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Estado tomba prédio de escola em Mauá

Projeto da EE Emiko Fujimoto é do arquiteto Vilanova Artigas, reconhecido internacionalmente


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

05/05/2013 | 07:00


O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), do governo estadual, tombou neste ano o edifício da EE Emiko Fujimoto, no Jardim Paranavaí, em Mauá. O prédio, projetado por João Batista Vilanova Artigas, arquiteto brasileiro de renome internacional, foi construído ao longo da década de 1970 para abrigar uma universidade que nunca chegou a ser instalada no município. Porém, pelo seu valor histórico e design arrojado do projeto, a partir da publicação da resolução em 26 de fevereiro, tornou-se patrimônio do Estado.

Segundo o presidente do Condephaat-MA (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico - Mauá), William Puntschart, este é o segundo bem tombado pelo governo estadual no município. O primeiro é a casa que hoje abriga o Museu Barão de Mauá, reconhecida como patrimônio desde 1983. Ela foi a sede da fazenda de Irineu Evangelista de Souza, o já dito barão, que adquiriu as terras da fazenda em 1862 com o objetivo de supervisionar a instalação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, da São Paulo Railway Company.

Já o prédio construído por Artigas teve outro destino. "Apesar de não ter servido ao propósito inicial da instalação do Ensino Superior, o edifício se tornou o primeiro centro educacional para a população do Jardim Paranavaí. Portanto, faz parte da história do bairro e da cidade e o esforço para preservá-lo é importante."

Quem passa em frente à escola, localizada na Estrada Adutora Rio Claro, 1.115, depara-se com uma construção inusitada para os padrões dos colégios do Grande ABC. O prédio caracteriza-se por uma arrojada solução estrutural que lança mão de um par de vigas virandel sob poucos apoios, proporcionando leveza e imponência à obra, de estilo moderno.

REFORMAS - O edifício encontra-se atualmente bem preservado, mas por se tratar de uma escola, requer reparos por conta da circulação constante de alunos, professores e funcionários. Com o tombamento, porém, a forma como isso é feito passa a ser diferente das demais unidades da rede estadual.

A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão responsável pela administração dos contratos de obras da rede estadual, explica que o tombamento visa à preservação do bem e restringe qualquer intervenção física que possa vir a descaracterizar o imóvel.

Dessa forma, antes da execução de serviços de reforma ou restauro, é necessário obter prévia autorização do Condephaat, que analisa as questões técnicas da obra.

A FDE destaca ainda que está em fase de projeto intervenção que contemplará a cobertura da quadra esportiva, além de serviços para implantação de acessibilidade na unidade escolar que, por ser construída na década de 1970, não conta com esse tipo de infraestrutura.

Após a conclusão do projeto, o documento será enviado ao Condephaat para aprovação e posterior início das obras, ainda sem prazos de conclusão definidos.

Faculdade de Arquitetura da USP é destaque entre obras

Nascido em junho de 1915, o curitibano João Batista Vilanova Artigas graduou-se engenheiro-arquiteto na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e atuou principalmente em São Paulo. Entre suas mais importantes obras na Capital estão a Faculdade de Arquitetura da USP e o Estádio do Morumbi.

Seus primeiros projetos, porém, foram feitos em Curitiba nos anos 1940, quando sua arquitetura era influenciada por Frank Lloyd Wright. Mais tarde, Artigas assumiu a influência de Le Corbusier, marcadamente reconhecida na residência de João Luiz Bettega, na Rua da Paz, em Curitiba, hoje denominada Casa Vilanova Artigas. É forte na formação do arquiteto a convivência com os artistas populares de São Paulo do grupo Santa Helena (a chamada ‘família artística paulista').

Paralelamente à atividade de arquiteto, Artigas dedicou-se, ao longo de sua vida, ao magistério, inicialmente na Politécnica de São Paulo e, mais tarde, no curso de Arquitetura da USP.



