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Casas de repouso são alvo de testagem da Covid-19

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ação de parceria entre Rotary e outras instituições visa examinar público altamente vulnerável ao vírus: idosos e funcionários


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


Fatia da população que parecia esquecida no Brasil, mas que já tinha sido muito castigado na Europa, a dos moradores e funcionários de ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) recebeu atenção especial, ontem. Por meio de parceria do Rotary Club com Banco Itaú, Laboratório Fleury e Hospital Albert Einsetin. A instituição financeira investiu R$ 1 bilhão em ação para testagem de idosos residentes em casas de repouso, enquanto a associação social ficou responsável por pulverizar e fazer a captação destes residenciais a serem contemplados por todo o País, sendo 45 no Grande ABC. O Distrito 4420 dos rotarianos, governado por Adriano Valente e que contempla os municípios do Grande ABC, indicou instituições públicas e particulares para minimizar os efeitos da Covid-19.

“Por que (o Rotary) escolheu os asilos? Porque é o público mais vulnerável devido ao coronavírus. E basta um ser contaminado que pode disseminar a todos os demais. Projeto envolve também os funcionários”, explicou o presidente do Rotary Santo André Norte, Fernando Martini. “Sendo constatado (como positivo à doença), vamos avisar as clínicas e comunicar às prefeituras, para que providenciem leito.”, complementou. “O governador do distrito, Adriano Valente, é médico e foi um dos maiores entusiastas desse importante projeto”, ressaltou.

Ontem, em Santo André, duas casas de repouso receberam testagem. No total, 34 pacientes e 29 funcionários dos residenciais Lina e Rosa foram submetidos ao teste swab (com coleta de amostra no nariz e orofaringe). “Não tinham olhado para este público com tanto foco. Se falou muito em idoso domiciliar, relação idoso-família, mas não se tinha comentado sobre idosos institucionalizados. É uma população que está em aglomeração, suscetível, completamente frágil e destinaram os olhares para este público. Ficamos muito felizes, porque até então não tiveram ações federais, estaduais e municipais tão direcionadas às instituições de longa permanência”, celebrou a enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, responsável pelas casas, Marcella dos Santos, que exaltou a testagem nos funcionários. “Nós somos os vetores da transmissão e podemos trazer para eles.”

Os testes terão sequência hoje, e a Clínica Riviera, também em Santo André, será uma das contempladas. “A iniciativa é de extrema pertinência. Estão dando assistência ao grupo mais vulnerável, que são idosos e os profissionais que os atendem”, afirmou a proprietária da Riviera, Sylvia Wenzel, que agradeceu ao governador do Rotary pela atenção, reconhecimento e proatividade. Serão testadas 64 pessoas, entre pacientes e funcionários.
Na terça-feira, cinco casas de São Bernardo receberão a ação: Dona Adelaide, São Vicente de Paula, Rudge Ramos, Jardim de Helena e Jardim dos Velhinhos do ABC. “Será como um ‘Dia D’. Nossa intenção é testar 500 pessoas”, projetou Fernando Martini, do Rotary, que agradeceu a parceria com a Prefeitura de São Bernardo, que vai ceder enfermeiros para a ação.

De acordo com diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Hans Kluge, 50% das mortes pelo novo coronavírus em alguns países da Europa – como França e Irlanda – aconteceram justamente em casas de repouso. No Reino Unido, dos 40 mil óbitos, aproximadamente 10 mil foram em residenciais deste tipo. Já nos Estados Unidos, segundo o New York Times, pelo menos 28,1 mil residentes e trabalhadores perderam a vida, enquanto 153 mil foram infectados. Tais cenários preocuparam os residenciais, que buscaram se preparar desde os primeiros sinais da pandemia no Brasil. Ainda assim, até a semana passada, 29 idosos residentes de asilos já haviam morrido no Interior de São Paulo.

“Lá fora (Exterior) esta situação já era realidade e aqui a gente pensou: ‘Daqui a pouco a onda vai estar aqui e vai ser um tsunami’. Então nos preparamos, fizemos as medidas preventivas”, conta Marcella, que desde o dia 16 de março não permite entrada de visitantes ou pessoas de fora nas casas.

Uma das moradoras do residencial Lina que passaram pelo teste, Carmen Navarro Galhardo, 86 anos, fez o exame ontem e não escondeu o temor. “Tenho medo (de pegar). Se ficar doente, tenho de ir para o hospital. Não quero, não. Que Deus me ajude”, disse ela, que aguardará até a semana que vem pelo resultado. Natural de Pindorama, ela acompanha as notícias da pandemia pela televisão e avisa. “Não saí daqui todo esse tempo, mas os funcionários podem trazer. Então é importante esse cuidado”, destacou ela. 



