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Gabriel Maranhão: 'O diálogo do governo de SP tem de melhorar’

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente do Consórcio Intermunicipal afirma que João Doria erra na condução do Estado sem consultar prefeitos


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/06/2020 | 00:01


Presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania) cobrou melhora na comunicação das decisões tomadas pelo governo do Estado sobre as ações durante a pandemia do novo coronavírus. Depois de a região se revoltar com o alijamento do plano de retomada gradual recomendado para a Capital, a entidade pressionou para a reclassificação da região, que deve ser feita nesta semana. Em entrevista ao Diário, Maranhão ressalta cenário das sete cidades no combate à Covid-19, diz haver sinergia de forças entre os prefeitos e pede maior ajuda do governo federal para sanear contas públicas.

Como o senhor recebeu o anúncio do governador João Doria (PSDB) de não incluir automaticamente o Grande ABC na Fase 2 do Plano São Paulo, para reabrir parte do comércio?

Houve uma frustração por parte do Grande ABC. A gente esteve no Palácio dos Bandeirantes para dialogar junto ao secretário Marco Vinholi (PSDB, de Desenvolvimento Regional). Falamos da necessidade das subáreas, das seis, contando com a Capital. Pedimos que fosse revisto (o anúncio original) porque nossos números são mais confortáveis do que os da Capital. Esperamos que haja videoconferência com o governo do Estado para que haja revisão desse ponto.

Quais números que os senhores mostraram ao Estado?

Temos 221 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e somente 37% deles ocupados (computando a região como um todo). É realidade totalmente distinta da Capital.

Como o senhor tem classificado o diálogo do Estado com o Grande ABC?

Falo com tristeza: esperava que, com o decorrer do tempo, a gente fosse errando menos, até com o exercício que essa pandemia nos impôs. Temos visto o contrário. Temos visto aumento de erros. Como pode uma Região Metropolitana como a nossa, com grande conurbação que existe, ser tratada com regras distintas? Isso não existe. A maior vacina do momento, já que a para acabar com a Covid não foi descoberta ainda, é a comunicação. Vejo que um dos maiores erros que correm são os anúncios a favor da Capital. Tomam atitudes sem antes conversar, interagir com a Região Metropolitana. A comunicação, no meu entender, é uma das maiores ferramentas que temos para poder fazer um bom planejamento e errar menos.

O senhor acha que a região está preparada para reabrir parte do comércio?

Eu, particularmente, como cidadão, fico triste de ver que não se fale em lockdown. Só se fala do movimento contrário. Em todos os países onde houve resultados positivos, êxitos, foi necessária adoção de atitudes corajosas como essas (de fechamento completo da atividade econômica). Nova Zelândia, Argentina, que é nossa vizinha, em Xangai, na China. Vejo que tinha de haver lockdown em toda a Região Metropolitana. Essa é a opinião de um cidadão, não como representante de uma região. Como representante da região, eu digo: já que abriram São Paulo, de nada adianta deixar o Grande ABC fechado. Todos estamos passando por uma pandemia na economia. E não há sentido em abrir a Capital e fechar o Grande ABC. Volto a dizer que temos números melhores do que a Capital utilizando como base o critério adotado pelo Estado dentro do Plano São Paulo.

O senhor disse que há um plano já pronto para apresentar ao Estado sobre a reabertura do Grande ABC. Também informou que técnicos que atuaram na retomada da economia do Rio Grande do Sul trabalham nesse planejamento da nossa região. De que forma esses colaboradores têm auxiliado?

Foi construída uma ferramenta que coloca os setores mais vulneráveis e os que têm mais probabilidade de retomar se não houver ampliação da pandemia. Mostramos esses estudos aos prefeitos, mostramos a ferramenta também para eles. Antes, os secretários de Finanças e os de Desenvolvimento Econômico conheceram a interface construída por esse pessoal (do Rio Grande do Sul). É tudo bem estudado.

A situação da ocupação de leitos apresenta cenário de divisão no Grande ABC. Santo André, São Bernardo e São Caetano dizem estar confortáveis nesse quesito. Em Diadema e Mauá, há relatos de dificuldade de acesso aos leitos. De que forma os senhores vão tratar esse quadro?

Já está acontecendo (uma união). Estamos sendo solidários. O Consórcio vem tendo esse papel de unir. Não só os prefeitos se uniram, há também bom diálogo entre os secretários de Saúde, uma compaixão muito grande, positiva. Esse dever de casa a gente vem fazendo. Quando há necessidade de abertura de UTI, um prefeito ou secretário fala com o outro. Essa comunicação vem ocorrendo e vem trazendo resultado. Consta no plano (entregue sábado ao Estado). Estamos levando em consideração os leitos com dados regionais, como a região tem poder de atender. Regionalmente, os municípios menos favorecidos são amparados. Por isso o nosso plano tem 221 leitos de UTI à disposição.

