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Dias em que estive na carceragem foram os mais difíceis, diz Elian

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereadora de Santo André retomou mandato na Câmara e falou sobre o período de 18 meses fora do cargo


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 16:53


Vereadora de Santo André e reintegrada hoje oficialmente ao mandato por ordem judicial, Elian Santana (DEM) sustentou que o período em que ficou detida - boa parte na sede da PF (Polícia Federal), na Lapa - foi o de maior desgaste nestes 18 meses longe do cargo no âmbito da Operação Barbour. “Dias em que estive na carceragem foram os mais difíceis da minha vida”, admitiu. Ao todo, a parlamentar, que nega as irregularidades apontadas a ela no processo, esteve custodiada por 18 dias. Primeiramente, 10 dias cumpridos em prisão provisória e, na sequência, outros oito em preventiva, quando obteve liminar, por habeas corpus, para sua soltura.

“Mas sempre tive comigo a fé e a confiança em Deus, em momento algum perdi as esperanças, pois confio na justiça e sei que os fatos serão esclarecidos”, pontuou Elian, ao Diário. A vereadora foi principal alvo da Barbour, deflagrada no fim de 2018, que investiga a existência de esquema de fraudes na concessão de aposentadorias especiais do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ela deixou a carceragem em 14 de dezembro daquele ano, a partir de pagamento de fiança de 30 salários mínimos e imposição de medidas cautelares, como suspensão do mandato e proibição de frequentar prédios públicos.

Na quinta-feira, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) derrubou as restrições determinadas a Elian em cima de novo habeas corpus interposto pela defesa da parlamentar, o que possibilitou o retorno às funções legislativas. “É na adversidade que crescemos. Não é fácil nem agradável passar por dificuldades, principalmente quando nelas são postos em dúvidas sua honra e seu caráter. Lutei muito pra chegar onde estou. São mais de 20 anos de trabalho (…) Ver meu nome e minha vida, serem expostos da forma que foi é muito triste, no entanto, ter a consciência tranquila perante Deus me conforta.”

A Justiça acolheu acolheu o pedido da vereadora, sob argumento que o afastamento do mandato poderia configurar em pena definitiva, uma vez que a legislatura irá se encerrar no desfecho deste ano. Questionada se ela acredita já ter sido ''''''''julgada'''''''' pelo eleitorado, Elian ponderou que a política num contexto geral sofre instabilidade e os políticos são “marginalizados a todo instante”. “Quanto ao meu caso: quem não me conhece, ao ver a forma como foram veiculadas as notícias é perfeitamente normal que tenham repúdio e fiquem indignados, pois o povo está cansado de sofrer e querem respeito e mudança, mas quem conhece meu caráter e a minha índole, sabe que jamais me aliaria a qualquer esquema de corrupção.”

Em seu segundo mandato, Elian evitou, contudo, entrar no mérito das acusações do MPF (Ministério Público Federal) de peculato e organização criminosa, por exemplo, ao passo que o processo se mantém sob segredo de Justiça. Sobre o pleito de outubro, adotou tom de cautela e ainda não crava que vai disputar a reeleição, embora na janela eleitoral tenha migrado para o DEM - foi eleita pelo SD. “Vivemos período nunca visto antes. É momento de solidariedade, de ajudarmos uns aos outros e com fé iremos vencer. Sobre as questões eleitorais prefiro deixar acontecer, quero retomar o mandato e continuar o trabalho. Acredito no trabalho o restante é consequência. Desejo contribuir com o partido e trabalhar em prol da população.” 



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Dias em que estive na carceragem foram os mais difíceis, diz Elian

Vereadora de Santo André retomou mandato na Câmara e falou sobre o período de 18 meses fora do cargo

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/06/2020 | 16:53


Vereadora de Santo André e reintegrada hoje oficialmente ao mandato por ordem judicial, Elian Santana (DEM) sustentou que o período em que ficou detida - boa parte na sede da PF (Polícia Federal), na Lapa - foi o de maior desgaste nestes 18 meses longe do cargo no âmbito da Operação Barbour. “Dias em que estive na carceragem foram os mais difíceis da minha vida”, admitiu. Ao todo, a parlamentar, que nega as irregularidades apontadas a ela no processo, esteve custodiada por 18 dias. Primeiramente, 10 dias cumpridos em prisão provisória e, na sequência, outros oito em preventiva, quando obteve liminar, por habeas corpus, para sua soltura.

“Mas sempre tive comigo a fé e a confiança em Deus, em momento algum perdi as esperanças, pois confio na justiça e sei que os fatos serão esclarecidos”, pontuou Elian, ao Diário. A vereadora foi principal alvo da Barbour, deflagrada no fim de 2018, que investiga a existência de esquema de fraudes na concessão de aposentadorias especiais do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ela deixou a carceragem em 14 de dezembro daquele ano, a partir de pagamento de fiança de 30 salários mínimos e imposição de medidas cautelares, como suspensão do mandato e proibição de frequentar prédios públicos.

Na quinta-feira, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) derrubou as restrições determinadas a Elian em cima de novo habeas corpus interposto pela defesa da parlamentar, o que possibilitou o retorno às funções legislativas. “É na adversidade que crescemos. Não é fácil nem agradável passar por dificuldades, principalmente quando nelas são postos em dúvidas sua honra e seu caráter. Lutei muito pra chegar onde estou. São mais de 20 anos de trabalho (…) Ver meu nome e minha vida, serem expostos da forma que foi é muito triste, no entanto, ter a consciência tranquila perante Deus me conforta.”

A Justiça acolheu acolheu o pedido da vereadora, sob argumento que o afastamento do mandato poderia configurar em pena definitiva, uma vez que a legislatura irá se encerrar no desfecho deste ano. Questionada se ela acredita já ter sido ''''''''julgada'''''''' pelo eleitorado, Elian ponderou que a política num contexto geral sofre instabilidade e os políticos são “marginalizados a todo instante”. “Quanto ao meu caso: quem não me conhece, ao ver a forma como foram veiculadas as notícias é perfeitamente normal que tenham repúdio e fiquem indignados, pois o povo está cansado de sofrer e querem respeito e mudança, mas quem conhece meu caráter e a minha índole, sabe que jamais me aliaria a qualquer esquema de corrupção.”

Em seu segundo mandato, Elian evitou, contudo, entrar no mérito das acusações do MPF (Ministério Público Federal) de peculato e organização criminosa, por exemplo, ao passo que o processo se mantém sob segredo de Justiça. Sobre o pleito de outubro, adotou tom de cautela e ainda não crava que vai disputar a reeleição, embora na janela eleitoral tenha migrado para o DEM - foi eleita pelo SD. “Vivemos período nunca visto antes. É momento de solidariedade, de ajudarmos uns aos outros e com fé iremos vencer. Sobre as questões eleitorais prefiro deixar acontecer, quero retomar o mandato e continuar o trabalho. Acredito no trabalho o restante é consequência. Desejo contribuir com o partido e trabalhar em prol da população.” 

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