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Fundação do (Grande) ABC


Do Diário do Grande ABC

04/06/2020 | 23:59


Após travar imensa batalha para, sob as bênçãos do Ministério Público, manter a FUABC (Fundação do ABC) na administração dos equipamentos públicos de saúde no município, a Prefeitura de Mauá admite estar preparando edital para trocar a gestora. Passo extremamente sensível para ser dado em qualquer situação, torna-se ainda mais preocupante no instante em que a cidade, assim como o mundo todo, enfrenta a pandemia do novo coronavírus, maior desafio sanitário da humanidade no último século. A gravidade do momento, todavia, parece não intimidar a equipe capitaneada pelo prefeito Atila Jacomussi (PSDB).

Mauá, assim como muitas cidades do País, passa por momento delicado. Por causa da calamidade trazida pela doença, mas não só exclusivamente devido a ela, o município enfrenta dificuldades para cuidar de sua população – nos últimos dias, familiares de dois moradores que morreram por Covid-19 relataram negligência das autoridades no encaminhamento dos pacientes para internação. Há, ainda, suspeitas de irregularidades na contratação de organização para gerir o hospital de campanha – que, ressalte-se, não é a FUABC.

Enquanto os demais municípios da região procuram estreitar as parcerias já existentes para que a população sofra o menos possível os efeitos da pandemia, especialmente com instituições sérias e comprometidas com o bem-estar da sociedade, Mauá segue na contramão. Os resultados dessa política equivocada, infelizmente, já estão aparecendo.

Com mais de meio século dedicado à saúde pública, a Fundação do ABC é hoje um dos patrimônios institucionais da região. Deveria se chamar, aliás, Fundação do Grande ABC, dada sua influência sobre os destinos das sete cidades. Sua importância se estende além de Santo André, São Bernardo e São Caetano, os três municípios que originalmente se juntaram para fundá-la, em 1967. Mauá deveria levar em consideração o histórico de bons serviços prestados pela organização nos últimos tempos antes de buscar “solução mágica” além das fronteiras regionais. 



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Fundação do (Grande) ABC

Do Diário do Grande ABC

04/06/2020 | 23:59


Após travar imensa batalha para, sob as bênçãos do Ministério Público, manter a FUABC (Fundação do ABC) na administração dos equipamentos públicos de saúde no município, a Prefeitura de Mauá admite estar preparando edital para trocar a gestora. Passo extremamente sensível para ser dado em qualquer situação, torna-se ainda mais preocupante no instante em que a cidade, assim como o mundo todo, enfrenta a pandemia do novo coronavírus, maior desafio sanitário da humanidade no último século. A gravidade do momento, todavia, parece não intimidar a equipe capitaneada pelo prefeito Atila Jacomussi (PSDB).

Mauá, assim como muitas cidades do País, passa por momento delicado. Por causa da calamidade trazida pela doença, mas não só exclusivamente devido a ela, o município enfrenta dificuldades para cuidar de sua população – nos últimos dias, familiares de dois moradores que morreram por Covid-19 relataram negligência das autoridades no encaminhamento dos pacientes para internação. Há, ainda, suspeitas de irregularidades na contratação de organização para gerir o hospital de campanha – que, ressalte-se, não é a FUABC.

Enquanto os demais municípios da região procuram estreitar as parcerias já existentes para que a população sofra o menos possível os efeitos da pandemia, especialmente com instituições sérias e comprometidas com o bem-estar da sociedade, Mauá segue na contramão. Os resultados dessa política equivocada, infelizmente, já estão aparecendo.

Com mais de meio século dedicado à saúde pública, a Fundação do ABC é hoje um dos patrimônios institucionais da região. Deveria se chamar, aliás, Fundação do Grande ABC, dada sua influência sobre os destinos das sete cidades. Sua importância se estende além de Santo André, São Bernardo e São Caetano, os três municípios que originalmente se juntaram para fundá-la, em 1967. Mauá deveria levar em consideração o histórico de bons serviços prestados pela organização nos últimos tempos antes de buscar “solução mágica” além das fronteiras regionais. 

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