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Isolamento físico da região despenca

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Taxas atuais medidas pelo governo do Estado estão equiparadas com as observadas antes mesmo do decreto da quarentena obrigatória


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

04/06/2020 | 22:41


O nível de isolamento físico do Grande ABC, disponível no sistema de monitoramento do Estado, despencou depois de o governador João Doria (PSDB) ter anunciado a flexibilização da quarentena na Capital, no dia 27 de maio. Mesmo mantendo comércios e serviços não essenciais fechados na região, o discurso do tucano soou como sinal verde para que as pessoas deixassem o confinamento, tanto que de lá para cá as taxas têm oscilado entre 45% e 46%, níveis medidos antes da obrigatoriedade da quarentena, decretada no dia 24 de março. Por outro lado, as sete cidades vêm quebrando recordes de infectados (foram quase 500 somente anteontem) e mortos (32 ontem – leia mais ao lado).

Seja por influência do discurso do governador ou por motivos econômicos, moradores do Grande ABC vêm afrouxando o isolamento. Pelo menos desde a segunda semana de maio é notória diminuição no índice (veja na tabela abaixo), em situação oposta ao comportamento adotado em abril pelos munícipes das sete cidades, que chegaram a alcançar, por mais de uma vez, os 61% de pessoas confinadas – que ainda assim está abaixo do determinado pelas autoridades (70%), mas acima do mínimo tolerável (55%).

De acordo com dados do monitoramento compilados pelo centro de pesquisas ABC Dados, os números de quase todas as cidades da região caíram, principalmente os de Ribeirão Pires, que há algumas semanas ocupava lugar de destaque no Estado entre as primeiras posicionadas no ranking de isolamento e agora viu suas taxas despencarem. No geral, o Grande ABC estava com 45% da população isolada na quarta-feira, pior índice desde o início da medição e a mesma marca registrada dia 20 de março, quando a quarentena ainda não havia sido decretada.

De acordo com a gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Adriana de Brito, existe relação entre os fatos. “Observando o cenário da maioria dos países, nota-se que o isolamento promove, de fato, a redução da transmissibilidade do vírus. Vale lembrar que o isolamento é medida para minimizar o contágio, a fim de evitar o efeito em cascata da superlotação dos hospitais e a falência do sistema de saúde”, explica ela, que enxerga o sistema hospitalar da região capazes de atender a atual demanda.

Segundo Adriana, o aceno dos municípios para flexibilizar pode representar mais disparidade entre números. “A possibilidade de reabrir alguns serviços deve ser baseada em estudos epidemiológicos e seguir protocolos de cuidados e manejos que são estabelecidos pelas autoridades sanitárias. Contudo, não é um dado certo. É previsão, que pode levar ao fechamento novamente, como em vários lugares”, ressaltou. “É importante destacar que estamos na fase mais crítica da pandemia, no topo da curva. A tendência é que em algumas semanas, ou nos próximos meses, a taxa de transmissão diminua e reduza o número de casos. Mas é importante manter as restrições para que se veja se realmente este número diminui”, concluiu.

Sete cidades e Brasil quebram recorde

O Grande ABC quebrou ontem mais um recorde relacionado ao novo coronavírus. Os boletins epidemiológicos das sete prefeituras revelaram 32 novas mortes causadas pela Covid-19, maior registro desde o primeiro relato de óbito na região, em 25 de março, superando a marca de 28 vítimas fatais divulgada no dia 28 de maio, a maior até então. E com estes 32, já são 700 os óbitos na região.

A cidade que teve mais registros de perdas ontem foi Diadema, com 11 baixas, totalizando 138. Já Mauá acrescentou sete mortes à contagem, alcançando 86. Em Santo André foram cinco novos óbitos, chegando a 171. Houve ainda quatro novas perdas em São Bernardo (226), quatro em São Caetano (48) e uma em Ribeirão Pires (22). Já Rio Grande da Serra (nove), manteve o índice.

Já com relação aos casos confirmados, 9.120 pessoas foram diagnosticadas como infectadas pelo novo coronavírus, 3.642 em Santo André, 2.290 em São Bernardo, 1.208 em São Caetano, 1.403 em Diadema, 462 em Mauá, 210 em Ribeirão Pires e 85 em Rio Grande.

Por outro lado, o Grande ABC ultrapassou a barreira dos 3.000 recuperados. Já são 3.054 pessoas que receberam alta médica, sendo 1.270 delas em Santo André e 879 em São Caetano.

SEM CONTROLE
Assim como no Grande ABC, o Brasil também viveu seu pior dia da pandemia ontem. Foram 1.473 registros nas últimas 24 horas, o que elevou o País ao terceiro lugar do mundo com mais vítimas fatais. De acordo com boletim do Ministério da Saúde, já são 34.021 perdas, deixando a Itália (33.689) para trás, ficando atrás somente do Reino Unido (39.904) e dos Estados Unidos (109.639). São ainda 614.941 casos confirmados em território brasileiro.<EM>

No Estado de São Paulo, o número de pacientes positivados alcançou 129,2 mil. Destes, 8.531 evoluíram a óbito (4.937 homens e 3.624 mulheres, sendo 73,1% pessoas com 60 anos ou mais), enquanto 23.664 receberam alta médica. 



