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Casos de Covid causam apreensão entre políticos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Acréscimo de registro entre vereadores e assessores deve mudar jeito de pedir votos neste ano


Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

07/06/2020 | 23:00


O aumento no número de políticos e de assessores infectados pela Covid-19 no Grande ABC tem gerado apreensão entre a classe política em momento que os pré-candidatos estão próximos de iniciar o garimpo pelos votos nas ruas da região.
 

O novo coronavírus chegou à classe política das sete cidades, não poupando servidores, vereadores e até mesmo prefeitos – Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, ficou internado quase uma semana em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratar da doença.
Segundo o especialista em marketing político Kleber Carrilho, o grande impacto da pandemia na maneira de se fazer campanha é a proibição de gerar aglomerações. Ele também lembrou que o futuro postulante terá dificuldades em abordar um possível eleitor dentro de casa.
 

“O candidato até poderá ir para a rua buscar o voto, mas isso passará a ser mais comum por meio das redes sociais. O político deverá fazer a abordagem pelas redes sociais sempre com o objetivo de passar a sensação de que está próximo do eleitor”, afirmou Carrilho, listando esse assunto como desafio do pleito.
 

São Bernardo se tornou a cidade onde há maior número de casos públicos de políticos diagnosticados com a Covid-19. Além de Morando, o vice-prefeito Marcelo Lima (PSD) e os vereadores Aurélio de Paula (PSDB), Alex Mognon (PSDB) e Julinho Fuzari (DEM) foram diagnosticados com o vírus. Há episódios de assessores desses políticos, além de servidores da Prefeitura, com a doença.
 

Em Santo André, o ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos), pré-candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-vereador Ailton Lima (PSB), foi infectado. Está internado no Hospital e Maternidade Christóvão da Gama. Ex-secretário em Rio Grande da Serra, Gilmar Miranda também foi diagnosticado com a Covid. O presidente da Câmara rio-grandense, Ebio Viana, o Bibinho (Cidadania), fez exames após sentir os sintomas.
 

Alex Mognon atualmente se recupera do novo coronavírus – ficou internado no Hospital Assunção. Para ele, que tentará se reeleger vereador, o jeito de se fazer campanha será profundamente afetado. O parlamentar considerou que a principal mudança é que a pandemia poderá beneficiar quem já tem cargo eletivo ou quem já tem sua base eleitoral elaborada. “Para os que têm mandato será mais fácil conseguir os votos, diferentemente daqueles candidatos que ainda têm que garimpar votos nas ruas.”
 

A avaliação do vereador é corroborada por Carrilho, que também acredita que a pandemia poderá facilitar o trabalho daquele político que já tem mandato. “Quem já tem proximidade com eleitor, se já construiu esta base, talvez nem faça tanta diferença. O que vai mudar é o ambiente, já que o contato passará a ser as redes sociais”, afirmou.

ALTERAÇÃO

A pandemia do novo coronavírus já fez mudar a fórmula de realização das sessões no Grande ABC. Inicialmente, os políticos buscaram organizar as plenárias adotando as medidas sanitárias recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como uso de máscaras e álcool em gel 70%. Diante do aumento do número de casos na região, a estratégia adotada pela maioria dos Legislativos foi a de realizar a sessão virtual.
 

Atualmente, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires recorrem às ferramentas digitais para manterem os trabalhos legislativos ativos. Em Rio Grande da Serra, as sessões acontecem de forma presencial, toda semana, e não foram interrompidas. Em Diadema e em Mauá, não há plenárias, nem on-line nem presenciais.



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Casos de Covid causam apreensão entre políticos

Acréscimo de registro entre vereadores e assessores deve mudar jeito de pedir votos neste ano

Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

07/06/2020 | 23:00


O aumento no número de políticos e de assessores infectados pela Covid-19 no Grande ABC tem gerado apreensão entre a classe política em momento que os pré-candidatos estão próximos de iniciar o garimpo pelos votos nas ruas da região.
 

O novo coronavírus chegou à classe política das sete cidades, não poupando servidores, vereadores e até mesmo prefeitos – Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo, ficou internado quase uma semana em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratar da doença.
Segundo o especialista em marketing político Kleber Carrilho, o grande impacto da pandemia na maneira de se fazer campanha é a proibição de gerar aglomerações. Ele também lembrou que o futuro postulante terá dificuldades em abordar um possível eleitor dentro de casa.
 

“O candidato até poderá ir para a rua buscar o voto, mas isso passará a ser mais comum por meio das redes sociais. O político deverá fazer a abordagem pelas redes sociais sempre com o objetivo de passar a sensação de que está próximo do eleitor”, afirmou Carrilho, listando esse assunto como desafio do pleito.
 

São Bernardo se tornou a cidade onde há maior número de casos públicos de políticos diagnosticados com a Covid-19. Além de Morando, o vice-prefeito Marcelo Lima (PSD) e os vereadores Aurélio de Paula (PSDB), Alex Mognon (PSDB) e Julinho Fuzari (DEM) foram diagnosticados com o vírus. Há episódios de assessores desses políticos, além de servidores da Prefeitura, com a doença.
 

Em Santo André, o ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos), pré-candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-vereador Ailton Lima (PSB), foi infectado. Está internado no Hospital e Maternidade Christóvão da Gama. Ex-secretário em Rio Grande da Serra, Gilmar Miranda também foi diagnosticado com a Covid. O presidente da Câmara rio-grandense, Ebio Viana, o Bibinho (Cidadania), fez exames após sentir os sintomas.
 

Alex Mognon atualmente se recupera do novo coronavírus – ficou internado no Hospital Assunção. Para ele, que tentará se reeleger vereador, o jeito de se fazer campanha será profundamente afetado. O parlamentar considerou que a principal mudança é que a pandemia poderá beneficiar quem já tem cargo eletivo ou quem já tem sua base eleitoral elaborada. “Para os que têm mandato será mais fácil conseguir os votos, diferentemente daqueles candidatos que ainda têm que garimpar votos nas ruas.”
 

A avaliação do vereador é corroborada por Carrilho, que também acredita que a pandemia poderá facilitar o trabalho daquele político que já tem mandato. “Quem já tem proximidade com eleitor, se já construiu esta base, talvez nem faça tanta diferença. O que vai mudar é o ambiente, já que o contato passará a ser as redes sociais”, afirmou.

ALTERAÇÃO

A pandemia do novo coronavírus já fez mudar a fórmula de realização das sessões no Grande ABC. Inicialmente, os políticos buscaram organizar as plenárias adotando as medidas sanitárias recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como uso de máscaras e álcool em gel 70%. Diante do aumento do número de casos na região, a estratégia adotada pela maioria dos Legislativos foi a de realizar a sessão virtual.
 

Atualmente, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires recorrem às ferramentas digitais para manterem os trabalhos legislativos ativos. Em Rio Grande da Serra, as sessões acontecem de forma presencial, toda semana, e não foram interrompidas. Em Diadema e em Mauá, não há plenárias, nem on-line nem presenciais.

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