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São Caetano lidera testagens no Grande ABC

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade já fez 21,6 mil exames; medida é essencial para romper cadeia de transmissão


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


ão Caetano é o município do Grande ABC que mais testa na região e tem uma taxa de exames de 13,5 mil aferimentos por cada grupo de 100 mil habitantes (veja dados na arte). O governo municipal anunciou recentemente diversas medidas para ampliar a testagem na cidade e fechar o cerco aos pacientes assintomáticos contaminados pelo novo coronavírus.

Divulgadas com exclusividade pelo Diário, as iniciativas incluem uso de câmeras com sensor de temperatura, testagem da população em cortiços (habitações coletivas) e criação de centro de acolhimento para a quarentena de infectados que não possam se isolar em suas residências, além de inquérito epidemiológico. Este último começa a ser realizado hoje e pretende mapear a pandemia na cidade em 45 dias. Especialistas têm defendido desde o início da pandemia a ampliação das testagens. O Brasil está entre os países que menos testam, considerando grupos de 1 milhão de habitantes, à frente na América Latina apenas de Argentina, Bolívia,  Paraguai, Guiana e Suriname, segundo dados da plataforma Worldometer. É o segundo país em número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos, com 465.166 pacientes infectados e 27.878 mortes, de acordo com boletim de ontem do Ministério da Saúde.

A biomédica Renata Vasconcelos explica que não existe um índice a se buscar de testagem, e que em um mundo ideal todas as pessoas seriam testadas, mas que não existe capacidade instalada para isso. “Quanto maior a capacidade de testagem, melhor o conhecimento sobre a realidade do local, aumenta também a vigilância dos infectados e as recomendações de isolamento podem ser mais direcionadas”, relatou. “Provavelmente, essas recomendações também serão melhor atendidas, porque é diferente a tendência do indivíduo em ficar em casa em isolamento porque está com dor de garganta com ou sem diagnóstico confirmado”, completou.

Diferentemente de outras doenças, onde o diagnóstico precoce tem fator decisivo no sucesso do tratamento, a Covid-19 ainda não tem um protocolo único de combate e, neste caso, não faz muita diferença em que fase da doença ela é diagnosticada. A principal motivação para o diagnóstico precoce é o isolamento dos infectados e conter a sua propagação. “Independentemente de diagnóstico ou tratamento, a gente continua cego sem saber o número real de pessoas que tiveram a doença, mas quebra a cadeia de transmissão.”

Chefe da infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e integrante titular da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Alexandre Naime afirmou que uma estratégia de testagem por amostra (como a que São Caetano inicia hoje, inquérito epidemiológico) que abranja as características demográficas da cidade colabora para identificar o alcance da pandemia no território. “Os testes precisam ser repetidos, não adianta fazer uma vez, para identificar em que velocidade o vírus avança”, completou. Naime reforçou que quanto menos mobilidade nas cidades, menor vai ser a transmissão, destacando a importância do isolamento físico.  



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São Caetano lidera testagens no Grande ABC

Cidade já fez 21,6 mil exames; medida é essencial para romper cadeia de transmissão

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


ão Caetano é o município do Grande ABC que mais testa na região e tem uma taxa de exames de 13,5 mil aferimentos por cada grupo de 100 mil habitantes (veja dados na arte). O governo municipal anunciou recentemente diversas medidas para ampliar a testagem na cidade e fechar o cerco aos pacientes assintomáticos contaminados pelo novo coronavírus.

Divulgadas com exclusividade pelo Diário, as iniciativas incluem uso de câmeras com sensor de temperatura, testagem da população em cortiços (habitações coletivas) e criação de centro de acolhimento para a quarentena de infectados que não possam se isolar em suas residências, além de inquérito epidemiológico. Este último começa a ser realizado hoje e pretende mapear a pandemia na cidade em 45 dias. Especialistas têm defendido desde o início da pandemia a ampliação das testagens. O Brasil está entre os países que menos testam, considerando grupos de 1 milhão de habitantes, à frente na América Latina apenas de Argentina, Bolívia,  Paraguai, Guiana e Suriname, segundo dados da plataforma Worldometer. É o segundo país em número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos, com 465.166 pacientes infectados e 27.878 mortes, de acordo com boletim de ontem do Ministério da Saúde.

A biomédica Renata Vasconcelos explica que não existe um índice a se buscar de testagem, e que em um mundo ideal todas as pessoas seriam testadas, mas que não existe capacidade instalada para isso. “Quanto maior a capacidade de testagem, melhor o conhecimento sobre a realidade do local, aumenta também a vigilância dos infectados e as recomendações de isolamento podem ser mais direcionadas”, relatou. “Provavelmente, essas recomendações também serão melhor atendidas, porque é diferente a tendência do indivíduo em ficar em casa em isolamento porque está com dor de garganta com ou sem diagnóstico confirmado”, completou.

Diferentemente de outras doenças, onde o diagnóstico precoce tem fator decisivo no sucesso do tratamento, a Covid-19 ainda não tem um protocolo único de combate e, neste caso, não faz muita diferença em que fase da doença ela é diagnosticada. A principal motivação para o diagnóstico precoce é o isolamento dos infectados e conter a sua propagação. “Independentemente de diagnóstico ou tratamento, a gente continua cego sem saber o número real de pessoas que tiveram a doença, mas quebra a cadeia de transmissão.”

Chefe da infectologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e integrante titular da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Alexandre Naime afirmou que uma estratégia de testagem por amostra (como a que São Caetano inicia hoje, inquérito epidemiológico) que abranja as características demográficas da cidade colabora para identificar o alcance da pandemia no território. “Os testes precisam ser repetidos, não adianta fazer uma vez, para identificar em que velocidade o vírus avança”, completou. Naime reforçou que quanto menos mobilidade nas cidades, menor vai ser a transmissão, destacando a importância do isolamento físico.  

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