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Slam das Minas vai para o ambiente digital com a Arena da Palavra



05/06/2020 | 16:34


A vibração de uma apresentação ao vivo de slam, a batalha de poesias, é enorme, e o grande desafio para transportar o evento para o ambiente digital é a técnica: como não abrir mão do potencial explosivo das batalhas em transmissões online? O Polo Cultural, espaço da zona norte de São Paulo, tentou encontrar essa resposta junto com o Slam das Minas, e neste sábado, 6, às 15h, elas apresentam a primeira edição do Arena da Palavra.

Com um ambiente digital específico e uma estrutura que envolve um diretor de TV e produtores, a batalha vai ocorrer e ser transmitida ao vivo no canal do Polo Cultural no Youtube. A primeira transmissão vai reunir 20 pessoas, cada uma em sua casa, e todas conectadas a partir de dois computadores operados por um diretor de TV, responsável pelos cortes e edição de imagens.

A primeira edição da batalha de poesia terá sete poetas: Ryane Leão (@ondejazzmeucoracao), Mariana Felix (@soumarifelix), Luiza Romão (@luiza_romao), Catharine Moreira (@cathyfofa), Abigail Campos (@bibirigosa), Kimani (@kimani_poeta), Tawane Theodoro (@pretata_).

Participam ainda quatro MCs (@luzribeiropoesia, @apamaraujo, @melduartepoesia, @carolambulante), cinco juradas (Pri Mastro - @pri_mastro, Mayara Souza - @may.silvasouza, Dani Lakabel - @_lakabelo, Mariane Staphanato - @marianestaphanato, Sheila Dantas - @sheiladaniella) e duas intérpretes de libras, além de dois produtores. Todos os artistas envolvidos no projeto são remunerados.

O formato do Slam pretende ser o mais parecido possível com os eventos ao vivo: poesias autorais, sem utilização de bases musicais ou equipamento cênico e juradas escolhem as vencedoras de cada batalha.

"Nosso desafio era fazer aquela atmosfera das batalhas de poesia, vibrante e apaixonante", explica o produtor Marcelo Sollero, do Polo Cultural. "O que eu sabia que não poderia ser: abrir o Zoom e transmitir. Então procurei parceiros para montar um slam online, para fazer as pessoas ficarem envolvidas. Trouxemos a tecnologia com um programa específico, que recebe e transmite via internet, nosso diretor trabalha na TV Gazeta, e montamos uma estética com as Minas para criar esse ambiente do slam."

Segundo o produtor, nos ensaios a plataforma funcionou bem. "E olha que oportunidade, podemos fazer Slam das Minas em nível nacional, podemos chamar poetas até da Amazônia."

Sollero explica que desistiu de esperar orientações ou auxílios dos governos, e partiu para a ação. "Eu sou um cara 100% do ao vivo, não sou da internet, mas estou impressionado com o alcance que a internet pode ter", comenta. "Estamos transformando um limão numa limonada, e espero que a gente possa fazer com que as pessoas conheçam o Slam de qualquer lugar."

Sua ideia é fazer pelo menos mais cinco eventos este ano, todo primeiro sábado do mês, e ele comenta que segue buscando opções de financiamento. "É preciso destacar a vontade que os artistas têm de achar soluções. Aqui, demos a estrutura tecnológica, um bom sinal de internet e tal, mas se não fosse a paixão que os artistas têm para fazer, talvez não conseguíssemos."



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Slam das Minas vai para o ambiente digital com a Arena da Palavra


05/06/2020 | 16:34


A vibração de uma apresentação ao vivo de slam, a batalha de poesias, é enorme, e o grande desafio para transportar o evento para o ambiente digital é a técnica: como não abrir mão do potencial explosivo das batalhas em transmissões online? O Polo Cultural, espaço da zona norte de São Paulo, tentou encontrar essa resposta junto com o Slam das Minas, e neste sábado, 6, às 15h, elas apresentam a primeira edição do Arena da Palavra.

Com um ambiente digital específico e uma estrutura que envolve um diretor de TV e produtores, a batalha vai ocorrer e ser transmitida ao vivo no canal do Polo Cultural no Youtube. A primeira transmissão vai reunir 20 pessoas, cada uma em sua casa, e todas conectadas a partir de dois computadores operados por um diretor de TV, responsável pelos cortes e edição de imagens.

A primeira edição da batalha de poesia terá sete poetas: Ryane Leão (@ondejazzmeucoracao), Mariana Felix (@soumarifelix), Luiza Romão (@luiza_romao), Catharine Moreira (@cathyfofa), Abigail Campos (@bibirigosa), Kimani (@kimani_poeta), Tawane Theodoro (@pretata_).

Participam ainda quatro MCs (@luzribeiropoesia, @apamaraujo, @melduartepoesia, @carolambulante), cinco juradas (Pri Mastro - @pri_mastro, Mayara Souza - @may.silvasouza, Dani Lakabel - @_lakabelo, Mariane Staphanato - @marianestaphanato, Sheila Dantas - @sheiladaniella) e duas intérpretes de libras, além de dois produtores. Todos os artistas envolvidos no projeto são remunerados.

O formato do Slam pretende ser o mais parecido possível com os eventos ao vivo: poesias autorais, sem utilização de bases musicais ou equipamento cênico e juradas escolhem as vencedoras de cada batalha.

"Nosso desafio era fazer aquela atmosfera das batalhas de poesia, vibrante e apaixonante", explica o produtor Marcelo Sollero, do Polo Cultural. "O que eu sabia que não poderia ser: abrir o Zoom e transmitir. Então procurei parceiros para montar um slam online, para fazer as pessoas ficarem envolvidas. Trouxemos a tecnologia com um programa específico, que recebe e transmite via internet, nosso diretor trabalha na TV Gazeta, e montamos uma estética com as Minas para criar esse ambiente do slam."

Segundo o produtor, nos ensaios a plataforma funcionou bem. "E olha que oportunidade, podemos fazer Slam das Minas em nível nacional, podemos chamar poetas até da Amazônia."

Sollero explica que desistiu de esperar orientações ou auxílios dos governos, e partiu para a ação. "Eu sou um cara 100% do ao vivo, não sou da internet, mas estou impressionado com o alcance que a internet pode ter", comenta. "Estamos transformando um limão numa limonada, e espero que a gente possa fazer com que as pessoas conheçam o Slam de qualquer lugar."

Sua ideia é fazer pelo menos mais cinco eventos este ano, todo primeiro sábado do mês, e ele comenta que segue buscando opções de financiamento. "É preciso destacar a vontade que os artistas têm de achar soluções. Aqui, demos a estrutura tecnológica, um bom sinal de internet e tal, mas se não fosse a paixão que os artistas têm para fazer, talvez não conseguíssemos."

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