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Trabalhadores da Bridgestone entram em estado de greve

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Funcionários da planta de Santo André pedem negociação da PLR, aumento de vale-alimentação e reajuste salarial


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande Abc

01/06/2020 | 16:15


Atualizada à 0h11

Operários da fábrica da Bridgestone instalada em Santo André entraram em estado de greve, ontem. Os funcionários pretendem manter o movimento até que negociação, referente à data base, em 1º de junho, seja feita entre a empresa, o sindicato representante e a comissão de fábrica. A reivindicação é de reajuste salarial de 5%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), referente ao ano passado, de R$ 12 mil, e vale-alimentação de R$ 200 (em R$ 120, atualmente). Em 2019, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado, indicador que rege as negociações de salários, ficou em 4,48%.

“(A companhia) Usou a oportunidade gerada pela pandemia, em que as vendas caíram e a maioria das empresas está fechando, para chegar com a proposta de PLR de R$ 3.800 na maior planta da América Latina, sendo que no ano passado recebemos R$ 12 mil (referentes a 2018). Não estamos discutindo sobre este ano, é sobre 2019”, defendeu José Luiz Oliber da Cruz, o Coxinha, 45 anos, há 26 na Bridgestone e integrante da comissão de fábrica.

“Hoje (ontem) de manhã, magicamente ofereceram uma proposta de R$ 7.000 (de PLR), mas não vamos aceitar sem uma negociação”, afirmou Coxinha. 

No entanto, Márcio Ferreira, presidente do Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo, explicou que a proposta foi oferecida pela pneumática após reunião com a entidade na manhã de ontem, contudo, foi retirada pela própria Bridgestone mais tarde. “Após votação, foi decidido que eles (os operários) irão entrar, mas não irão trabalhar, é uma greve branca”, assinalou.

Ferreira explicou que a categoria está em campanha salarial. Inicialmente, o objetivo era negociar a PLR primeiramente e, depois, a questão dos salários. Dado que não há previsão de quando a empresa irá se reunir para discutir o primeiro tópico, o setor jurídico do sindicato irá decidir hoje de que maneira as discussões serão encaminhadas.

Vale lembrar que, desde o início de maio, os cerca de 3.200 trabalhadores da planta de Santo André aderiram à MP (Medida Provisória) 936, trabalhando com redução de 70% da jornada e, consequentemente, dos salários, além da suspensão temporária do contrato de trabalho no esquema de rodízio. “Temos emprego, mas não temos dinheiro”, lamentou Coxinha.

O trabalhador afirmou, ainda, que os funcionários estariam “rachados” com o sindicato representante em razão de “comunicação ruim e negociações que não achamos justas”. Porém, Ferreira garantiu que não há nenhum tipo de dissonância entre as partes. “Neste ano, gerou mais revolta porque o pessoal está sem dinheiro, mas o sindicato está atuando para manter os empregos, sempre tem críticas, já estamos habituados com isso, mas estamos negociando para manter os postos diante de um cenário de queda de mais de 50% na venda de pneus”, apontou.

Questionada, a Bridgestone confirmou que está em negociação com a comissão de fábrica e o sindicato “para alcançar um resultado que beneficie todas as partes envolvidas”. “Assim como todo o setor, a companhia trabalha firmemente para superar os desafios momentâneos provocados pela pandemia do novo coronavírus, com foco na segurança dos funcionários e continuidade do negócio”, completou a nota.



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Trabalhadores da Bridgestone entram em estado de greve

Funcionários da planta de Santo André pedem negociação da PLR, aumento de vale-alimentação e reajuste salarial

Flávia Kurotori
Do Diário do Grande Abc

01/06/2020 | 16:15


Atualizada à 0h11

Operários da fábrica da Bridgestone instalada em Santo André entraram em estado de greve, ontem. Os funcionários pretendem manter o movimento até que negociação, referente à data base, em 1º de junho, seja feita entre a empresa, o sindicato representante e a comissão de fábrica. A reivindicação é de reajuste salarial de 5%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), referente ao ano passado, de R$ 12 mil, e vale-alimentação de R$ 200 (em R$ 120, atualmente). Em 2019, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado, indicador que rege as negociações de salários, ficou em 4,48%.

“(A companhia) Usou a oportunidade gerada pela pandemia, em que as vendas caíram e a maioria das empresas está fechando, para chegar com a proposta de PLR de R$ 3.800 na maior planta da América Latina, sendo que no ano passado recebemos R$ 12 mil (referentes a 2018). Não estamos discutindo sobre este ano, é sobre 2019”, defendeu José Luiz Oliber da Cruz, o Coxinha, 45 anos, há 26 na Bridgestone e integrante da comissão de fábrica.

“Hoje (ontem) de manhã, magicamente ofereceram uma proposta de R$ 7.000 (de PLR), mas não vamos aceitar sem uma negociação”, afirmou Coxinha. 

No entanto, Márcio Ferreira, presidente do Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo, explicou que a proposta foi oferecida pela pneumática após reunião com a entidade na manhã de ontem, contudo, foi retirada pela própria Bridgestone mais tarde. “Após votação, foi decidido que eles (os operários) irão entrar, mas não irão trabalhar, é uma greve branca”, assinalou.

Ferreira explicou que a categoria está em campanha salarial. Inicialmente, o objetivo era negociar a PLR primeiramente e, depois, a questão dos salários. Dado que não há previsão de quando a empresa irá se reunir para discutir o primeiro tópico, o setor jurídico do sindicato irá decidir hoje de que maneira as discussões serão encaminhadas.

Vale lembrar que, desde o início de maio, os cerca de 3.200 trabalhadores da planta de Santo André aderiram à MP (Medida Provisória) 936, trabalhando com redução de 70% da jornada e, consequentemente, dos salários, além da suspensão temporária do contrato de trabalho no esquema de rodízio. “Temos emprego, mas não temos dinheiro”, lamentou Coxinha.

O trabalhador afirmou, ainda, que os funcionários estariam “rachados” com o sindicato representante em razão de “comunicação ruim e negociações que não achamos justas”. Porém, Ferreira garantiu que não há nenhum tipo de dissonância entre as partes. “Neste ano, gerou mais revolta porque o pessoal está sem dinheiro, mas o sindicato está atuando para manter os empregos, sempre tem críticas, já estamos habituados com isso, mas estamos negociando para manter os postos diante de um cenário de queda de mais de 50% na venda de pneus”, apontou.

Questionada, a Bridgestone confirmou que está em negociação com a comissão de fábrica e o sindicato “para alcançar um resultado que beneficie todas as partes envolvidas”. “Assim como todo o setor, a companhia trabalha firmemente para superar os desafios momentâneos provocados pela pandemia do novo coronavírus, com foco na segurança dos funcionários e continuidade do negócio”, completou a nota.

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