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Reitor da USCS, Marcos Bassi, entrega carta de renúncia para entrar em disputa política

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

01/06/2020 | 19:04


O professor Marcos Sidnei Bassi (PSDB) renunciou à função de reitor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), em mais um passo para tentar se viabilizar como vice na chapa encabeçada pelo prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) na concorrência pela reeleição neste ano.

A saída do comando da universidade atende aos prazos de desincompatibilização determinados pela Justiça Eleitoral – quatro meses antes da eleição para quem pleiteia postos ao Executivo.

A carta de renúncia foi entregue na noite desta segunda-feira (1º) diretamente ao prefeito. Bassi assegurou que a saída da direção da universidade não está condicionada à escolha dele como número dois de Auricchio no pleito.

“Não está condicionada. É uma possibilidade (ser vice), mas não quer dizer nada. Não há condicionamento”, sustentou o educador. “Sempre acho que as coisas funcionam como um time. Não entro para dividir, entro para somar. Acho que é cedo a gente falar disso (definição da chapa), o calendário eleitoral está incerto (devido à pandemia de novo coronavírus). Se o partido assim entender lá na frente... Não quero dividir”, disse o sociólogo, que dirigia a instituição desde 2013.

Auricchio também ponderou que o debate sobre o vice será travado dentro do PSDB, embora tenha classificado Bassi como “um quadro qualificado” e que pode pleitear “ser vice ou até ser prefeito”. “O professor Bassi traz qualificação ao debate. Ele mesmo está pontuando que quer colaborar, construir. Tê-lo como colaborador do processo é benéfico, em primeira análise até mesmo para o PSDB. Mas é algo que vamos discutir dentro do âmbito do partido.”

Diante da pandemia do novo coronavírus e a incerteza sobre a manutenção do calendário eleitoral vigente, Auricchio evitou cravar uma data de anúncio da chapa – atualmente o vice-prefeito é Beto Vidoski (PSDB), que se desincompatibilizou do cargo de secretário de Esportes ainda em abril para também estar apto legalmente.

Por ora, o primeiro turno da eleição está marcado para o dia 4 de outubro, com as convenções realizadas em julho – esse é o período formal de confirmação da chapa. Em Brasília, discute-se transferir o pleito para novembro ou dezembro, sem prorrogação de prazos burocráticos, como inscrição dos projetos eleitorais e convenções.

Com a saída de Bassi, assumirá interinamente a reitoria da USCS o professor Leandro Campi Prearo, atual pró-reitor de graduação e gestor do Instituto de Pesquisa da USCS. A portaria será publicada nos próximos dias. Caberá a Prearo reunir o conselho universitário para conduzir nova eleição, com formação de lista tríplice. Esse bloco será submetido à apreciação de Auricchio. O próximo presidente ficará até o dia 28 de fevereiro, quando terminaria o mandato de Bassi. A estimativa é a de que em no máximo três semanas esse trâmite esteja concluído.

LEGADO
Junto da carta de renúncia, Bassi levou ao prefeito balanço de sua passagem pela direção da USCS. Ele celebrou o aumento no número de alunos (de 5.600 para 10 mil), acréscimo no volume de cursos de graduação (de 24 para 48), ampliação da exposição da marca da universidade para além das fronteiras de São Caetano e o equilíbrio financeiro da instituição.

Bassi ressaltou que a condição econômica da USCS permite que a universidade possa passar sem sobressaltos à crise da Covid-19, em que pese majoração da cota de inadimplência – de 13% para 25%.

Na visão de Auricchio, a gestão de Bassi permitiu que a universidade acrescentasse contribuição à cidade para além do ensinar e pesquisas: o de interagir diretamente nos caminhos de políticas públicas municipais. Ele citou parcerias para haver um hospital veterinário e outro hospital universitário e até mesmo projetos referência no combate à disseminação do novo coronavírus.

Em visita ao Diário, em janeiro de 2020, o professor elogiou a integração entre o governo do Auricchio e a USCS, falou sobre política, admitindo ingressar na vida pública. “Não sei se estou disposto a ir para esse lado. Mas nunca se sabe o dia de amanhã, pode abrir essa possibilidade”, reconheceu. Leia a entrevista completa aqui.



