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A indústria em tempos de Covid-19


Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 23:59


Neste período em que temos navegado pelas diversas facetas de crise, a experiência está mudando a mentalidade coletiva. Tal fato terá repercussão duradoura em todas as indústrias, resultando provavelmente em mais quadros de colaboração e maior flexibilidade. No setor de manufatura, tendências colaborativas transformarão a forma como construímos, como projetamos e como geramos ideias, atenuando limites funcionais. Embora catalisados neste ambiente desafiador, estes são resultados positivos que irão acelerar a inovação no futuro.

No geral, e nas fábricas, vemos redução perceptível na demanda. Na Alemanha, por exemplo, a indústria automotiva tem fechado suas portas. Em contrapartida, a indústria de dispositivos médicos tem se esforçado para acompanhar não só aumento do volume na produção, mas também as variações nas demandas de produtos a serem entregues.

Mesmo onde há sistemas de fabricação em uso, com alta visibilidade e processos digitalizados, a troca da produção para produto diferente é altamente complexa. Leva tempo – não só para produzi-lo, mas para fazer de forma eficiente e com os padrões de qualidade adequados. E como isso afetará o futuro do setor? Bem, ninguém estava preparado para essa realidade. A brusquidão e a onipresença da atual pandemia criaram tempestade perfeita.

À medida em que nos restabelecemos, os fabricantes vão repensar a forma como organizaram seus processos, suas cadeias de abastecimento, as lacunas críticas que têm na sua infraestrutura digital. Haverá urgência prolongada em torno da pressão dos custos e das margens. Os esforços de transformação digital acelerarão drasticamente para criar empresa de manufatura mais ágil e capaz de responder às mudanças do mercado com mais rapidez e flexibilidade.

Dedicar tempo à preparação não só para a fase de arranque, mas também para o futuro das empresas, é tempo bem gasto. A realidade é – agora ainda mais óbvia do que antes – que os fabricantes precisam digitalizar seus processos. Evidenciada pela situação atual, a transformação digital não é apenas imperativo competitivo, mas, por vezes, imperativo existencial.

Desta forma, ainda que as coisas sejam difíceis, faz-se necessária a busca por oportunidades ocultas, dons inesperados. É preciso tirar o melhor proveito da situação, abraçar o que ela tem a oferecer e analisar de maneira criativa como extrair seu valor máximo para que possamos sair desta situação mais rápido e mais fortes do que antes.

Paulo Leal da Costa é CEO e diretor-geral da Siemens Digital Industries Software no Brasil. Rene Wolf é vice-presidente sênior de gerenciamento de operações de manufatura.

PALAVRA DO LEITOR

Paulista
A tarde de domingo surpreendeu a cidade e o Estado de São Paulo com repetitiva manifestação de apoio ao presidente Bolsonaro (com que finalidade?) na Avenida Paulista. Porém, desta vez com presença de manifestantes contrários. Tudo acabou como previsível: em pancadaria e repressão. Surgem inúmeras perguntas, que, se respondidas adequadamente, e administradas conforme a melhor resposta, teriam impedido esses atos vergonhosos. Decorrentes do decreto estadual 64.881, de 22 de março, que instituiu como atitude de enfrentamento à Covid-19 a quarentena no Estado, dos decretos e deliberações anteriores e subsequentes, notadamente do decreto 64.864, de 16 de março, no artigo 60, que define os incisos I e II do anterior decreto 64.862, de 13 de março, e por onde define a proibição de ‘eventos com aglomeração de pessoas em qualquer número’ não seria coerente, em plena quarentena estadual em vigor, e com a morte de quase 30 mil brasileiros, deferir autorizações de manifestações de qualquer natureza.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Isso acabou!
Não sou racista nem cego. Sou paulista, neto de europeus que para São Paulo vieram ainda no século XIX. Hoje, com 80 anos, lembro-me de como éramos educados quando no grupo escolar. Os alunos iam a pé para a escola e o ensino era de qualidade. Cantávamos o Hino Nacional, à Bandeira e da Independência. Não quebrávamos nem pichávamos escolas ou carteiras e, principalmente, respeitávamos os professores, orgulhosos da profissão. Comportando-nos mal na aula, em casa apanhávamos dos pais. Eles compravam o tecido do uniforme e as mães costuravam. Alunos mais abastados levavam lanche. Os que, como eu, eram muito pobres, não comiam. O material escolar também era comprado. Ninguém ganhava nada. Os pais trabalhavam fora e as mães cuidavam da educação dos filhos e da casa. A vida não era fácil. Dos 10 aos 13 anos, toda tarde eu vendia verdura nas ruas e nos fins de semana engraxava sapatos. No domingo vendia gibis usados na porta do cinema para assistir à matinê. E os brinquedos eu não ganhava, fazia! Pena que isso acabou.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Ex-amigos
Moro fez afirmações gravíssimas contra Bolsonaro ao dizer que o presidente desejava promover rebelião armada contra medidas de isolamento físico promovidas por governadores e prefeitos em virtude da Covid-19. Ele vai ter que provar essa estultice. Isso sim é fake news! O que Bolsonaro e seus eleitores querem é que o resultado do referendo do desarmamento seja colocado em prática, já que 63% da população se decidiu pelo direito de poder defender sua própria vida contra a marginalidade. Mas com toda certeza, como seus aliados já dão como certo o caminho de Moro na política, posso afirmar que ele começou bem mal sua jornada, pois denigre mais uma vez sua própria história fazendo e divulgando suposições esdrúxulas como sendo verdade, e ainda contando com o beneplácito de parte da imprensa para dar aval às suas palavras. Isso vai passar ‘batido’?
Mara Montezuma Assaf
Capital

