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S.Caetano cria abrigo para população de rua

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estrutura terá capacidade para atender, durante a pandemia, até 30 pessoas; objetivo é reinserção social


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 23:52


A Prefeitura de São Caetano inicia na segunda-feira as atividades do abrigo provisório para população em situação de rua. A estrutura terá capacidade para atender até 30 pessoas e deve funcionar enquanto durar a pandemia de Covid-19. O local será administrado pela Aevida e Movimento (Associação Esportiva Vida e Movimento) e fiscalizado pela Prefeitura. O convênio foi celebrado, inicialmente, por período de 180 dias. A administração municipal não detalhou os investimentos, mas mencionou que a instalação e o custeio do equipamento contarão com recursos municipais e federais.

De acordo com a secretária de Assistência Social da cidade, Marisa Catalão, o trabalho de abordagem das equipes nas ruas começa na segunda-feira. O Cras (Centro de Referência em Assistência Social) tem cerca de 60 pessoas cadastradas e os técnicos da Prefeitura vão em busca desta população. Aos que aceitarem o abrigamento, serão ofertados também atendimento médico e teste de Covid-19, para isolar, caso seja necessário, possíveis contaminados pelo novo coronavírus.

No abrigo, cerca de 20 profissionais, entre eles assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais vão ajudar na reinserção das pessoas ao mercado de trabalho e à convivência com suas famílias, além de ofertar oficinas diversas. “Queremos estabelecer vínculos, trazer dignidade e proporcionar que essa pessoa volte para a sociedade”, pontuou a gestora. O abrigo vai oferecer três refeições diárias, além de diversas atividades, bem como auxiliar quem precise de alguma documentação. “Nem todos aceitam e a gente respeita isso. Para ficar no local existem regras, horários e disciplina. O local não vai funcionar de porta aberta, a seleção se dará pelas equipes que atuam nas abordagens feitas nas ruas, mas se alguém vier aqui procurar auxílio será avaliado caso a caso”, completou Marisa.

A instituição que vai administrar o abrigo foi escolhida por já ter experiência na atuação com população em situação de rua. O presidente da Aevida e Movimento, Renato Hespanholeto, explicou que há anos eles atuam entregando refeições para as pessoas que estão vivendo nas ruas e auxiliando na sua reinserção no mercado de trabalho formal. A instituição também realiza trabalho socioeducativo com crianças do município, que praticavam atividades físicas no contraturno escolar. Com a pandemia e a suspensão das aulas presenciais, estas ações foram suspensas.

“A demanda por trabalho social durante a quarentena aumentou muito e, antes de firmamos a parceria com a Prefeitura de São Caetano, estávamos produzindo cerca de 350 marmitas por dia, que eram entregues em Santo André, São Caetano e São Paulo”, relatou Hespanholeto. Todo o trabalho é financiado por meio de parcerias e doações e, agora, a atuação da instituição junto ao abrigo será custeada pela administração municipal.

Hespanholeto informou que já trabalha na instalação de um abrigo em local que não seja da Prefeitura, para expandir o trabalho e montar um equipamento que não seja provisório. “Nosso objetivo é que a pessoa saiba que não está vindo para um hotel, mas para uma família. No que depender de nós, ela só vai sair quando tiver reencontrado seus familiares ou quando puder se manter porque já está trabalhando”, completou. 



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S.Caetano cria abrigo para população de rua

Estrutura terá capacidade para atender, durante a pandemia, até 30 pessoas; objetivo é reinserção social

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 23:52


A Prefeitura de São Caetano inicia na segunda-feira as atividades do abrigo provisório para população em situação de rua. A estrutura terá capacidade para atender até 30 pessoas e deve funcionar enquanto durar a pandemia de Covid-19. O local será administrado pela Aevida e Movimento (Associação Esportiva Vida e Movimento) e fiscalizado pela Prefeitura. O convênio foi celebrado, inicialmente, por período de 180 dias. A administração municipal não detalhou os investimentos, mas mencionou que a instalação e o custeio do equipamento contarão com recursos municipais e federais.

De acordo com a secretária de Assistência Social da cidade, Marisa Catalão, o trabalho de abordagem das equipes nas ruas começa na segunda-feira. O Cras (Centro de Referência em Assistência Social) tem cerca de 60 pessoas cadastradas e os técnicos da Prefeitura vão em busca desta população. Aos que aceitarem o abrigamento, serão ofertados também atendimento médico e teste de Covid-19, para isolar, caso seja necessário, possíveis contaminados pelo novo coronavírus.

No abrigo, cerca de 20 profissionais, entre eles assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais vão ajudar na reinserção das pessoas ao mercado de trabalho e à convivência com suas famílias, além de ofertar oficinas diversas. “Queremos estabelecer vínculos, trazer dignidade e proporcionar que essa pessoa volte para a sociedade”, pontuou a gestora. O abrigo vai oferecer três refeições diárias, além de diversas atividades, bem como auxiliar quem precise de alguma documentação. “Nem todos aceitam e a gente respeita isso. Para ficar no local existem regras, horários e disciplina. O local não vai funcionar de porta aberta, a seleção se dará pelas equipes que atuam nas abordagens feitas nas ruas, mas se alguém vier aqui procurar auxílio será avaliado caso a caso”, completou Marisa.

A instituição que vai administrar o abrigo foi escolhida por já ter experiência na atuação com população em situação de rua. O presidente da Aevida e Movimento, Renato Hespanholeto, explicou que há anos eles atuam entregando refeições para as pessoas que estão vivendo nas ruas e auxiliando na sua reinserção no mercado de trabalho formal. A instituição também realiza trabalho socioeducativo com crianças do município, que praticavam atividades físicas no contraturno escolar. Com a pandemia e a suspensão das aulas presenciais, estas ações foram suspensas.

“A demanda por trabalho social durante a quarentena aumentou muito e, antes de firmamos a parceria com a Prefeitura de São Caetano, estávamos produzindo cerca de 350 marmitas por dia, que eram entregues em Santo André, São Caetano e São Paulo”, relatou Hespanholeto. Todo o trabalho é financiado por meio de parcerias e doações e, agora, a atuação da instituição junto ao abrigo será custeada pela administração municipal.

Hespanholeto informou que já trabalha na instalação de um abrigo em local que não seja da Prefeitura, para expandir o trabalho e montar um equipamento que não seja provisório. “Nosso objetivo é que a pessoa saiba que não está vindo para um hotel, mas para uma família. No que depender de nós, ela só vai sair quando tiver reencontrado seus familiares ou quando puder se manter porque já está trabalhando”, completou. 

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