Fechar
Publicidade

Sábado, 4 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Confusão e desinformação


Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 23:59


A quantidade de entrevistas coletivas convocadas pelo governador João Doria (PSDB), desde que a pandemia do novo coronavírus começou, não encontra parâmetros em nenhum outro momento da história contemporânea. Compreende-se. Afinal, o Estado enfrenta a maior crise sanitária do século. Ocorre, todavia, que as declarações praticamente diárias do tucano se tornaram contraproducentes. Utilizando-se de informações anódinas, as aparições do chefe do Executivo paulista passaram a obscurecer o ambiente, em vez de iluminá-lo.

Tome-se como exemplo o que ocorreu ontem. A expectativa da população das sete cidades, sustentada em declarações de auxiliares diretos do governador, era ouvir de João Doria alguma informação sobre o tratamento que a região teria na política de retomada da atividade comercial. Mas o que fez o governador? Falou sobre Vale do Ribeira, Vale do Paraíba e Baixada Santista. Sobre o Grande ABC, que se encontra na faixa com maior restrição, a vermelha, silêncio absoluto.

Doria, como já dito aqui neste espaço, perdeu-se na condução do Estado no dia em que, sem nenhum critério científico, permitiu a retomada do comércio na Capital, excluindo da medida as outras 38 cidades da Grande São Paulo. Era 27 de maio. Naquela data, o governador deixou cair a máscara de gestor técnico que vinha vestindo com razoável competência. Sem poder explicar as razões que o levaram a tomar a decisão, fechou-se em copas.

A trapalhada do governador chegou a tal nível que se criou situação inusitada no Estado. A Capital, cujo prefeito Bruno Covas (PSDB) tem desde a última segunda-feira autorização expressa para reabrir serviços não essenciais, segue sob quarentena. Por que, se Doria havia assegurado, dizendo-se amparado por números, que já era possível fazê-lo com segurança? Por outro lado, mantém fechado o Grande ABC, fazendo ouvidos moucos ao argumento dos prefeitos, que defendem a reabertura dizendo terem dados que comprovam que a região está resguardada para retomar o comércio, respeitadas as devidas cautelas.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Confusão e desinformação

Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 23:59


A quantidade de entrevistas coletivas convocadas pelo governador João Doria (PSDB), desde que a pandemia do novo coronavírus começou, não encontra parâmetros em nenhum outro momento da história contemporânea. Compreende-se. Afinal, o Estado enfrenta a maior crise sanitária do século. Ocorre, todavia, que as declarações praticamente diárias do tucano se tornaram contraproducentes. Utilizando-se de informações anódinas, as aparições do chefe do Executivo paulista passaram a obscurecer o ambiente, em vez de iluminá-lo.

Tome-se como exemplo o que ocorreu ontem. A expectativa da população das sete cidades, sustentada em declarações de auxiliares diretos do governador, era ouvir de João Doria alguma informação sobre o tratamento que a região teria na política de retomada da atividade comercial. Mas o que fez o governador? Falou sobre Vale do Ribeira, Vale do Paraíba e Baixada Santista. Sobre o Grande ABC, que se encontra na faixa com maior restrição, a vermelha, silêncio absoluto.

Doria, como já dito aqui neste espaço, perdeu-se na condução do Estado no dia em que, sem nenhum critério científico, permitiu a retomada do comércio na Capital, excluindo da medida as outras 38 cidades da Grande São Paulo. Era 27 de maio. Naquela data, o governador deixou cair a máscara de gestor técnico que vinha vestindo com razoável competência. Sem poder explicar as razões que o levaram a tomar a decisão, fechou-se em copas.

A trapalhada do governador chegou a tal nível que se criou situação inusitada no Estado. A Capital, cujo prefeito Bruno Covas (PSDB) tem desde a última segunda-feira autorização expressa para reabrir serviços não essenciais, segue sob quarentena. Por que, se Doria havia assegurado, dizendo-se amparado por números, que já era possível fazê-lo com segurança? Por outro lado, mantém fechado o Grande ABC, fazendo ouvidos moucos ao argumento dos prefeitos, que defendem a reabertura dizendo terem dados que comprovam que a região está resguardada para retomar o comércio, respeitadas as devidas cautelas.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;