De saída
Como reflexo da péssima postura – até belicosa – como presidente da República, Jair Bolsonaro, que aterroriza o meio político e institucional e ainda despreza a gravidade desta pandemia da Covid-19, fez com que o investidor estrangeiro acelerasse sua saída da bolsa brasileira. Se no mês de abril a saída foi de R$ 5,07 bilhões, pior ainda em maio último, em que retiraram R$ 7,44 bilhões. E o acumulado de fuga de recursos da B3 no ano chega a R$ 76,85 bilhões, diga-se, recorde histórico desde 1994, não como reflexo ainda da pandemia, mas deste desgoverno. Entre janeiro e março deste ano, estrangeiros já tinham retirado R$ 64,34 bilhões. Infelizmente, vivemos tempos sombrios, por culpa exclusiva do Planalto.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 



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A indústria em tempos de Covid-19

Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 23:59


Neste período em que temos navegado pelas diversas facetas de crise, a experiência está mudando a mentalidade coletiva. Tal fato terá repercussão duradoura em todas as indústrias, resultando provavelmente em mais quadros de colaboração e maior flexibilidade. No setor de manufatura, tendências colaborativas transformarão a forma como construímos, como projetamos e como geramos ideias, atenuando limites funcionais. Embora catalisados neste ambiente desafiador, estes são resultados positivos que irão acelerar a inovação no futuro.

No geral, e nas fábricas, vemos redução perceptível na demanda. Na Alemanha, por exemplo, a indústria automotiva tem fechado suas portas. Em contrapartida, a indústria de dispositivos médicos tem se esforçado para acompanhar não só aumento do volume na produção, mas também as variações nas demandas de produtos a serem entregues.

Mesmo onde há sistemas de fabricação em uso, com alta visibilidade e processos digitalizados, a troca da produção para produto diferente é altamente complexa. Leva tempo – não só para produzi-lo, mas para fazer de forma eficiente e com os padrões de qualidade adequados. E como isso afetará o futuro do setor? Bem, ninguém estava preparado para essa realidade. A brusquidão e a onipresença da atual pandemia criaram tempestade perfeita.

À medida em que nos restabelecemos, os fabricantes vão repensar a forma como organizaram seus processos, suas cadeias de abastecimento, as lacunas críticas que têm na sua infraestrutura digital. Haverá urgência prolongada em torno da pressão dos custos e das margens. Os esforços de transformação digital acelerarão drasticamente para criar empresa de manufatura mais ágil e capaz de responder às mudanças do mercado com mais rapidez e flexibilidade.

Dedicar tempo à preparação não só para a fase de arranque, mas também para o futuro das empresas, é tempo bem gasto. A realidade é – agora ainda mais óbvia do que antes – que os fabricantes precisam digitalizar seus processos. Evidenciada pela situação atual, a transformação digital não é apenas imperativo competitivo, mas, por vezes, imperativo existencial.

