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Aposta arriscada


Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 23:59


Os sete prefeitos da região tomaram ontem a mais ousada decisão desde que, em 11 de março, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que a disseminação do novo coronavírus havia fugido do controle e o planeta entrava na fase de pandemia. Pressionados por parte considerável da opinião pública e de setores econômicos, especialmente depois da atabalhoada decisão do governador João Doria (PSDB), que avalizou o fim da quarentena na Capital, como se a metrópole fosse uma ilha apartada da zona metropolitana, eles se reuniram ontem para deliberar pela reabertura de alguns setores de serviços e comércio. A medida vigora já a partir de hoje.

A determinação é controversa. Principalmente porque chega no momento em que o número de casos de Covid-19, a doença provocada pelo micro-organismo, está em franca proliferação – não apenas no Grande ABC, mas também no Estado e no País. Os prefeitos, todavia, garantem possuir protocolos profiláticos e retaguarda hospitalar que permitem a imediata tomada de decisão sem colocar em risco a vida da população das sete cidades. É o que se espera.

Este Diário supõe que a resolução dos prefeitos, tomada em conjunto no âmbito do Consórcio Intermunicipal, esteja embasada em critérios técnicos. Toda medida que pode provocar recrudescimento de crises sanitárias deve estar amparada em dados irrefutáveis do ponto de vista científico. Em entrevista ao jornal, logo após a assembleia que decidiu pela retomada imediata do comércio, antes ainda de obter aval do Estado, o presidente da entidade, Gabriel Maranhão (Cidadania), demonstrou estar calçado.

Tomada a decisão de iniciar a reabertura gradual da atividade econômica, espera-se que a população entenda que não se trata de salvo-conduto para abandonar as medidas individuais de proteção contra o novo coronavírus. A cautela e a prudência serão ainda mais necessárias, e devem motivar ampla campanha de conscientização das administrações municipais. Sob risco de se observar tragédia humana pouco mais à frente. 



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Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 23:59


Os sete prefeitos da região tomaram ontem a mais ousada decisão desde que, em 11 de março, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que a disseminação do novo coronavírus havia fugido do controle e o planeta entrava na fase de pandemia. Pressionados por parte considerável da opinião pública e de setores econômicos, especialmente depois da atabalhoada decisão do governador João Doria (PSDB), que avalizou o fim da quarentena na Capital, como se a metrópole fosse uma ilha apartada da zona metropolitana, eles se reuniram ontem para deliberar pela reabertura de alguns setores de serviços e comércio. A medida vigora já a partir de hoje.

A determinação é controversa. Principalmente porque chega no momento em que o número de casos de Covid-19, a doença provocada pelo micro-organismo, está em franca proliferação – não apenas no Grande ABC, mas também no Estado e no País. Os prefeitos, todavia, garantem possuir protocolos profiláticos e retaguarda hospitalar que permitem a imediata tomada de decisão sem colocar em risco a vida da população das sete cidades. É o que se espera.

Este Diário supõe que a resolução dos prefeitos, tomada em conjunto no âmbito do Consórcio Intermunicipal, esteja embasada em critérios técnicos. Toda medida que pode provocar recrudescimento de crises sanitárias deve estar amparada em dados irrefutáveis do ponto de vista científico. Em entrevista ao jornal, logo após a assembleia que decidiu pela retomada imediata do comércio, antes ainda de obter aval do Estado, o presidente da entidade, Gabriel Maranhão (Cidadania), demonstrou estar calçado.

Tomada a decisão de iniciar a reabertura gradual da atividade econômica, espera-se que a população entenda que não se trata de salvo-conduto para abandonar as medidas individuais de proteção contra o novo coronavírus. A cautela e a prudência serão ainda mais necessárias, e devem motivar ampla campanha de conscientização das administrações municipais. Sob risco de se observar tragédia humana pouco mais à frente. 

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