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Aumenta interesse em alternativas de autodefesa

Arte marcial israelita, krav maga é filosofia que trabalha a proteção individual do praticante


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 00:01


Com as pessoas em casa, respeitando o isolamento físico, o aumento dos casos de violência doméstica se tornou realidade no Brasil e no mundo. Dados divulgados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apontam que, em abril, primeiro mês cheio da quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus, houve salto representativo de denúncias através do canal oficial do governo federal, o telefone 180: quase 40%, em comparação ao mesmo período de 2019. E tal situação faz com que as mulheres busquem alternativas para poder, ao menos, se proteger. Algumas encontraram uma arte marcial de origem israelita que prioriza a autodefesa, o krav maga, como solução.

Para citar um exemplo, a Federação Internacional de Krav Maga realizou um primeiro tutorial com instruções na plataforma de vídeos YouTube em 18 de março (seis dias antes do início da quarentena no Estado de São Paulo). Desde então, já são 5.700 visualizações somente neste vídeo e outros 17 já foram postados deste então (totalizando quase 40 mil visitas), com dicas e técnicas para proteção em caso de ataque corporal. O canal da entidade ganhou 3.840 inscritos e, de acordo com o presidente Avigdor Zalmon, tem relação com o abuso sofrido pelo público feminino dentro dos lares nestes tempos de quarentena.

“Houve aumento mundial nos índices de violência doméstica contra mulheres e meninas no período de confinamento. Por isso, queremos ensinar como elas podem se defender de forma adequada, oferecendo capacitação técnica e conscientização sem colocar a vida em risco. A proposta é a de usar o krav maga apenas como último recurso”, afirma Zalmon, que também é responsável pelo ensino da arte no Estado de São Paulo.

OUTRAS FRENTES
Desde segunda-feira e até o dia 8, a Federação Sul-Americana de Krav Maga vai realizar apresentações virtuais gratuitas para controle do medo e como reagir com segurança em situações de crise, como agressões, assaltos ou o confinamento proporcionado pela pandemia. “Vamos reunir filosofia, teoria e prática para mostrar a eficiência do krav maga em todos os momentos da vida das pessoas”, comentou o presidente da Federação e introdutor da arte na América Latina, grão-mestre Kobi Lichtenstein – que é israelense. Interessados basta acessar o site semanakravmaga.com.br e se inscrever gratuitamente. 



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Aumenta interesse em alternativas de autodefesa

Arte marcial israelita, krav maga é filosofia que trabalha a proteção individual do praticante

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

03/06/2020 | 00:01


Com as pessoas em casa, respeitando o isolamento físico, o aumento dos casos de violência doméstica se tornou realidade no Brasil e no mundo. Dados divulgados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos apontam que, em abril, primeiro mês cheio da quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus, houve salto representativo de denúncias através do canal oficial do governo federal, o telefone 180: quase 40%, em comparação ao mesmo período de 2019. E tal situação faz com que as mulheres busquem alternativas para poder, ao menos, se proteger. Algumas encontraram uma arte marcial de origem israelita que prioriza a autodefesa, o krav maga, como solução.

Para citar um exemplo, a Federação Internacional de Krav Maga realizou um primeiro tutorial com instruções na plataforma de vídeos YouTube em 18 de março (seis dias antes do início da quarentena no Estado de São Paulo). Desde então, já são 5.700 visualizações somente neste vídeo e outros 17 já foram postados deste então (totalizando quase 40 mil visitas), com dicas e técnicas para proteção em caso de ataque corporal. O canal da entidade ganhou 3.840 inscritos e, de acordo com o presidente Avigdor Zalmon, tem relação com o abuso sofrido pelo público feminino dentro dos lares nestes tempos de quarentena.

“Houve aumento mundial nos índices de violência doméstica contra mulheres e meninas no período de confinamento. Por isso, queremos ensinar como elas podem se defender de forma adequada, oferecendo capacitação técnica e conscientização sem colocar a vida em risco. A proposta é a de usar o krav maga apenas como último recurso”, afirma Zalmon, que também é responsável pelo ensino da arte no Estado de São Paulo.

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Desde segunda-feira e até o dia 8, a Federação Sul-Americana de Krav Maga vai realizar apresentações virtuais gratuitas para controle do medo e como reagir com segurança em situações de crise, como agressões, assaltos ou o confinamento proporcionado pela pandemia. “Vamos reunir filosofia, teoria e prática para mostrar a eficiência do krav maga em todos os momentos da vida das pessoas”, comentou o presidente da Federação e introdutor da arte na América Latina, grão-mestre Kobi Lichtenstein – que é israelense. Interessados basta acessar o site semanakravmaga.com.br e se inscrever gratuitamente. 

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