Desta forma, ainda que as coisas sejam difíceis, faz-se necessária a busca por oportunidades ocultas, dons inesperados. É preciso tirar o melhor proveito da situação, abraçar o que ela tem a oferecer e analisar de maneira criativa como extrair seu valor máximo para que possamos sair desta situação mais rápido e mais fortes do que antes.

Paulo Leal da Costa é CEO e diretor-geral da Siemens Digital Industries Software no Brasil. Rene Wolf é vice-presidente sênior de gerenciamento de operações de manufatura.

PALAVRA DO LEITOR

Paulista
A tarde de domingo surpreendeu a cidade e o Estado de São Paulo com repetitiva manifestação de apoio ao presidente Bolsonaro (com que finalidade?) na Avenida Paulista. Porém, desta vez com presença de manifestantes contrários. Tudo acabou como previsível: em pancadaria e repressão. Surgem inúmeras perguntas, que, se respondidas adequadamente, e administradas conforme a melhor resposta, teriam impedido esses atos vergonhosos. Decorrentes do decreto estadual 64.881, de 22 de março, que instituiu como atitude de enfrentamento à Covid-19 a quarentena no Estado, dos decretos e deliberações anteriores e subsequentes, notadamente do decreto 64.864, de 16 de março, no artigo 60, que define os incisos I e II do anterior decreto 64.862, de 13 de março, e por onde define a proibição de ‘eventos com aglomeração de pessoas em qualquer número’ não seria coerente, em plena quarentena estadual em vigor, e com a morte de quase 30 mil brasileiros, deferir autorizações de manifestações de qualquer natureza.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Isso acabou!
Não sou racista nem cego. Sou paulista, neto de europeus que para São Paulo vieram ainda no século XIX. Hoje, com 80 anos, lembro-me de como éramos educados quando no grupo escolar. Os alunos iam a pé para a escola e o ensino era de qualidade. Cantávamos o Hino Nacional, à Bandeira e da Independência. Não quebrávamos nem pichávamos escolas ou carteiras e, principalmente, respeitávamos os professores, orgulhosos da profissão. Comportando-nos mal na aula, em casa apanhávamos dos pais. Eles compravam o tecido do uniforme e as mães costuravam. Alunos mais abastados levavam lanche. Os que, como eu, eram muito pobres, não comiam. O material escolar também era comprado. Ninguém ganhava nada. Os pais trabalhavam fora e as mães cuidavam da educação dos filhos e da casa. A vida não era fácil. Dos 10 aos 13 anos, toda tarde eu vendia verdura nas ruas e nos fins de semana engraxava sapatos. No domingo vendia gibis usados na porta do cinema para assistir à matinê. E os brinquedos eu não ganhava, fazia! Pena que isso acabou.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Ex-amigos
Moro fez afirmações gravíssimas contra Bolsonaro ao dizer que o presidente desejava promover rebelião armada contra medidas de isolamento físico promovidas por governadores e prefeitos em virtude da Covid-19. Ele vai ter que provar essa estultice. Isso sim é fake news! O que Bolsonaro e seus eleitores querem é que o resultado do referendo do desarmamento seja colocado em prática, já que 63% da população se decidiu pelo direito de poder defender sua própria vida contra a marginalidade. Mas com toda certeza, como seus aliados já dão como certo o caminho de Moro na política, posso afirmar que ele começou bem mal sua jornada, pois denigre mais uma vez sua própria história fazendo e divulgando suposições esdrúxulas como sendo verdade, e ainda contando com o beneplácito de parte da imprensa para dar aval às suas palavras. Isso vai passar ‘batido’?
Mara Montezuma Assaf
Capital

De saída
Como reflexo da péssima postura – até belicosa – como presidente da República, Jair Bolsonaro, que aterroriza o meio político e institucional e ainda despreza a gravidade desta pandemia da Covid-19, fez com que o investidor estrangeiro acelerasse sua saída da bolsa brasileira. Se no mês de abril a saída foi de R$ 5,07 bilhões, pior ainda em maio último, em que retiraram R$ 7,44 bilhões. E o acumulado de fuga de recursos da B3 no ano chega a R$ 76,85 bilhões, diga-se, recorde histórico desde 1994, não como reflexo ainda da pandemia, mas deste desgoverno. Entre janeiro e março deste ano, estrangeiros já tinham retirado R$ 64,34 bilhões. Infelizmente, vivemos tempos sombrios, por culpa exclusiva do Planalto.
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