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Passado faz BC ter cautela



22/06/2008 | 07:11


Gato escaldado tem medo de água fria. Essa é a resposta de especialistas para o fato de o BC (Banco Central) do Brasil ter sido um dos primeiros no mundo a mostrar ação contra a inflação, causando, inclusive, surpresa e críticas de muitos na ocasião. Não é para menos: quem tem como passado décadas de hiperinflação sabe o tamanho do desafio que é combatê-la.

Por esse motivo é que, em abril, o BC subiu a Selic em 0,50 ponto percentual, repetindo a dose neste mês de junho, o que levou a taxa básica de juros a 12,25% ao ano. "Uma ação tomada a tempo e na hora correta tende a diminuir a magnitude do problema", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na última semana, durante entrevista à TV Cultura.

O diretor-executivo do Instituto de Estudos sobre América Latina da Columbia University, Thomas Trebat, foi um dos que louvaram a decisão do BC brasileiro. Ele salientou que o Brasil está livre da febre inflacionária que arruinou o País durante décadas e, por isso, qualquer surto deve ser enfrentado duramente.

"Acredito que a lição tenha sido aprendida, mas vale a pena reforçá-la", opinou. "O Brasil está numa posição melhor na América Latina, paradoxalmente, porque ele já teve o seu teste", avaliou o professor de economia da Rutgers University e ex-economista do Federal Reserve de Atlanta, Roberto Chang. Ele lembrou que o Brasil já descumpriu a meta em algumas ocasiões.

"O Brasil já teve essa experiência, de explicar para a população, ao Congresso, ao governo o porquê de não ter atingido o alvo. Outros países não tiveram que passar por essa experiência. E é por isso que eles devem passar por tempos difíceis agora".

Esta é também a opinião do economista-chefe da VAM (Votorantim Asset Management), Fernando Fix. "O Brasil aprendeu lá atrás, depois de vários anos de muito desafio e de um histórico de décadas de problemas crônicos", avaliou.

Um passado tumultuado não é garantia, no entanto, de que agora o trem entrou nos trilhos "Talvez o Brasil esteja à frente por conta de seu passado, mas a Argentina teve igual ou pior problema e parece que eles não estão aprendendo as lições", disse Trebat.



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Passado faz BC ter cautela


22/06/2008 | 07:11


Gato escaldado tem medo de água fria. Essa é a resposta de especialistas para o fato de o BC (Banco Central) do Brasil ter sido um dos primeiros no mundo a mostrar ação contra a inflação, causando, inclusive, surpresa e críticas de muitos na ocasião. Não é para menos: quem tem como passado décadas de hiperinflação sabe o tamanho do desafio que é combatê-la.

Por esse motivo é que, em abril, o BC subiu a Selic em 0,50 ponto percentual, repetindo a dose neste mês de junho, o que levou a taxa básica de juros a 12,25% ao ano. "Uma ação tomada a tempo e na hora correta tende a diminuir a magnitude do problema", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na última semana, durante entrevista à TV Cultura.

O diretor-executivo do Instituto de Estudos sobre América Latina da Columbia University, Thomas Trebat, foi um dos que louvaram a decisão do BC brasileiro. Ele salientou que o Brasil está livre da febre inflacionária que arruinou o País durante décadas e, por isso, qualquer surto deve ser enfrentado duramente.

"Acredito que a lição tenha sido aprendida, mas vale a pena reforçá-la", opinou. "O Brasil está numa posição melhor na América Latina, paradoxalmente, porque ele já teve o seu teste", avaliou o professor de economia da Rutgers University e ex-economista do Federal Reserve de Atlanta, Roberto Chang. Ele lembrou que o Brasil já descumpriu a meta em algumas ocasiões.

"O Brasil já teve essa experiência, de explicar para a população, ao Congresso, ao governo o porquê de não ter atingido o alvo. Outros países não tiveram que passar por essa experiência. E é por isso que eles devem passar por tempos difíceis agora".

Esta é também a opinião do economista-chefe da VAM (Votorantim Asset Management), Fernando Fix. "O Brasil aprendeu lá atrás, depois de vários anos de muito desafio e de um histórico de décadas de problemas crônicos", avaliou.

Um passado tumultuado não é garantia, no entanto, de que agora o trem entrou nos trilhos "Talvez o Brasil esteja à frente por conta de seu passado, mas a Argentina teve igual ou pior problema e parece que eles não estão aprendendo as lições", disse Trebat.

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