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Casas de repouso são alvo de testagem da Covid-19

Ação de parceria entre Rotary e outras instituições visa examinar público altamente vulnerável ao vírus: idosos e funcionários

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


Fatia da população que parecia esquecida no Brasil, mas que já tinha sido muito castigado na Europa, a dos moradores e funcionários de ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos) recebeu atenção especial, ontem. Por meio de parceria do Rotary Club com Banco Itaú, Laboratório Fleury e Hospital Albert Einsetin. A instituição financeira investiu R$ 1 bilhão em ação para testagem de idosos residentes em casas de repouso, enquanto a associação social ficou responsável por pulverizar e fazer a captação destes residenciais a serem contemplados por todo o País, sendo 45 no Grande ABC. O Distrito 4420 dos rotarianos, governado por Adriano Valente e que contempla os municípios do Grande ABC, indicou instituições públicas e particulares para minimizar os efeitos da Covid-19.

“Por que (o Rotary) escolheu os asilos? Porque é o público mais vulnerável devido ao coronavírus. E basta um ser contaminado que pode disseminar a todos os demais. Projeto envolve também os funcionários”, explicou o presidente do Rotary Santo André Norte, Fernando Martini. “Sendo constatado (como positivo à doença), vamos avisar as clínicas e comunicar às prefeituras, para que providenciem leito.”, complementou. “O governador do distrito, Adriano Valente, é médico e foi um dos maiores entusiastas desse importante projeto”, ressaltou.

Ontem, em Santo André, duas casas de repouso receberam testagem. No total, 34 pacientes e 29 funcionários dos residenciais Lina e Rosa foram submetidos ao teste swab (com coleta de amostra no nariz e orofaringe). “Não tinham olhado para este público com tanto foco. Se falou muito em idoso domiciliar, relação idoso-família, mas não se tinha comentado sobre idosos institucionalizados. É uma população que está em aglomeração, suscetível, completamente frágil e destinaram os olhares para este público. Ficamos muito felizes, porque até então não tiveram ações federais, estaduais e municipais tão direcionadas às instituições de longa permanência”, celebrou a enfermeira chefe do Grupo DG Sênior, responsável pelas casas, Marcella dos Santos, que exaltou a testagem nos funcionários. “Nós somos os vetores da transmissão e podemos trazer para eles.”

Os testes terão sequência hoje, e a Clínica Riviera, também em Santo André, será uma das contempladas. “A iniciativa é de extrema pertinência. Estão dando assistência ao grupo mais vulnerável, que são idosos e os profissionais que os atendem”, afirmou a proprietária da Riviera, Sylvia Wenzel, que agradeceu ao governador do Rotary pela atenção, reconhecimento e proatividade. Serão testadas 64 pessoas, entre pacientes e funcionários.
Na terça-feira, cinco casas de São Bernardo receberão a ação: Dona Adelaide, São Vicente de Paula, Rudge Ramos, Jardim de Helena e Jardim dos Velhinhos do ABC. “Será como um ‘Dia D’. Nossa intenção é testar 500 pessoas”, projetou Fernando Martini, do Rotary, que agradeceu a parceria com a Prefeitura de São Bernardo, que vai ceder enfermeiros para a ação.

De acordo com diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Hans Kluge, 50% das mortes pelo novo coronavírus em alguns países da Europa – como França e Irlanda – aconteceram justamente em casas de repouso. No Reino Unido, dos 40 mil óbitos, aproximadamente 10 mil foram em residenciais deste tipo. Já nos Estados Unidos, segundo o New York Times, pelo menos 28,1 mil residentes e trabalhadores perderam a vida, enquanto 153 mil foram infectados. Tais cenários preocuparam os residenciais, que buscaram se preparar desde os primeiros sinais da pandemia no Brasil. Ainda assim, até a semana passada, 29 idosos residentes de asilos já haviam morrido no Interior de São Paulo.

“Lá fora (Exterior) esta situação já era realidade e aqui a gente pensou: ‘Daqui a pouco a onda vai estar aqui e vai ser um tsunami’. Então nos preparamos, fizemos as medidas preventivas”, conta Marcella, que desde o dia 16 de março não permite entrada de visitantes ou pessoas de fora nas casas.

Uma das moradoras do residencial Lina que passaram pelo teste, Carmen Navarro Galhardo, 86 anos, fez o exame ontem e não escondeu o temor. “Tenho medo (de pegar). Se ficar doente, tenho de ir para o hospital. Não quero, não. Que Deus me ajude”, disse ela, que aguardará até a semana que vem pelo resultado. Natural de Pindorama, ela acompanha as notícias da pandemia pela televisão e avisa. “Não saí daqui todo esse tempo, mas os funcionários podem trazer. Então é importante esse cuidado”, destacou ela. 

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