Como o Consórcio estuda uma retomada da economia do Grande ABC diante do rombo financeiro e do aumento da demanda por serviços públicos que virão pela frente?

É outro desafio muito grande. Um empresário pode fechar as portas diante de uma dificuldade muito grande e, sim, fecha a torneira das despesas. Tem esse privilégio dentro desse quadro negativo. Mas como podemos fechar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento)? Uma UBS (Unidade Básica de Saúde)? Já registramos quedas expressivas de ISS (Imposto Sobre Serviços), de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A economia estagnou. O grupo de secretários de Finanças, bem como os de Saúde, se reúne semanalmente. Na próxima semana (nesta semana) vamos nos reunir para discutir essa lei de auxílio a Estados e municípios. Vamos discutir a questão do contingenciamento financeiro, que não pode ser muito drástico, porque outros serviços essenciais precisam funcionar, como coleta de lixo, iluminação pública. Uma das principais medidas que tomamos foi a de poder adiar o pagamento de precatórios, jogar para frente. Em que pese haja um questionamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e que vamos contestar, é algo que ajuda a equilibrar as contas neste momento.

Já traçaram um impacto nos serviços públicos no quesito aumento de demanda? Mais desempregados significa maior número de usuários do sistema público de saúde, de educação. Para você ter uma ideia. O mínimo constitucional de investimentos na saúde é de 15% (da receita). Aqui, no Grande ABC, os prefeitos investem de 25% a 30%. Com a crise, o que afeta muito a demanda é o atendimento em saúde. E há toda essa preocupação da pandemia. Aumentará a demanda e, com isso, aumentará o investimento das prefeituras na área da saúde. Do outro lado, com estabelecimentos fechados, há redução do ICMS, de arrecadações municipais, do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), de ISS. As famílias, para trazer o mínimo de alimento à mesa, vão deixar de pagar o imposto. Precisam disso para prover o alimento. Por isso eu falo que se o governo federal não fizer algo em um curto prazo para nos auxiliar, os municípios entrarão em colapso. Aqui a crise está instalada porque as curvas já se cruzaram. Há uma curva descendente de arrecadação e uma ascendente de despesas. Quando voltar a rotina escolar, como vou fazer? Como pago merenda para as crianças? Uniforme? Como pago as professoras? É preciso olhar cuidadoso do governo federal com as prefeituras.

Como o senhor tem avaliado a postura do governo federal sobre o Grande ABC? E como vê a postura do presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia?

O sentimento é de tristeza. É uma postura inexplicável. Não vem tratando com seriedade que a situação pede. Mostra despreparo e falta de respeito. Se não houver intervenção por parte do governo federal, não sei o que será da gente daqui para frente. Não vejo saída sem essa ajuda. Apresentamos uma carta com medidas sugeridas ao governo federal. Sobre o presidente, é difícil ver essa postura de desvaneio que vem tendo. Não tendo ponderação e gestos equilibrados para poder controlar esse problema. Em um momento tão difícil... É um presidente desequilibrado. Atrapalha totalmente nosso trabalho.

O senhor acredita que a eleição será adiada?

Acredito que deve ser prorrogado o prazo. Outubro muito em cima da hora. Pelo que eu ouço teremos eleições em novembro.

  

E se houver prorrogação de mandato? O senhor não pode mais concorrer à Prefeitura, mas teria de continuar como prefeito...

Estou preparado sempre. Se acontecer, será obrigação nossa. É uma honra muito grande para mim ter a confiança da população de Rio Grande da Serra, essa população deu a chave da casa dela para mim. Estou preparadíssimo. Mas acredito que não ocorra. Temos de fazer com que a democracia prevaleça. E acho que vai prevalecer.

Qual legado o senhor acredita que essa pandemia deixará?

Legado principal é de mudança de hábitos. A gente viu que hoje mudaram os hábitos. As relações mudaram. A gente vê um lado positivo nisso. As empresas estão com estruturas menores, videoconferência trouxe resultado grande. Em nível pessoal é preciso trazer reflexão que temos de ser mais solidários, ter mais compaixão. Não somos nada nesta vida. A pandemia atinge rico, pobre, branco, preto, mulher, homem, velho e criança. Precisamos procurar mais ser do que ter na vida. Sem dúvida nenhuma o que essa pandemia deixou também grande desafio nos próximos anos, de absorver a perda econômica e a perda sentimental. Vejo que no mínimo dez anos teremos uma normalidade. 