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Isolamento físico da região despenca

Taxas atuais medidas pelo governo do Estado estão equiparadas com as observadas antes mesmo do decreto da quarentena obrigatória

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

04/06/2020 | 22:41


O nível de isolamento físico do Grande ABC, disponível no sistema de monitoramento do Estado, despencou depois de o governador João Doria (PSDB) ter anunciado a flexibilização da quarentena na Capital, no dia 27 de maio. Mesmo mantendo comércios e serviços não essenciais fechados na região, o discurso do tucano soou como sinal verde para que as pessoas deixassem o confinamento, tanto que de lá para cá as taxas têm oscilado entre 45% e 46%, níveis medidos antes da obrigatoriedade da quarentena, decretada no dia 24 de março. Por outro lado, as sete cidades vêm quebrando recordes de infectados (foram quase 500 somente anteontem) e mortos (32 ontem – leia mais ao lado).

Seja por influência do discurso do governador ou por motivos econômicos, moradores do Grande ABC vêm afrouxando o isolamento. Pelo menos desde a segunda semana de maio é notória diminuição no índice (veja na tabela abaixo), em situação oposta ao comportamento adotado em abril pelos munícipes das sete cidades, que chegaram a alcançar, por mais de uma vez, os 61% de pessoas confinadas – que ainda assim está abaixo do determinado pelas autoridades (70%), mas acima do mínimo tolerável (55%).

De acordo com dados do monitoramento compilados pelo centro de pesquisas ABC Dados, os números de quase todas as cidades da região caíram, principalmente os de Ribeirão Pires, que há algumas semanas ocupava lugar de destaque no Estado entre as primeiras posicionadas no ranking de isolamento e agora viu suas taxas despencarem. No geral, o Grande ABC estava com 45% da população isolada na quarta-feira, pior índice desde o início da medição e a mesma marca registrada dia 20 de março, quando a quarentena ainda não havia sido decretada.

De acordo com a gestora do curso de biomedicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Adriana de Brito, existe relação entre os fatos. “Observando o cenário da maioria dos países, nota-se que o isolamento promove, de fato, a redução da transmissibilidade do vírus. Vale lembrar que o isolamento é medida para minimizar o contágio, a fim de evitar o efeito em cascata da superlotação dos hospitais e a falência do sistema de saúde”, explica ela, que enxerga o sistema hospitalar da região capazes de atender a atual demanda.

Segundo Adriana, o aceno dos municípios para flexibilizar pode representar mais disparidade entre números. “A possibilidade de reabrir alguns serviços deve ser baseada em estudos epidemiológicos e seguir protocolos de cuidados e manejos que são estabelecidos pelas autoridades sanitárias. Contudo, não é um dado certo. É previsão, que pode levar ao fechamento novamente, como em vários lugares”, ressaltou. “É importante destacar que estamos na fase mais crítica da pandemia, no topo da curva. A tendência é que em algumas semanas, ou nos próximos meses, a taxa de transmissão diminua e reduza o número de casos. Mas é importante manter as restrições para que se veja se realmente este número diminui”, concluiu.

Sete cidades e Brasil quebram recorde

O Grande ABC quebrou ontem mais um recorde relacionado ao novo coronavírus. Os boletins epidemiológicos das sete prefeituras revelaram 32 novas mortes causadas pela Covid-19, maior registro desde o primeiro relato de óbito na região, em 25 de março, superando a marca de 28 vítimas fatais divulgada no dia 28 de maio, a maior até então. E com estes 32, já são 700 os óbitos na região.

A cidade que teve mais registros de perdas ontem foi Diadema, com 11 baixas, totalizando 138. Já Mauá acrescentou sete mortes à contagem, alcançando 86. Em Santo André foram cinco novos óbitos, chegando a 171. Houve ainda quatro novas perdas em São Bernardo (226), quatro em São Caetano (48) e uma em Ribeirão Pires (22). Já Rio Grande da Serra (nove), manteve o índice.

Já com relação aos casos confirmados, 9.120 pessoas foram diagnosticadas como infectadas pelo novo coronavírus, 3.642 em Santo André, 2.290 em São Bernardo, 1.208 em São Caetano, 1.403 em Diadema, 462 em Mauá, 210 em Ribeirão Pires e 85 em Rio Grande.

Por outro lado, o Grande ABC ultrapassou a barreira dos 3.000 recuperados. Já são 3.054 pessoas que receberam alta médica, sendo 1.270 delas em Santo André e 879 em São Caetano.

SEM CONTROLE
Assim como no Grande ABC, o Brasil também viveu seu pior dia da pandemia ontem. Foram 1.473 registros nas últimas 24 horas, o que elevou o País ao terceiro lugar do mundo com mais vítimas fatais. De acordo com boletim do Ministério da Saúde, já são 34.021 perdas, deixando a Itália (33.689) para trás, ficando atrás somente do Reino Unido (39.904) e dos Estados Unidos (109.639). São ainda 614.941 casos confirmados em território brasileiro.<EM>

No Estado de São Paulo, o número de pacientes positivados alcançou 129,2 mil. Destes, 8.531 evoluíram a óbito (4.937 homens e 3.624 mulheres, sendo 73,1% pessoas com 60 anos ou mais), enquanto 23.664 receberam alta médica. 

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