Limpa, porém esta só vale para o comércio!

Elcio Antônio Carvalho, São Caetano

Intolerância

É lamentável que ainda existam reações retrógradas como a do vice-prefeito de Mauá, Paulo Eugenio, em relação às religiões brasileiras. A tentativa de criar clima de intolerância religiosa em Mauá, especialmente em relação a uma religião afro-brasileira, como o candomblé, demonstra seu total despreparo para governar a cidade. O candomblé é tão importante quanto qualquer uma das religiões do mundo. Por um Brasil que respeite as diferenças! Abaixo a intolerância e o desrespeito! Salve todas as religiões do Brasil!

Fernando Bezerra, Mauá

Governo Aidan

Uma leitora escreveu nesta coluna questionando a forma de distribuição de verbas do governo federal (Quem mente?, dia 18). Temos visto nas páginas deste Diário como o prefeito de Santo André, Aidan Ravin, trata as parcerias com outros governos. O Poupatempo de serviços com o governo do Estado até hoje não saiu do papel e recentemente vimos que o convênio para receber verba de alimentação à população carente sequer foi renovado por incompetência do atual prefeito. Sem contar a verba para construção de 13 creches que, segundo a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, foi desperdiçada, pois não houve apresentação de projetos. A leitora possui estreita relação com o primeiro escalão do atual governo andreense e poderia nos informar se houve algum projeto sério apresentado e que tenha sido negada a verba apenas por questão política?

Francisco de Oliveira Júnior, Santo André

Resgate

Li neste Diário que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - aquele mesmo que chamou todos os aposentados brasileiros de vagabundos - propôs ao seu colega José Serra resgate moral do País (Política, ontem). Dou o maior apoio. Poderiam começar investigando o gigantesco escândalo da ‘privataria', onde tucanos de alta plumagem desviaram - comprovadamente - milhões de reais dos cofres públicos, conforme fartamente noticiado até mesmo em livro best-seller.

Gilberto Tadeu de Lima, São Caetano



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