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Reitor da USCS, Marcos Bassi, entrega carta de renúncia para entrar em disputa política

Do Diário do Grande ABC

01/06/2020 | 19:04


O professor Marcos Sidnei Bassi (PSDB) renunciou à função de reitor da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), em mais um passo para tentar se viabilizar como vice na chapa encabeçada pelo prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) na concorrência pela reeleição neste ano.

A saída do comando da universidade atende aos prazos de desincompatibilização determinados pela Justiça Eleitoral – quatro meses antes da eleição para quem pleiteia postos ao Executivo.

A carta de renúncia foi entregue na noite desta segunda-feira (1º) diretamente ao prefeito. Bassi assegurou que a saída da direção da universidade não está condicionada à escolha dele como número dois de Auricchio no pleito.

“Não está condicionada. É uma possibilidade (ser vice), mas não quer dizer nada. Não há condicionamento”, sustentou o educador. “Sempre acho que as coisas funcionam como um time. Não entro para dividir, entro para somar. Acho que é cedo a gente falar disso (definição da chapa), o calendário eleitoral está incerto (devido à pandemia de novo coronavírus). Se o partido assim entender lá na frente... Não quero dividir”, disse o sociólogo, que dirigia a instituição desde 2013.

Auricchio também ponderou que o debate sobre o vice será travado dentro do PSDB, embora tenha classificado Bassi como “um quadro qualificado” e que pode pleitear “ser vice ou até ser prefeito”. “O professor Bassi traz qualificação ao debate. Ele mesmo está pontuando que quer colaborar, construir. Tê-lo como colaborador do processo é benéfico, em primeira análise até mesmo para o PSDB. Mas é algo que vamos discutir dentro do âmbito do partido.”

Diante da pandemia do novo coronavírus e a incerteza sobre a manutenção do calendário eleitoral vigente, Auricchio evitou cravar uma data de anúncio da chapa – atualmente o vice-prefeito é Beto Vidoski (PSDB), que se desincompatibilizou do cargo de secretário de Esportes ainda em abril para também estar apto legalmente.

Por ora, o primeiro turno da eleição está marcado para o dia 4 de outubro, com as convenções realizadas em julho – esse é o período formal de confirmação da chapa. Em Brasília, discute-se transferir o pleito para novembro ou dezembro, sem prorrogação de prazos burocráticos, como inscrição dos projetos eleitorais e convenções.

Com a saída de Bassi, assumirá interinamente a reitoria da USCS o professor Leandro Campi Prearo, atual pró-reitor de graduação e gestor do Instituto de Pesquisa da USCS. A portaria será publicada nos próximos dias. Caberá a Prearo reunir o conselho universitário para conduzir nova eleição, com formação de lista tríplice. Esse bloco será submetido à apreciação de Auricchio. O próximo presidente ficará até o dia 28 de fevereiro, quando terminaria o mandato de Bassi. A estimativa é a de que em no máximo três semanas esse trâmite esteja concluído.

LEGADO
Junto da carta de renúncia, Bassi levou ao prefeito balanço de sua passagem pela direção da USCS. Ele celebrou o aumento no número de alunos (de 5.600 para 10 mil), acréscimo no volume de cursos de graduação (de 24 para 48), ampliação da exposição da marca da universidade para além das fronteiras de São Caetano e o equilíbrio financeiro da instituição.

Bassi ressaltou que a condição econômica da USCS permite que a universidade possa passar sem sobressaltos à crise da Covid-19, em que pese majoração da cota de inadimplência – de 13% para 25%.

Na visão de Auricchio, a gestão de Bassi permitiu que a universidade acrescentasse contribuição à cidade para além do ensinar e pesquisas: o de interagir diretamente nos caminhos de políticas públicas municipais. Ele citou parcerias para haver um hospital veterinário e outro hospital universitário e até mesmo projetos referência no combate à disseminação do novo coronavírus.

Em visita ao Diário, em janeiro de 2020, o professor elogiou a integração entre o governo do Auricchio e a USCS, falou sobre política, admitindo ingressar na vida pública. “Não sei se estou disposto a ir para esse lado. Mas nunca se sabe o dia de amanhã, pode abrir essa possibilidade”, reconheceu. Leia a entrevista completa aqui.

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