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Doria no céu em 2016, no inferno em 2020

O governador João Doria (PSDB) pode personificar o ditado que indica que a política é dinâmica


Raphael Rocha

03/06/2020 | 00:44


O governador João Doria (PSDB) pode personificar o ditado que indica que a política é dinâmica. Em 2016, o então empresário decidiu se aventurar pela primeira vez na política. Concorria à prefeitura de São Paulo, com mote de ser gestor. Atropelou os adversários, vencendo a concorrência já no primeiro turno. A vitória foi tão acachapante que impulsionou candidaturas tucanas em toda Região Metropolitana. Doria mal sentou na cadeira de prefeito e mirou voos maiores. Discutiu ser o candidato a presidente da República, mas foi barrado pelo partido. Sobrou se candidatar ao governo paulista. Ele triunfou, mas no pleito mais suado das últimas décadas. Sua imagem vinha cambaleando até o início da pandemia. Quando o novo coronavírus chegou, ele se entrincheirou em defesa da saúde pública. Comprou briga com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi massacrado nas redes sociais – e também pelo próprio chefe da Nação, publicamente e em reuniões internas. Bem ou mal, se reposicionava no xadrez político nacional. Mas, na semana passada, ao reabrir o comércio na Capital e fechar na Grande São Paulo, a conclusão da classe política foi a de que Doria, sensação em 2016, está longe desse status agora.

Ofício
O vereador Marcos Michels, pré-candidato a prefeito de Diadema pelo PSB, encaminhou ofício ao governo do Estado solicitando que o Hospital Serraria, gerido pela gestão estadual, passe a atender todo tipo de paciente, funcionando no sistema porta aberta. Atualmente o equipamento acolhe pacientes referenciados, indicados por outras unidades. O socialista entende que Diadema precisaria de uma estrutura que pudesse receber os pacientes sem discriminação.

Covid – 1
Muitos boatos surgiram sobre o estado de saúde do ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos), de Santo André, internado na semana passada no Hospital e Maternidade Christóvão da Gama diagnosticado com Covid-19. Segundo o irmão do político, Silvio Ravin, o estado dele é estável e está sem febre. A assessoria do equipamento confirmou que Aidan está internado, mas relatou que, a pedido da família, não vai repassar o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Covid – 2
Vereador de São Bernardo, Alex Mognon (PSDB) recebeu alta da UTI do Hospital Assunção depois de ser diagnosticado com Covid-19. Ele gravou vídeo contando toda a trajetória da doença. “Fiquei sete dias na UTI, tomando diversos antibióticos. As coisas se estabilizaram. Foi muito difícil, vi cenas muito tristes no hospital. É um vírus muito agressivo, é uma doença muito grave. Tenho gratidão por todas as mensagens de apoio e orações.”

Atônitos
Vereador de Santo André, Sargento Lobo (Patriota) mais uma vez mostrou que é uma das figuras que mais desagregam na Câmara andreense. Elian Santana (DEM) retomou ontem o mandato na casa. Ela se elegeu em 2016 juntamente com Lobo, no mesmo partido, o Solidariedade. Foram correligionários até abril, quando Lobo foi ao Patriota e Elian, ao DEM. Lobo criticou a volta da antiga colega, deixando os demais parlamentares atônitos.

Críticas
A sessão na Câmara de São Caetano concentrou debate sobre a decisão de o governador João Doria (PSDB) alijar a Região Metropolitana da fase que autoriza a reabertura de alguns estabelecimentos comerciais – liberação apenas concedida à Capital. Um dos mais efusivos foi Edison Parra (Podemos). O vereador foi cauteloso ao separar o PSDB e Doria, uma vez que o prefeito José Auricchio Júnior, seu aliado, é tucano. “A decisão foi ridícula. Mas quero deixar claro que a crítica é ao Doria. O Doria seria ruim em qualquer partido.”

Família Teixeira
Pré-candidato a prefeito de Rio Grande da Serra pelo PSL, o ex-prefeito José Teixeira procurou esta coluna para dizer que a família Teixeira “está cada vez mais unida”, centrando no irmão e também ex-prefeito rio-grandense Aarão Teixeira (SD) e no sobrinho Polita Teixeira (PTC) as figuras que seguem por outro caminho – Aarão e Polita, filiados em Ribeirão Pires, estarão na raia de oposição ao atual prefeito ribeirão-pirense, Adler Kiko Teixeira (PSDB), irmão de Aarão e José. “Depois que o Aarão se afastou da família, vive da imagem de prefeito. Enquanto estava ligado à família, teve seu sucesso político.” 



