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Raí defende que ainda não é o momento para a retomada do futebol no Brasil

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-jogador voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia



03/06/2020 | 08:12


Ídolo do futebol no Brasil e no exterior e atual diretor de futebol do São Paulo, Raí é conhecido por sempre se posicionar sobre os mais variados assuntos. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o ex-jogador ressaltou em uma entrevista à rádio francesa RFI que não é favorável ao retorno do futebol no Brasil neste momento de crescimento dos casos de infecção pela covid-19.

"Ainda não. Alguns clubes estão preparando seus protocolos sanitários, mas enquanto o número de vítimas estiver aumentando seria difícil ver a retomada do futebol. Além disso, vários estádios, como o Pacaembu, abrigam hospitais de campanha. Dirigentes, como eu, tentam planejar um retorno, mas não enquanto vidas estão em perigo. Somente quando tudo estiver sob controle", afirmou.

Raí voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia.

"Atualmente, estamos enfrentando uma crise política, em que a democracia e os valores humanos estão sendo discutidos. O limite também, do autoritarismo. Em uma democracia, precisamos do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e de um poder executivo. Minha postura é em favor da democracia. Não me envolvo com polêmicas, mas quando vejo tanta injustiça social, que vidas estão ameaçadas pelo vírus, eu falo. O presidente foi eleito democraticamente, mas você precisa ouvir a ciência, os especialistas e não colocar em risco a vida das pessoas", disse.

O atual dirigente do São Paulo comentou sobre os desafios da Fundação Gol de Letra, projeto organizado por ele em parceria com o ex-lateral-esquerdo Leonardo - seu companheiro de Paris Saint-Germain, São Paulo e seleção brasileira.

"Adaptamos nossas atividades na Fundação Gol de Letra e estamos distribuindo cestas básicas, ajudando famílias que sofrem com a fome", contou Raí, explicando a razão da mudança de programação. "A fome nunca desapareceu no Brasil. A pandemia e o isolamento social tornaram urgente a ajuda para as famílias pobres que ficaram confinadas e sem recursos".

Ídolo no Paris Saint-Germain, onde jogou nos anos 90, Raí falou ainda sobre Neymar, o atual craque do clube francês. "Ele tem o potencial para ser o número 1 do mundo, tem qualidades técnicas incríveis. Mas é impossível ganhar algo sozinho. Se o time crescer, Neymar será o maior", opinou.



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Raí defende que ainda não é o momento para a retomada do futebol no Brasil

Ex-jogador voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia


03/06/2020 | 08:12


Ídolo do futebol no Brasil e no exterior e atual diretor de futebol do São Paulo, Raí é conhecido por sempre se posicionar sobre os mais variados assuntos. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o ex-jogador ressaltou em uma entrevista à rádio francesa RFI que não é favorável ao retorno do futebol no Brasil neste momento de crescimento dos casos de infecção pela covid-19.

"Ainda não. Alguns clubes estão preparando seus protocolos sanitários, mas enquanto o número de vítimas estiver aumentando seria difícil ver a retomada do futebol. Além disso, vários estádios, como o Pacaembu, abrigam hospitais de campanha. Dirigentes, como eu, tentam planejar um retorno, mas não enquanto vidas estão em perigo. Somente quando tudo estiver sob controle", afirmou.

Raí voltou a criticar as ações do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da covid-19 e reforçou a sua posição favorável à democracia.

"Atualmente, estamos enfrentando uma crise política, em que a democracia e os valores humanos estão sendo discutidos. O limite também, do autoritarismo. Em uma democracia, precisamos do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e de um poder executivo. Minha postura é em favor da democracia. Não me envolvo com polêmicas, mas quando vejo tanta injustiça social, que vidas estão ameaçadas pelo vírus, eu falo. O presidente foi eleito democraticamente, mas você precisa ouvir a ciência, os especialistas e não colocar em risco a vida das pessoas", disse.

O atual dirigente do São Paulo comentou sobre os desafios da Fundação Gol de Letra, projeto organizado por ele em parceria com o ex-lateral-esquerdo Leonardo - seu companheiro de Paris Saint-Germain, São Paulo e seleção brasileira.

"Adaptamos nossas atividades na Fundação Gol de Letra e estamos distribuindo cestas básicas, ajudando famílias que sofrem com a fome", contou Raí, explicando a razão da mudança de programação. "A fome nunca desapareceu no Brasil. A pandemia e o isolamento social tornaram urgente a ajuda para as famílias pobres que ficaram confinadas e sem recursos".

Ídolo no Paris Saint-Germain, onde jogou nos anos 90, Raí falou ainda sobre Neymar, o atual craque do clube francês. "Ele tem o potencial para ser o número 1 do mundo, tem qualidades técnicas incríveis. Mas é impossível ganhar algo sozinho. Se o time crescer, Neymar será o maior", opinou.

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