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Número de mortos em São Petersburgo reacende desconfiança sobre dados da Rússia

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


04/06/2020 | 12:23


O aumento do número de mortes em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia, reacendeu o debate sobre um possível encobrimento da real dimensão da pandemia do novo coronavírus no país. O jornal inglês The Guardian publicou nesta quinta-feira, 4, que a mortalidade geral do mês de maio - por todas as causas, inclusive covid-19 - teve aumento de 1.552 mortes em relação ao ano passado, o que equivale a 32% a mais.

Enquanto o número global de mortes disparou em meio a pandemia, os dados oficiais do governo de Vladimir Putin apontam que apenas 171 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus na cidade nesse período.

Os dados Russos não permitem afirmar quantas dessas pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. No entanto, médicos e estatísticos afirmaram ao Guardian que 75% ou mais do "excesso de mortes" - número de mortes que ultrapassa a média do que seria esperado regularmente - provavelmente estão ligadas ao coronavírus. Isso seria o equivalente a mil mortes por covid-19 a mais do que o número divulgado pelo governo apenas em São Petersburgo.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, disse em meados de maio que 694 pessoas morreram de pneumonia desde o início do surto de coronavírus, enquanto a cidade registrou apenas 63 mortes pela doença. A disparidade se explica pelos padrões conservadores de relatórios adotados pelo país, que exigem uma autópsia para mostrar que os pacientes morreram do coronavírus. Na Europa Ocidental, a contagem oficial considera todos os óbitos de pessoas infectadas por covid-19 como sendo um caso confirmado.

Os dados de São Petersburgo mostraram que a cidade emitiu 6.427 atestados de óbito em maio deste ano, um aumento de 1.552 mortes registradas em maio passado e 1.400 mortes acima da média daquele mês na década anterior. Mais óbitos foram registrados em maio de 2020 do que em qualquer mês da década anterior.



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Número de mortos em São Petersburgo reacende desconfiança sobre dados da Rússia


04/06/2020 | 12:23


O aumento do número de mortes em São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia, reacendeu o debate sobre um possível encobrimento da real dimensão da pandemia do novo coronavírus no país. O jornal inglês The Guardian publicou nesta quinta-feira, 4, que a mortalidade geral do mês de maio - por todas as causas, inclusive covid-19 - teve aumento de 1.552 mortes em relação ao ano passado, o que equivale a 32% a mais.

Enquanto o número global de mortes disparou em meio a pandemia, os dados oficiais do governo de Vladimir Putin apontam que apenas 171 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus na cidade nesse período.

Os dados Russos não permitem afirmar quantas dessas pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. No entanto, médicos e estatísticos afirmaram ao Guardian que 75% ou mais do "excesso de mortes" - número de mortes que ultrapassa a média do que seria esperado regularmente - provavelmente estão ligadas ao coronavírus. Isso seria o equivalente a mil mortes por covid-19 a mais do que o número divulgado pelo governo apenas em São Petersburgo.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, disse em meados de maio que 694 pessoas morreram de pneumonia desde o início do surto de coronavírus, enquanto a cidade registrou apenas 63 mortes pela doença. A disparidade se explica pelos padrões conservadores de relatórios adotados pelo país, que exigem uma autópsia para mostrar que os pacientes morreram do coronavírus. Na Europa Ocidental, a contagem oficial considera todos os óbitos de pessoas infectadas por covid-19 como sendo um caso confirmado.

Os dados de São Petersburgo mostraram que a cidade emitiu 6.427 atestados de óbito em maio deste ano, um aumento de 1.552 mortes registradas em maio passado e 1.400 mortes acima da média daquele mês na década anterior. Mais óbitos foram registrados em maio de 2020 do que em qualquer mês da década anterior.

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