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Olho nas obras paradas


Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 23:59


Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado emitem sinais claros de que não vão permitir que a pandemia do novo coronavírus, que centraliza a atenção da opinião pública, seja utilizada pelos gestores como desculpa para flexibilizar, além do razoável e estritamente necessário, o cronograma de obras públicas. Relatório do TCE a que o Diário teve acesso revela 22 projetos paralisados ou atrasados no Grande ABC. Trata-se de fiscalização necessária. E muito bem-vinda. Apenas marcação cerrada dos órgãos de controle vai inibir gestores mal-intencionados de se aproveitarem de momento tão doloroso para se locupletar.

Flagrada pelos conselheiros no descumprimento de prazos, parte das administrações municipais deixou de apresentar justificativas ao serem questionadas pela equipe de reportagem do jornal – lembrando que o relatório do TCE não faz qualquer tipo de acusação direta aos atuais gestores, embora levantem suspeitas e abram caminho para investigações mais detalhadas, especialmente por parte dos vereadores, a quem cabe o papel constitucional de vigiar os passos do Executivo. Entre as que responderam, houve quem transferisse a responsabilidade.

Foi o caso de São Bernardo, município líder de menções no documento divulgado pelo TCE. Sobre centro de canoagem que deveria ter sido entregue em 2016, a atual gestão jogou a culpa pelo atraso do empreendimento no governo anterior, de Luiz Marinho (PT). Com imensa maioria de apoios na Câmara, o atual prefeito, Orlando Morando (PSDB), não deve ter dificuldade para solicitar aos legisladores que investiguem a fundo as razões de as obras, cuja conclusão está atrasada em quatro anos, sequer terem sido iniciadas.

Mas o relatório ora divulgado pelo TCE é ampla fonte de matéria-prima não apenas para bancadas de sustentação dos prefeitos. O documento fornece farto material de trabalho também aos vereadores de oposição. Há muito a ser feito. Com exceção de São Caetano, município que, segundo o mais recente levantamento do TCE, não possui nenhuma obra fora do prazo. 



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Olho nas obras paradas

Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 23:59


Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado emitem sinais claros de que não vão permitir que a pandemia do novo coronavírus, que centraliza a atenção da opinião pública, seja utilizada pelos gestores como desculpa para flexibilizar, além do razoável e estritamente necessário, o cronograma de obras públicas. Relatório do TCE a que o Diário teve acesso revela 22 projetos paralisados ou atrasados no Grande ABC. Trata-se de fiscalização necessária. E muito bem-vinda. Apenas marcação cerrada dos órgãos de controle vai inibir gestores mal-intencionados de se aproveitarem de momento tão doloroso para se locupletar.

Flagrada pelos conselheiros no descumprimento de prazos, parte das administrações municipais deixou de apresentar justificativas ao serem questionadas pela equipe de reportagem do jornal – lembrando que o relatório do TCE não faz qualquer tipo de acusação direta aos atuais gestores, embora levantem suspeitas e abram caminho para investigações mais detalhadas, especialmente por parte dos vereadores, a quem cabe o papel constitucional de vigiar os passos do Executivo. Entre as que responderam, houve quem transferisse a responsabilidade.

Foi o caso de São Bernardo, município líder de menções no documento divulgado pelo TCE. Sobre centro de canoagem que deveria ter sido entregue em 2016, a atual gestão jogou a culpa pelo atraso do empreendimento no governo anterior, de Luiz Marinho (PT). Com imensa maioria de apoios na Câmara, o atual prefeito, Orlando Morando (PSDB), não deve ter dificuldade para solicitar aos legisladores que investiguem a fundo as razões de as obras, cuja conclusão está atrasada em quatro anos, sequer terem sido iniciadas.

Mas o relatório ora divulgado pelo TCE é ampla fonte de matéria-prima não apenas para bancadas de sustentação dos prefeitos. O documento fornece farto material de trabalho também aos vereadores de oposição. Há muito a ser feito. Com exceção de São Caetano, município que, segundo o mais recente levantamento do TCE, não possui nenhuma obra fora do prazo. 

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