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Melhora externa impulsiona Ibovespa, que tem quinta alta seguida

Hugo Arce/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


05/06/2020 | 11:45


O Ibovespa está em seu quinto pregão consecutivo de alta, devendo terminar a semana com um dos melhores resultados de muito tempo. A busca por ativos de risco no exterior já impulsionava o índice futuro desde o início dos negócios nesta sexta-feira, ganhando ainda mais força após a divulgação do relatório de emprego de maio dos EUA. Depois de o dado ser informado, o Ibovespa futuro renovou máximas e atingiu nova pontuação, a dos 96 mil pontos.

Às 11h27, o Ibovespa subia 2,10%, aos 95.826,60 pontos, após máxima aos 97.355,75 pontos.

A desaceleração do Ibovespa, contudo, não sugere mudança de tendência, mas um pouco de realização de lucros, pondera o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, lembrando que a semana foi "muito positiva" para o índice. Às 11h29, o Ibovespa acumulava ganhos de 9,75% na semana, o que será a terceira consecutiva de elevação.

"O dado de emprego nos EUA saiu bem melhor do que as estimativas, com criação de vagas. Isso deve reforçar a visão de que o pior crise provocada pelo coronavírus ficou para trás nos EUA, dando sustentação para a Bolsa", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador de mesa institucional da Renascença.

Como o Ibovespa tem se movimentado com base no desempenho do exterior, sobretudo de Nova York, a percepção de aceleração da retomada econômica mundial tende a ajudar a preparar o terreno para que o índice brasileiro busque logo os 100 mil pontos, estima.

"O Ibovespa pode caminhar mais, com alguns já até estimando 110 mil pontos no curto prazo", diz o diretor da CM Capital Markets, Fernando Barroso.

As bolsas americanas avançam, com alta máxima de 2,6%. Apesar da melhora da economia americana, segue no radar de investidores preocupações com a guerra comercial entre EUA e China. O governo chinês disse hoje que forçar as empresas chinesas a se retirarem das bolsas de valores dos Estados Unidos poderia prejudicar gravemente os interesses americanos.

O desempenho dos dados de emprego norte-americano, de certa forma, indica que as ações fiscais e monetárias adotadas têm sentido efeito.

Ontem, o Ibovespa fechou com alta de 0,89%, aos 93.828,61 pontos. Até o momento, tem perda acumula no ano de 18,87%.

Contudo, Barroso pondera que seria importante o Brasil fazer bom uso desses estímulos neste momento de crise para não ter grandes problemas fiscais no futuro.

Após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, o petróleo acelerou, o que reflete sobre as ações da Petrobrás que sobem entre 3,31% (PN) e 3,84% (ON). Além disso, o investidor avalia a notícia de que a empresa deu início à etapa de divulgação de oportunidade referente à venda de suas participações em empresas de energia elétrica.

A commodity já subia diante da expectativa de prorrogação no corte da produção da Opep+, cuja reunião ocorrerá amanhã. Quanto à Vale, o reforço deve vir do minério, que fechou em alta de 1,51%, a US$ 100,74 a tonelada, no porto chinês de Qingdao. Entretanto, no horário citado acima, as ações da mineradora subiam apenas 0,25%.



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Melhora externa impulsiona Ibovespa, que tem quinta alta seguida


05/06/2020 | 11:45


O Ibovespa está em seu quinto pregão consecutivo de alta, devendo terminar a semana com um dos melhores resultados de muito tempo. A busca por ativos de risco no exterior já impulsionava o índice futuro desde o início dos negócios nesta sexta-feira, ganhando ainda mais força após a divulgação do relatório de emprego de maio dos EUA. Depois de o dado ser informado, o Ibovespa futuro renovou máximas e atingiu nova pontuação, a dos 96 mil pontos.

Às 11h27, o Ibovespa subia 2,10%, aos 95.826,60 pontos, após máxima aos 97.355,75 pontos.

A desaceleração do Ibovespa, contudo, não sugere mudança de tendência, mas um pouco de realização de lucros, pondera o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, lembrando que a semana foi "muito positiva" para o índice. Às 11h29, o Ibovespa acumulava ganhos de 9,75% na semana, o que será a terceira consecutiva de elevação.

"O dado de emprego nos EUA saiu bem melhor do que as estimativas, com criação de vagas. Isso deve reforçar a visão de que o pior crise provocada pelo coronavírus ficou para trás nos EUA, dando sustentação para a Bolsa", avalia Luiz Roberto Monteiro, operador de mesa institucional da Renascença.

Como o Ibovespa tem se movimentado com base no desempenho do exterior, sobretudo de Nova York, a percepção de aceleração da retomada econômica mundial tende a ajudar a preparar o terreno para que o índice brasileiro busque logo os 100 mil pontos, estima.

"O Ibovespa pode caminhar mais, com alguns já até estimando 110 mil pontos no curto prazo", diz o diretor da CM Capital Markets, Fernando Barroso.

As bolsas americanas avançam, com alta máxima de 2,6%. Apesar da melhora da economia americana, segue no radar de investidores preocupações com a guerra comercial entre EUA e China. O governo chinês disse hoje que forçar as empresas chinesas a se retirarem das bolsas de valores dos Estados Unidos poderia prejudicar gravemente os interesses americanos.

O desempenho dos dados de emprego norte-americano, de certa forma, indica que as ações fiscais e monetárias adotadas têm sentido efeito.

Ontem, o Ibovespa fechou com alta de 0,89%, aos 93.828,61 pontos. Até o momento, tem perda acumula no ano de 18,87%.

Contudo, Barroso pondera que seria importante o Brasil fazer bom uso desses estímulos neste momento de crise para não ter grandes problemas fiscais no futuro.

Após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, o petróleo acelerou, o que reflete sobre as ações da Petrobrás que sobem entre 3,31% (PN) e 3,84% (ON). Além disso, o investidor avalia a notícia de que a empresa deu início à etapa de divulgação de oportunidade referente à venda de suas participações em empresas de energia elétrica.

A commodity já subia diante da expectativa de prorrogação no corte da produção da Opep+, cuja reunião ocorrerá amanhã. Quanto à Vale, o reforço deve vir do minério, que fechou em alta de 1,51%, a US$ 100,74 a tonelada, no porto chinês de Qingdao. Entretanto, no horário citado acima, as ações da mineradora subiam apenas 0,25%.

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