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Guerra: Covid-19 x desemprego


Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 23:59


Dia 28 o IBGE divulgou o resultado da última pesquisa relativa ao emprego/desemprego realizada – Pnad Contínua –, do primeiro trimestre de 2020, apontando também o resultado referente a abril do corrente ano. Os números divulgados e apresentados na pesquisa nacional são preocupantes e, por que não dizer, alarmantes, visto que a taxa de desemprego teve significativo acréscimo, passando para 12,6%, atingindo 12,8 milhões de trabalhadores brasileiros, com fechamento de 5 milhões de postos de trabalho e, no primeiro trimestre de 2020, 898 mil trabalhadores passaram à condição de desempregados.

O mercado de trabalho no Brasil tem se deteriorado, principalmente por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), tendo ocorrido grandes dispensas de trabalhadores, especificamente em setores da administração pública (municípios), seguridade social, educação, saúde e serviços sociais e, ante o estado recessivo da economia brasileira, quiçá a mundial, não temos condições, ainda, de prever o que ocorrerá nos próximos meses, mas resultados serão, com certeza, desastrosos, pouco animadores, sem que com isso apresentemos quadro dantesco ou, por que não dizer, catastrófico.

Por outro lado, com o Programa de Manutenção do Trabalho e Renda, regulado pela MP 936, estamos tendo, pelo menos por enquanto, atenuação da situação precária e insegura dos trabalhadores, uma vez que, até 28 de maio, 8,2 milhões de trabalhadores aderiram ao mencionado programa, não suficiente para impedir que tenhamos, nos próximos meses, grande massa de trabalhadores que serão dispensados, já que a MP 936 estipula prazo de asseguração de estabilidade no emprego por dois ou três meses. Dessa forma, não restam muitas alternativas, senão prorrogação do prazo de garantia do emprego dos que ainda estão empregados; ampliação do auxílio emergencial aos desempregados, informais e outros mais; além da proteção e amparo aos empregadores, em especial os pequenos e médios empresários, que não têm facilmente acesso ao crédito.

Na verdade, estamos em plena guerra/conflito, tendo como grande inimiga a pandemia gerada pela Covid-19 e, ante o quadro quase desesperador para a economia nacional, com recessão e recuo do PIB, necessário que dirigentes públicos, quer do Executivo e quer do Legislativo, tenham a sensibilidade necessária para adoção de medidas que possam carrear segurança e tranquilidade à massa trabalhadora brasileira para, consequentemente, evitarmos a catástrofe anunciada e esperada e, afinal, vencermos, pela ciência, o coronavírus; e pela economia, o grande flagelo que o desemprego provoca.

Claudinor Barbiero é professor de direito trabalhista da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.


PALAVRA DO LEITOR

Desafio de Redação
Parabenizo este Diário pela 14ª edição do Desafio de Redação, no qual oferece ótima oportunidade, ou desafio saudável aos estudantes da região, em meio a este caos da propagação da Covid-19, que em pleno isolamento físico e com escolas fechadas, podem discorrer sobre o importante tema As Lições da Pandemia para Construção de um Futuro Melhor. Certamente vamos nos surpreender com a visão dos estudantes talentosos sobre essa pandemia e seus efeitos futuros. O melhor que podemos fazer é aplaudir esta vitoriosa iniciativa do Diário e aguardar os resultados do Desafio de Redação!
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Falta amor
Às portas do Dia dos Namorados, vi notícia de que divórcios em nosso País aumentaram mais de 170%. A grande vilã seria mesmo a pandemia? Ou seja, os casais estarem isolados em casa, não podendo estar rodeados de amigos, socializando em festas etc. No meu ingênuo entendimento, penso que o que mais atinge o relacionamento é de fato a falta de amor, pois o mundo corrido e imediatista antes da pandemia fazia com que a maioria dos casais estivesse sempre distante um do outro. Digo sempre que renúncias, desapegos e olhar o outro como a ti são o que falta nas relações. Lamento muito que faltem namoro e amor nas relações. Na Bíblia encontramos o conselho de que é melhor serem dois do que um, se um cair terá o outro para ajudá-lo a levantar. Cordão de três dobras não se quebra facilmente. Inclusive, durante o inverno temos o outro para nos aquecer. Deus abençoe os casais do Brasil, e que leve amor aos corações.
Rosângela Caris
Mauá