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Estado tomba prédio de escola em Mauá

Projeto da EE Emiko Fujimoto é do arquiteto Vilanova Artigas, reconhecido internacionalmente

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

05/05/2013 | 07:00


O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), do governo estadual, tombou neste ano o edifício da EE Emiko Fujimoto, no Jardim Paranavaí, em Mauá. O prédio, projetado por João Batista Vilanova Artigas, arquiteto brasileiro de renome internacional, foi construído ao longo da década de 1970 para abrigar uma universidade que nunca chegou a ser instalada no município. Porém, pelo seu valor histórico e design arrojado do projeto, a partir da publicação da resolução em 26 de fevereiro, tornou-se patrimônio do Estado.

Segundo o presidente do Condephaat-MA (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico - Mauá), William Puntschart, este é o segundo bem tombado pelo governo estadual no município. O primeiro é a casa que hoje abriga o Museu Barão de Mauá, reconhecida como patrimônio desde 1983. Ela foi a sede da fazenda de Irineu Evangelista de Souza, o já dito barão, que adquiriu as terras da fazenda em 1862 com o objetivo de supervisionar a instalação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, da São Paulo Railway Company.

Já o prédio construído por Artigas teve outro destino. "Apesar de não ter servido ao propósito inicial da instalação do Ensino Superior, o edifício se tornou o primeiro centro educacional para a população do Jardim Paranavaí. Portanto, faz parte da história do bairro e da cidade e o esforço para preservá-lo é importante."

Quem passa em frente à escola, localizada na Estrada Adutora Rio Claro, 1.115, depara-se com uma construção inusitada para os padrões dos colégios do Grande ABC. O prédio caracteriza-se por uma arrojada solução estrutural que lança mão de um par de vigas virandel sob poucos apoios, proporcionando leveza e imponência à obra, de estilo moderno.

REFORMAS - O edifício encontra-se atualmente bem preservado, mas por se tratar de uma escola, requer reparos por conta da circulação constante de alunos, professores e funcionários. Com o tombamento, porém, a forma como isso é feito passa a ser diferente das demais unidades da rede estadual.

A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão responsável pela administração dos contratos de obras da rede estadual, explica que o tombamento visa à preservação do bem e restringe qualquer intervenção física que possa vir a descaracterizar o imóvel.

Dessa forma, antes da execução de serviços de reforma ou restauro, é necessário obter prévia autorização do Condephaat, que analisa as questões técnicas da obra.

A FDE destaca ainda que está em fase de projeto intervenção que contemplará a cobertura da quadra esportiva, além de serviços para implantação de acessibilidade na unidade escolar que, por ser construída na década de 1970, não conta com esse tipo de infraestrutura.

Após a conclusão do projeto, o documento será enviado ao Condephaat para aprovação e posterior início das obras, ainda sem prazos de conclusão definidos.

Faculdade de Arquitetura da USP é destaque entre obras

Nascido em junho de 1915, o curitibano João Batista Vilanova Artigas graduou-se engenheiro-arquiteto na Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e atuou principalmente em São Paulo. Entre suas mais importantes obras na Capital estão a Faculdade de Arquitetura da USP e o Estádio do Morumbi.

Seus primeiros projetos, porém, foram feitos em Curitiba nos anos 1940, quando sua arquitetura era influenciada por Frank Lloyd Wright. Mais tarde, Artigas assumiu a influência de Le Corbusier, marcadamente reconhecida na residência de João Luiz Bettega, na Rua da Paz, em Curitiba, hoje denominada Casa Vilanova Artigas. É forte na formação do arquiteto a convivência com os artistas populares de São Paulo do grupo Santa Helena (a chamada ‘família artística paulista').

Paralelamente à atividade de arquiteto, Artigas dedicou-se, ao longo de sua vida, ao magistério, inicialmente na Politécnica de São Paulo e, mais tarde, no curso de Arquitetura da USP.

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