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Gabriel Maranhão: 'O diálogo do governo de SP tem de melhorar’

Presidente do Consórcio Intermunicipal afirma que João Doria erra na condução do Estado sem consultar prefeitos

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

01/06/2020 | 00:01


Presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania) cobrou melhora na comunicação das decisões tomadas pelo governo do Estado sobre as ações durante a pandemia do novo coronavírus. Depois de a região se revoltar com o alijamento do plano de retomada gradual recomendado para a Capital, a entidade pressionou para a reclassificação da região, que deve ser feita nesta semana. Em entrevista ao Diário, Maranhão ressalta cenário das sete cidades no combate à Covid-19, diz haver sinergia de forças entre os prefeitos e pede maior ajuda do governo federal para sanear contas públicas.

Como o senhor recebeu o anúncio do governador João Doria (PSDB) de não incluir automaticamente o Grande ABC na Fase 2 do Plano São Paulo, para reabrir parte do comércio?

Houve uma frustração por parte do Grande ABC. A gente esteve no Palácio dos Bandeirantes para dialogar junto ao secretário Marco Vinholi (PSDB, de Desenvolvimento Regional). Falamos da necessidade das subáreas, das seis, contando com a Capital. Pedimos que fosse revisto (o anúncio original) porque nossos números são mais confortáveis do que os da Capital. Esperamos que haja videoconferência com o governo do Estado para que haja revisão desse ponto.

Quais números que os senhores mostraram ao Estado?

Temos 221 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e somente 37% deles ocupados (computando a região como um todo). É realidade totalmente distinta da Capital.

Como o senhor tem classificado o diálogo do Estado com o Grande ABC?

Falo com tristeza: esperava que, com o decorrer do tempo, a gente fosse errando menos, até com o exercício que essa pandemia nos impôs. Temos visto o contrário. Temos visto aumento de erros. Como pode uma Região Metropolitana como a nossa, com grande conurbação que existe, ser tratada com regras distintas? Isso não existe. A maior vacina do momento, já que a para acabar com a Covid não foi descoberta ainda, é a comunicação. Vejo que um dos maiores erros que correm são os anúncios a favor da Capital. Tomam atitudes sem antes conversar, interagir com a Região Metropolitana. A comunicação, no meu entender, é uma das maiores ferramentas que temos para poder fazer um bom planejamento e errar menos.

O senhor acha que a região está preparada para reabrir parte do comércio?

Eu, particularmente, como cidadão, fico triste de ver que não se fale em lockdown. Só se fala do movimento contrário. Em todos os países onde houve resultados positivos, êxitos, foi necessária adoção de atitudes corajosas como essas (de fechamento completo da atividade econômica). Nova Zelândia, Argentina, que é nossa vizinha, em Xangai, na China. Vejo que tinha de haver lockdown em toda a Região Metropolitana. Essa é a opinião de um cidadão, não como representante de uma região. Como representante da região, eu digo: já que abriram São Paulo, de nada adianta deixar o Grande ABC fechado. Todos estamos passando por uma pandemia na economia. E não há sentido em abrir a Capital e fechar o Grande ABC. Volto a dizer que temos números melhores do que a Capital utilizando como base o critério adotado pelo Estado dentro do Plano São Paulo.

O senhor disse que há um plano já pronto para apresentar ao Estado sobre a reabertura do Grande ABC. Também informou que técnicos que atuaram na retomada da economia do Rio Grande do Sul trabalham nesse planejamento da nossa região. De que forma esses colaboradores têm auxiliado?

Foi construída uma ferramenta que coloca os setores mais vulneráveis e os que têm mais probabilidade de retomar se não houver ampliação da pandemia. Mostramos esses estudos aos prefeitos, mostramos a ferramenta também para eles. Antes, os secretários de Finanças e os de Desenvolvimento Econômico conheceram a interface construída por esse pessoal (do Rio Grande do Sul). É tudo bem estudado.

A situação da ocupação de leitos apresenta cenário de divisão no Grande ABC. Santo André, São Bernardo e São Caetano dizem estar confortáveis nesse quesito. Em Diadema e Mauá, há relatos de dificuldade de acesso aos leitos. De que forma os senhores vão tratar esse quadro?

Já está acontecendo (uma união). Estamos sendo solidários. O Consórcio vem tendo esse papel de unir. Não só os prefeitos se uniram, há também bom diálogo entre os secretários de Saúde, uma compaixão muito grande, positiva. Esse dever de casa a gente vem fazendo. Quando há necessidade de abertura de UTI, um prefeito ou secretário fala com o outro. Essa comunicação vem ocorrendo e vem trazendo resultado. Consta no plano (entregue sábado ao Estado). Estamos levando em consideração os leitos com dados regionais, como a região tem poder de atender. Regionalmente, os municípios menos favorecidos são amparados. Por isso o nosso plano tem 221 leitos de UTI à disposição.