Rezar
Conforme informa a carta do Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) nesta Palavra do Leitor (Editorial, dia 2), a etapa seguinte nas obras do Piscinão Jaboticabal é providenciar licitação para contratação da empresa responsável. João Doria espera entregá-lo em ano de eleições, em que ele, se não desistir do cargo (como o fez, quando prefeito), vai tentar se eleger presidente da República. Enquanto isso, 500 mil pessoas citadas pelo Daee que serão beneficiadas com a construção do reservatório vão ter que esperar pelo menos mais duas temporadas de chuvas de verão. E rezar para que novas enchentes não venham a acontecer, como a de março do ano passado, que matou dez pessoas. Fica a dúvida: será que o governo estadual tem cacife para essa gigantesca obra, já que o Estado está com suas atenções voltadas para o combate ao novo coronavírus?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Exemplo ruim
Ainda referente ao Artigo sobre ouvidoria e o novo normal (Opinião, dia 2), parece que quanto maior a empresa, pior é o funcionamento do órgão. Blindagem da ouvidoria, dificultando o acesso; não disponibilidade de e-mail para juntar documentos; respostas padrão na base do ‘copia e cola’; encerramento de ocorrência unilateralmente pela empresa, sem aferir a satisfação do cliente são as principais falhas. É preciso entender que para a ouvidoria vão questionamentos que estão fora dos padrões, portanto, não têm resposta padrão como se quer forçar. É necessário ter pessoal mais bem preparado. Tento há meses obter informação simples do Bradesco sobre tarifa de serviços e só recebo ‘copia e cola’ do que acesso pelo site. Não atende. Péssimo exemplo.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Latam
Escrevo a esta Palavra do Leitor para mostrar como a Latam Airlines trata clientes que tiveram voos cancelados em razão da pandemia de coronavírus (Covid-19). Por duas vezes, eu e minha mulher tivemos cancelados voos do aeroporto de Guarulhos para o de Navegantes, em Santa Catarina. O primeiro, LA 3.876, estava marcado para o dia 10 de maio, mas foi remarcado para 1º de junho (LA 3.344), também cancelado. Diante disso, pedi para que não houvesse nova remarcação e que me devolvesse o dinheiro pago por duas passagens, no valor de R$ 1.157,62, <CS10>que cobria os bilhetes 957- 2129951435 e 957-2129951369, conforme recibo da CVC. Para minha surpresa, a Latam enviou para nós dois travel vouchers no valor de R$ 431 cada, total de R$ 862, que podem ser resgatados via bancária. A Latam quer ficar com R$ 295,62. Por isso, recomendo aos leitores que pensem duas vezes antes de optar por voo pela Latam.
Adelto Rodrigues Gonçalves
Praia Grande (SP) 



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Guerra: Covid-19 x desemprego

Do Diário do Grande ABC

05/06/2020 | 23:59


Dia 28 o IBGE divulgou o resultado da última pesquisa relativa ao emprego/desemprego realizada – Pnad Contínua –, do primeiro trimestre de 2020, apontando também o resultado referente a abril do corrente ano. Os números divulgados e apresentados na pesquisa nacional são preocupantes e, por que não dizer, alarmantes, visto que a taxa de desemprego teve significativo acréscimo, passando para 12,6%, atingindo 12,8 milhões de trabalhadores brasileiros, com fechamento de 5 milhões de postos de trabalho e, no primeiro trimestre de 2020, 898 mil trabalhadores passaram à condição de desempregados.

O mercado de trabalho no Brasil tem se deteriorado, principalmente por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), tendo ocorrido grandes dispensas de trabalhadores, especificamente em setores da administração pública (municípios), seguridade social, educação, saúde e serviços sociais e, ante o estado recessivo da economia brasileira, quiçá a mundial, não temos condições, ainda, de prever o que ocorrerá nos próximos meses, mas resultados serão, com certeza, desastrosos, pouco animadores, sem que com isso apresentemos quadro dantesco ou, por que não dizer, catastrófico.

Por outro lado, com o Programa de Manutenção do Trabalho e Renda, regulado pela MP 936, estamos tendo, pelo menos por enquanto, atenuação da situação precária e insegura dos trabalhadores, uma vez que, até 28 de maio, 8,2 milhões de trabalhadores aderiram ao mencionado programa, não suficiente para impedir que tenhamos, nos próximos meses, grande massa de trabalhadores que serão dispensados, já que a MP 936 estipula prazo de asseguração de estabilidade no emprego por dois ou três meses. Dessa forma, não restam muitas alternativas, senão prorrogação do prazo de garantia do emprego dos que ainda estão empregados; ampliação do auxílio emergencial aos desempregados, informais e outros mais; além da proteção e amparo aos empregadores, em especial os pequenos e médios empresários, que não têm facilmente acesso ao crédito.

