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Presidente do COB sugere fundo de estatais para patrocinar o esporte



03/06/2020 | 19:49


Preocupado com o adiamento dos Jogos de Tóquio e com o impacto da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, sugeriu que o esporte de alto rendimento no País passe a receber investimento também de empresas estatais. Atualmente, a principal fonte de recursos do COB é a Lei Agnelo-Piva, que repassa parte da arrecadação com loterias.

O problema é que não há previsão de quanto será arrecadado este ano - com a pandemia e a retração econômica, é provável que o volume de recursos com apostas seja menor, e consequentemente, os repasses para o COB. Tudo isso em meio à reta final de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que seriam realizados no próximo mês e foram adiados para 2021.

"A Lei das Loterias foi um marco, um diferencial do esporte olímpico brasileiro, e é de onde realmente vem a sustentabilidade do esporte olímpico brasileiro", afirmou Paulo Wanderley, durante conferência virtual organizada pela FGV nesta quarta-feira, 3. "(Mas) acho que poderíamos movimentar nossas estatais, como já aconteceu no passado. Gente, 1% de um fundo (de estatais) para outras coisas não faz uma cosquinha, mas pro esporte faz muita coisa."

Segundo o presidente do COB, a entidade está suportando bem as consequências da pandemia. Ele ressaltou que "tranquilo ninguém está", mas afirmou que o comitê está "bem organizado". Patrocínios de empresas privadas que foram fechados para a Olimpíada prevista para este ano foram estendidos para 2021.

CPB - Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado disse que a entidade está buscando alternativas no setor privado para reforçar as finanças, além do patrocínio da Caixa, que vem de longa data. Ele reconheceu, contudo, "que as empresas terão muitas dificuldades ao final da pandemia", e que o fomento ao esporte pode acabar ficando de fora das prioridades.

Mizael destacou ainda que o comitê está trabalhando duro para se manter sustentável este ano. "O CPB, depois que deixou sua sede em Brasília e foi para São Paulo, aumentou sobremaneira o tamanho e a responsabilidade. Saímos de 98 profissionais para 300 profissionais diretos. Com os indiretos, chegamos a 400", elencou. "Ano passado foram 355 eventos realizados só no nosso Centro Paralímpico, e este ano não vamos conseguir realizar nem um terço disso."



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Presidente do COB sugere fundo de estatais para patrocinar o esporte


03/06/2020 | 19:49


Preocupado com o adiamento dos Jogos de Tóquio e com o impacto da pandemia do novo coronavírus, o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, sugeriu que o esporte de alto rendimento no País passe a receber investimento também de empresas estatais. Atualmente, a principal fonte de recursos do COB é a Lei Agnelo-Piva, que repassa parte da arrecadação com loterias.

O problema é que não há previsão de quanto será arrecadado este ano - com a pandemia e a retração econômica, é provável que o volume de recursos com apostas seja menor, e consequentemente, os repasses para o COB. Tudo isso em meio à reta final de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que seriam realizados no próximo mês e foram adiados para 2021.

"A Lei das Loterias foi um marco, um diferencial do esporte olímpico brasileiro, e é de onde realmente vem a sustentabilidade do esporte olímpico brasileiro", afirmou Paulo Wanderley, durante conferência virtual organizada pela FGV nesta quarta-feira, 3. "(Mas) acho que poderíamos movimentar nossas estatais, como já aconteceu no passado. Gente, 1% de um fundo (de estatais) para outras coisas não faz uma cosquinha, mas pro esporte faz muita coisa."

Segundo o presidente do COB, a entidade está suportando bem as consequências da pandemia. Ele ressaltou que "tranquilo ninguém está", mas afirmou que o comitê está "bem organizado". Patrocínios de empresas privadas que foram fechados para a Olimpíada prevista para este ano foram estendidos para 2021.

CPB - Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado disse que a entidade está buscando alternativas no setor privado para reforçar as finanças, além do patrocínio da Caixa, que vem de longa data. Ele reconheceu, contudo, "que as empresas terão muitas dificuldades ao final da pandemia", e que o fomento ao esporte pode acabar ficando de fora das prioridades.

Mizael destacou ainda que o comitê está trabalhando duro para se manter sustentável este ano. "O CPB, depois que deixou sua sede em Brasília e foi para São Paulo, aumentou sobremaneira o tamanho e a responsabilidade. Saímos de 98 profissionais para 300 profissionais diretos. Com os indiretos, chegamos a 400", elencou. "Ano passado foram 355 eventos realizados só no nosso Centro Paralímpico, e este ano não vamos conseguir realizar nem um terço disso."

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