Como o Consórcio estuda uma retomada da economia do Grande ABC diante do rombo financeiro e do aumento da demanda por serviços públicos que virão pela frente?

É outro desafio muito grande. Um empresário pode fechar as portas diante de uma dificuldade muito grande e, sim, fecha a torneira das despesas. Tem esse privilégio dentro desse quadro negativo. Mas como podemos fechar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento)? Uma UBS (Unidade Básica de Saúde)? Já registramos quedas expressivas de ISS (Imposto Sobre Serviços), de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A economia estagnou. O grupo de secretários de Finanças, bem como os de Saúde, se reúne semanalmente. Na próxima semana (nesta semana) vamos nos reunir para discutir essa lei de auxílio a Estados e municípios. Vamos discutir a questão do contingenciamento financeiro, que não pode ser muito drástico, porque outros serviços essenciais precisam funcionar, como coleta de lixo, iluminação pública. Uma das principais medidas que tomamos foi a de poder adiar o pagamento de precatórios, jogar para frente. Em que pese haja um questionamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e que vamos contestar, é algo que ajuda a equilibrar as contas neste momento.

Já traçaram um impacto nos serviços públicos no quesito aumento de demanda? Mais desempregados significa maior número de usuários do sistema público de saúde, de educação. Para você ter uma ideia. O mínimo constitucional de investimentos na saúde é de 15% (da receita). Aqui, no Grande ABC, os prefeitos investem de 25% a 30%. Com a crise, o que afeta muito a demanda é o atendimento em saúde. E há toda essa preocupação da pandemia. Aumentará a demanda e, com isso, aumentará o investimento das prefeituras na área da saúde. Do outro lado, com estabelecimentos fechados, há redução do ICMS, de arrecadações municipais, do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), de ISS. As famílias, para trazer o mínimo de alimento à mesa, vão deixar de pagar o imposto. Precisam disso para prover o alimento. Por isso eu falo que se o governo federal não fizer algo em um curto prazo para nos auxiliar, os municípios entrarão em colapso. Aqui a crise está instalada porque as curvas já se cruzaram. Há uma curva descendente de arrecadação e uma ascendente de despesas. Quando voltar a rotina escolar, como vou fazer? Como pago merenda para as crianças? Uniforme? Como pago as professoras? É preciso olhar cuidadoso do governo federal com as prefeituras.

Como o senhor tem avaliado a postura do governo federal sobre o Grande ABC? E como vê a postura do presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia?

O sentimento é de tristeza. É uma postura inexplicável. Não vem tratando com seriedade que a situação pede. Mostra despreparo e falta de respeito. Se não houver intervenção por parte do governo federal, não sei o que será da gente daqui para frente. Não vejo saída sem essa ajuda. Apresentamos uma carta com medidas sugeridas ao governo federal. Sobre o presidente, é difícil ver essa postura de desvaneio que vem tendo. Não tendo ponderação e gestos equilibrados para poder controlar esse problema. Em um momento tão difícil... É um presidente desequilibrado. Atrapalha totalmente nosso trabalho.

O senhor acredita que a eleição será adiada?

Acredito que deve ser prorrogado o prazo. Outubro muito em cima da hora. Pelo que eu ouço teremos eleições em novembro.

  

E se houver prorrogação de mandato? O senhor não pode mais concorrer à Prefeitura, mas teria de continuar como prefeito...

Estou preparado sempre. Se acontecer, será obrigação nossa. É uma honra muito grande para mim ter a confiança da população de Rio Grande da Serra, essa população deu a chave da casa dela para mim. Estou preparadíssimo. Mas acredito que não ocorra. Temos de fazer com que a democracia prevaleça. E acho que vai prevalecer.

Qual legado o senhor acredita que essa pandemia deixará?

Legado principal é de mudança de hábitos. A gente viu que hoje mudaram os hábitos. As relações mudaram. A gente vê um lado positivo nisso. As empresas estão com estruturas menores, videoconferência trouxe resultado grande. Em nível pessoal é preciso trazer reflexão que temos de ser mais solidários, ter mais compaixão. Não somos nada nesta vida. A pandemia atinge rico, pobre, branco, preto, mulher, homem, velho e criança. Precisamos procurar mais ser do que ter na vida. Sem dúvida nenhuma o que essa pandemia deixou também grande desafio nos próximos anos, de absorver a perda econômica e a perda sentimental. Vejo que no mínimo dez anos teremos uma normalidade. 

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