Na verdade, estamos em plena guerra/conflito, tendo como grande inimiga a pandemia gerada pela Covid-19 e, ante o quadro quase desesperador para a economia nacional, com recessão e recuo do PIB, necessário que dirigentes públicos, quer do Executivo e quer do Legislativo, tenham a sensibilidade necessária para adoção de medidas que possam carrear segurança e tranquilidade à massa trabalhadora brasileira para, consequentemente, evitarmos a catástrofe anunciada e esperada e, afinal, vencermos, pela ciência, o coronavírus; e pela economia, o grande flagelo que o desemprego provoca.

Claudinor Barbiero é professor de direito trabalhista da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.


PALAVRA DO LEITOR

Desafio de Redação
Parabenizo este Diário pela 14ª edição do Desafio de Redação, no qual oferece ótima oportunidade, ou desafio saudável aos estudantes da região, em meio a este caos da propagação da Covid-19, que em pleno isolamento físico e com escolas fechadas, podem discorrer sobre o importante tema As Lições da Pandemia para Construção de um Futuro Melhor. Certamente vamos nos surpreender com a visão dos estudantes talentosos sobre essa pandemia e seus efeitos futuros. O melhor que podemos fazer é aplaudir esta vitoriosa iniciativa do Diário e aguardar os resultados do Desafio de Redação!
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Falta amor
Às portas do Dia dos Namorados, vi notícia de que divórcios em nosso País aumentaram mais de 170%. A grande vilã seria mesmo a pandemia? Ou seja, os casais estarem isolados em casa, não podendo estar rodeados de amigos, socializando em festas etc. No meu ingênuo entendimento, penso que o que mais atinge o relacionamento é de fato a falta de amor, pois o mundo corrido e imediatista antes da pandemia fazia com que a maioria dos casais estivesse sempre distante um do outro. Digo sempre que renúncias, desapegos e olhar o outro como a ti são o que falta nas relações. Lamento muito que faltem namoro e amor nas relações. Na Bíblia encontramos o conselho de que é melhor serem dois do que um, se um cair terá o outro para ajudá-lo a levantar. Cordão de três dobras não se quebra facilmente. Inclusive, durante o inverno temos o outro para nos aquecer. Deus abençoe os casais do Brasil, e que leve amor aos corações.
Rosângela Caris
Mauá

Rezar
Conforme informa a carta do Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) nesta Palavra do Leitor (Editorial, dia 2), a etapa seguinte nas obras do Piscinão Jaboticabal é providenciar licitação para contratação da empresa responsável. João Doria espera entregá-lo em ano de eleições, em que ele, se não desistir do cargo (como o fez, quando prefeito), vai tentar se eleger presidente da República. Enquanto isso, 500 mil pessoas citadas pelo Daee que serão beneficiadas com a construção do reservatório vão ter que esperar pelo menos mais duas temporadas de chuvas de verão. E rezar para que novas enchentes não venham a acontecer, como a de março do ano passado, que matou dez pessoas. Fica a dúvida: será que o governo estadual tem cacife para essa gigantesca obra, já que o Estado está com suas atenções voltadas para o combate ao novo coronavírus?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Exemplo ruim
Ainda referente ao Artigo sobre ouvidoria e o novo normal (Opinião, dia 2), parece que quanto maior a empresa, pior é o funcionamento do órgão. Blindagem da ouvidoria, dificultando o acesso; não disponibilidade de e-mail para juntar documentos; respostas padrão na base do ‘copia e cola’; encerramento de ocorrência unilateralmente pela empresa, sem aferir a satisfação do cliente são as principais falhas. É preciso entender que para a ouvidoria vão questionamentos que estão fora dos padrões, portanto, não têm resposta padrão como se quer forçar. É necessário ter pessoal mais bem preparado. Tento há meses obter informação simples do Bradesco sobre tarifa de serviços e só recebo ‘copia e cola’ do que acesso pelo site. Não atende. Péssimo exemplo.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Latam
Escrevo a esta Palavra do Leitor para mostrar como a Latam Airlines trata clientes que tiveram voos cancelados em razão da pandemia de coronavírus (Covid-19). Por duas vezes, eu e minha mulher tivemos cancelados voos do aeroporto de Guarulhos para o de Navegantes, em Santa Catarina. O primeiro, LA 3.876, estava marcado para o dia 10 de maio, mas foi remarcado para 1º de junho (LA 3.344), também cancelado. Diante disso, pedi para que não houvesse nova remarcação e que me devolvesse o dinheiro pago por duas passagens, no valor de R$ 1.157,62, <CS10>que cobria os bilhetes 957- 2129951435 e 957-2129951369, conforme recibo da CVC. Para minha surpresa, a Latam enviou para nós dois travel vouchers no valor de R$ 431 cada, total de R$ 862, que podem ser resgatados via bancária. A Latam quer ficar com R$ 295,62. Por isso, recomendo aos leitores que pensem duas vezes antes de optar por voo pela Latam.
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