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Unida, região é mais forte


Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:33


Foi necessário um insulto do governador João Doria (PSDB) ao Grande ABC para que os prefeitos das sete cidades finalmente se juntassem para defender os interesses da região. A desfaçatez do Estado em dar tratamento privilegiado à Capital na política de retomada econômica após a quarentena imposta pelo novo coronavírus, em detrimento dos sete municípios, inflamou o brio dos comandantes regionais, unindo-os pela primeira vez desde que tomaram posse, no já longínquo 1º de janeiro de 2017. A adoção de discurso uníssono pelos políticos locais certamente influenciou a decisão do tucano de rever ontem as diretrizes da reabertura do comércio anunciadas na quarta-feira.

Ao agirem em nome da regionalidade ferida, os sete prefeitos se fortaleceram a ponto de enquadrar o governador, obrigando-o a considerar os argumentos de que os municípios do Grande ABC têm, no mínimo, as mesmas condições da Capital de enfrentar a pandemia da Covid-19. Por que, então, dispensar tratamento diferente a realidades idênticas? Doria ficou sem resposta. Teria-se chegado ao mesmo resultado se cada um deles agisse sozinho? Dificilmente. Não é por outra razão que existem tantas forças externas agindo para desagregar os políticos locais. Divididos, muitas vezes consumindo boa parte da energia em luta fratricida, terminam por se fragilizar na defesa dos interesses regionais.

Juntos, todavia, os prefeitos da região apresentaram tantas evidências de que o governador se equivocara no anúncio que a ele não restou outra alternativa além da de vir a público anunciar mudanças no protocolo. A re-união dos políticos em torno de objetivo comum às sete cidades se dá a sete meses do encerramento dos atuais mandatos. O resultado excepcional obtido pelo grupo neste episódio específico permite imaginar quantas conquistas teriam sido possíveis ao Grande ABC nos últimos três anos se Paulo Serra, Orlando Morando, José Auricchio Júnior, Lauro Michels, Atila Jacomussi, Adler Kiko Teixeira e Gabriel Maranhão tivessem falado sempre a mesma língua. 



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Unida, região é mais forte

Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:33


Foi necessário um insulto do governador João Doria (PSDB) ao Grande ABC para que os prefeitos das sete cidades finalmente se juntassem para defender os interesses da região. A desfaçatez do Estado em dar tratamento privilegiado à Capital na política de retomada econômica após a quarentena imposta pelo novo coronavírus, em detrimento dos sete municípios, inflamou o brio dos comandantes regionais, unindo-os pela primeira vez desde que tomaram posse, no já longínquo 1º de janeiro de 2017. A adoção de discurso uníssono pelos políticos locais certamente influenciou a decisão do tucano de rever ontem as diretrizes da reabertura do comércio anunciadas na quarta-feira.

Ao agirem em nome da regionalidade ferida, os sete prefeitos se fortaleceram a ponto de enquadrar o governador, obrigando-o a considerar os argumentos de que os municípios do Grande ABC têm, no mínimo, as mesmas condições da Capital de enfrentar a pandemia da Covid-19. Por que, então, dispensar tratamento diferente a realidades idênticas? Doria ficou sem resposta. Teria-se chegado ao mesmo resultado se cada um deles agisse sozinho? Dificilmente. Não é por outra razão que existem tantas forças externas agindo para desagregar os políticos locais. Divididos, muitas vezes consumindo boa parte da energia em luta fratricida, terminam por se fragilizar na defesa dos interesses regionais.

Juntos, todavia, os prefeitos da região apresentaram tantas evidências de que o governador se equivocara no anúncio que a ele não restou outra alternativa além da de vir a público anunciar mudanças no protocolo. A re-união dos políticos em torno de objetivo comum às sete cidades se dá a sete meses do encerramento dos atuais mandatos. O resultado excepcional obtido pelo grupo neste episódio específico permite imaginar quantas conquistas teriam sido possíveis ao Grande ABC nos últimos três anos se Paulo Serra, Orlando Morando, José Auricchio Júnior, Lauro Michels, Atila Jacomussi, Adler Kiko Teixeira e Gabriel Maranhão tivessem falado sempre a mesma língua. 

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