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Doria no céu em 2016, no inferno em 2020

O governador João Doria (PSDB) pode personificar o ditado que indica que a política é dinâmica

Raphael Rocha

03/06/2020 | 00:44


O governador João Doria (PSDB) pode personificar o ditado que indica que a política é dinâmica. Em 2016, o então empresário decidiu se aventurar pela primeira vez na política. Concorria à prefeitura de São Paulo, com mote de ser gestor. Atropelou os adversários, vencendo a concorrência já no primeiro turno. A vitória foi tão acachapante que impulsionou candidaturas tucanas em toda Região Metropolitana. Doria mal sentou na cadeira de prefeito e mirou voos maiores. Discutiu ser o candidato a presidente da República, mas foi barrado pelo partido. Sobrou se candidatar ao governo paulista. Ele triunfou, mas no pleito mais suado das últimas décadas. Sua imagem vinha cambaleando até o início da pandemia. Quando o novo coronavírus chegou, ele se entrincheirou em defesa da saúde pública. Comprou briga com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi massacrado nas redes sociais – e também pelo próprio chefe da Nação, publicamente e em reuniões internas. Bem ou mal, se reposicionava no xadrez político nacional. Mas, na semana passada, ao reabrir o comércio na Capital e fechar na Grande São Paulo, a conclusão da classe política foi a de que Doria, sensação em 2016, está longe desse status agora.

Ofício
O vereador Marcos Michels, pré-candidato a prefeito de Diadema pelo PSB, encaminhou ofício ao governo do Estado solicitando que o Hospital Serraria, gerido pela gestão estadual, passe a atender todo tipo de paciente, funcionando no sistema porta aberta. Atualmente o equipamento acolhe pacientes referenciados, indicados por outras unidades. O socialista entende que Diadema precisaria de uma estrutura que pudesse receber os pacientes sem discriminação.

Covid – 1
Muitos boatos surgiram sobre o estado de saúde do ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos), de Santo André, internado na semana passada no Hospital e Maternidade Christóvão da Gama diagnosticado com Covid-19. Segundo o irmão do político, Silvio Ravin, o estado dele é estável e está sem febre. A assessoria do equipamento confirmou que Aidan está internado, mas relatou que, a pedido da família, não vai repassar o estado de saúde do ex-chefe do Executivo.

Covid – 2
Vereador de São Bernardo, Alex Mognon (PSDB) recebeu alta da UTI do Hospital Assunção depois de ser diagnosticado com Covid-19. Ele gravou vídeo contando toda a trajetória da doença. “Fiquei sete dias na UTI, tomando diversos antibióticos. As coisas se estabilizaram. Foi muito difícil, vi cenas muito tristes no hospital. É um vírus muito agressivo, é uma doença muito grave. Tenho gratidão por todas as mensagens de apoio e orações.”

Atônitos
Vereador de Santo André, Sargento Lobo (Patriota) mais uma vez mostrou que é uma das figuras que mais desagregam na Câmara andreense. Elian Santana (DEM) retomou ontem o mandato na casa. Ela se elegeu em 2016 juntamente com Lobo, no mesmo partido, o Solidariedade. Foram correligionários até abril, quando Lobo foi ao Patriota e Elian, ao DEM. Lobo criticou a volta da antiga colega, deixando os demais parlamentares atônitos.

Críticas
A sessão na Câmara de São Caetano concentrou debate sobre a decisão de o governador João Doria (PSDB) alijar a Região Metropolitana da fase que autoriza a reabertura de alguns estabelecimentos comerciais – liberação apenas concedida à Capital. Um dos mais efusivos foi Edison Parra (Podemos). O vereador foi cauteloso ao separar o PSDB e Doria, uma vez que o prefeito José Auricchio Júnior, seu aliado, é tucano. “A decisão foi ridícula. Mas quero deixar claro que a crítica é ao Doria. O Doria seria ruim em qualquer partido.”

Família Teixeira
Pré-candidato a prefeito de Rio Grande da Serra pelo PSL, o ex-prefeito José Teixeira procurou esta coluna para dizer que a família Teixeira “está cada vez mais unida”, centrando no irmão e também ex-prefeito rio-grandense Aarão Teixeira (SD) e no sobrinho Polita Teixeira (PTC) as figuras que seguem por outro caminho – Aarão e Polita, filiados em Ribeirão Pires, estarão na raia de oposição ao atual prefeito ribeirão-pirense, Adler Kiko Teixeira (PSDB), irmão de Aarão e José. “Depois que o Aarão se afastou da família, vive da imagem de prefeito. Enquanto estava ligado à família, teve seu sucesso político.” 

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