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Estado divide Grande SP e abre caminho para flexibilizar região

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governo evita liberar Grande ABC da quarentena como na Capital, mas sinaliza mudança no futuro


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


O governo do Estado dividiu em cinco áreas a Região Metropolitana (sem contar a Capital) e abriu caminho para a flexibilização da quarentena no Grande ABC. A decisão atendeu parte do pleito do Consórcio Intermunicipal, que era para estabelecer tratamento diferenciado da região na comparação com as demais cidades da Grande São Paulo e a inclusão automática dos sete municípios em fase que permite a abertura de shoppings e escritórios, assim como está a Capital. A discussão desse segundo pedido foi transferida para semana que vem e, assim, somente São Paulo poderá retomar parte da atividade econômica na segunda-feira.

Segundo o governador João Doria (PSDB), a partir da semana que vem haverá avaliação pormenorizada das cinco sub-regiões da Grande São Paulo. Até lá, conforme o Palácio dos Bandeirantes, a região segue na zona máxima de restrição de funcionamento da atividade comercial para impedir a disseminação do novo coronavírus pelo Estado. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC lamentou o fato de apenas parte da sugestão ter sido acatada.

O Grande ABC está integralmente localizado na área Sudeste da Região Metropolitana. Existirão os setores Norte (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã), Leste (Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano), Sudoeste (Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista) e Oeste (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba). Por ora, todas essas áreas estão na Fase 1, vermelha, de impedimento total de abertura de comércio não essencial.

“Por abrigar mais de 22 milhões de habitantes, contar com uma organização de saúde com distribuição de leitos e internação hospitalar própria; devido ao tamanho e complexidade, além da capacidade e disposição dos prefeitos, cada uma destas cinco regiões será avaliada individualmente”, discorreu Doria.

Secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB) disse que o Plano São Paulo, de resgate da atividade econômica, não é estático e que, a despeito de adotar a subclassificação da Região Metropolitana, haverá, por parte do Estado, pedido para que as cidades da Grande São Paulo atendam aos critérios para reabrir a economia – o governo leva em consideração o número de leitos vagos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a taxa de transmissão da Covid-19 e o índice de isolamento físico.

“Dialogamos com cada um dos prefeitos, explicando a necessidade do aumento da capacidade hospitalar dessas regiões. É esse o índice que a Região Metropolitana deve melhorar para avançar para a próxima fase. Fica muito claro que o trabalho em conjunto de aumento de leitos é fundamental para que a gente possa, com segurança, fazer essa retomada consciente”, discorreu o secretário.

A titular de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patricia Ellen, informou que comitê que discute a situação de cada sub-região se reunirá semanalmente, às quartas-feitas, e deve ser nesse dia que a decisão sobre incluir o Grande ABC na Fase 2 será tomada.

PLANO SÃO PAULO
São cinco as faixas adotadas pelo Estado dentro do Plano São Paulo. Na Fase 1, nenhum estabelecimento não essencial pode funcionar. Na 2, imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings podem ficar abertos, com restrição. Na 3, há inclusão de bares e salões de beleza. Na 4, concessionárias e escritórios podem funcionar sem nenhuma limitação. Na 5, tudo estará liberado, inclusive cinemas, teatros, escolas e eventos esportivos.

Consórcio protocola estudo que mostra situação melhor

Após o governo do Estado anunciar a subdivisão da Região Metropolitana sem flexibilizar a quarentena na Grande São Paulo, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC vai protocolar junto à gestão paulista estudo que, na visão da entidade, comprova que a região poderia estar inserida na Fase 2 do Plano São Paulo, o que possibilitaria a abertura de alguns setores comerciais, como shoppings e escritórios.

Assembleia de prefeitos foi realizada na tarde de ontem, horas depois de o governador João Doria (PSDB) dizer que haverá tratamento apartado do Grande ABC, acolhendo um dos pedidos feitos pelo colegiado. O fato de não haver classificação automática para a Fase 2, mantendo as sete cidades com zona máxima de restrição de funcionamento do comércio, contrariou os chefes de Executivo locais.

Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), o Grande ABC dispõe de critérios melhores que os da Capital, como número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desocupados, menor índice de mortalidade e volume estocado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). “Temos um plano elaborado, discutido desde março, quando teve início a pandemia. Inclusive com suporte de quem desenhou o plano de retomada econômica no Rio Grande do Sul. O Grande ABC deveria ser classificado na Faixa 2”, considerou.

Maranhão também disse que espera, no mais tardar quarta-feira, por resposta do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi (PSDB), sobre o plano apresentado. Ele criticou duramente a separação da Capital da Região Metropolitana no debate. “Infelizmente é uma atitude que tenta levar o Grande ABC para a UTI. Nem na Europa, que é um conglomerado de países, vimos uma discussão tão separada, tamanha falta de sinergia.”

Conforme o secretário executivo do Consórcio, Edgard Brandão, a entidade vem construindo, via GTs (Grupos de Trabalho), protocolos para que as cidades utilizem caso seja liberada a retomada parcial da economia. “Nossos GTs têm se reunido sistematicamente, os grupos de educação, saúde, finanças, economia. Estamos preparados para isso (retomada). Estamos conversando desde março e o fato de a Capital ter sido liberada (a reabrir) nos deu certa referência.”



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Estado divide Grande SP e abre caminho para flexibilizar região

Governo evita liberar Grande ABC da quarentena como na Capital, mas sinaliza mudança no futuro

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

30/05/2020 | 00:01


O governo do Estado dividiu em cinco áreas a Região Metropolitana (sem contar a Capital) e abriu caminho para a flexibilização da quarentena no Grande ABC. A decisão atendeu parte do pleito do Consórcio Intermunicipal, que era para estabelecer tratamento diferenciado da região na comparação com as demais cidades da Grande São Paulo e a inclusão automática dos sete municípios em fase que permite a abertura de shoppings e escritórios, assim como está a Capital. A discussão desse segundo pedido foi transferida para semana que vem e, assim, somente São Paulo poderá retomar parte da atividade econômica na segunda-feira.

Segundo o governador João Doria (PSDB), a partir da semana que vem haverá avaliação pormenorizada das cinco sub-regiões da Grande São Paulo. Até lá, conforme o Palácio dos Bandeirantes, a região segue na zona máxima de restrição de funcionamento da atividade comercial para impedir a disseminação do novo coronavírus pelo Estado. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC lamentou o fato de apenas parte da sugestão ter sido acatada.

O Grande ABC está integralmente localizado na área Sudeste da Região Metropolitana. Existirão os setores Norte (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã), Leste (Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano), Sudoeste (Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista) e Oeste (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba). Por ora, todas essas áreas estão na Fase 1, vermelha, de impedimento total de abertura de comércio não essencial.

“Por abrigar mais de 22 milhões de habitantes, contar com uma organização de saúde com distribuição de leitos e internação hospitalar própria; devido ao tamanho e complexidade, além da capacidade e disposição dos prefeitos, cada uma destas cinco regiões será avaliada individualmente”, discorreu Doria.

Secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB) disse que o Plano São Paulo, de resgate da atividade econômica, não é estático e que, a despeito de adotar a subclassificação da Região Metropolitana, haverá, por parte do Estado, pedido para que as cidades da Grande São Paulo atendam aos critérios para reabrir a economia – o governo leva em consideração o número de leitos vagos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a taxa de transmissão da Covid-19 e o índice de isolamento físico.

“Dialogamos com cada um dos prefeitos, explicando a necessidade do aumento da capacidade hospitalar dessas regiões. É esse o índice que a Região Metropolitana deve melhorar para avançar para a próxima fase. Fica muito claro que o trabalho em conjunto de aumento de leitos é fundamental para que a gente possa, com segurança, fazer essa retomada consciente”, discorreu o secretário.

A titular de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patricia Ellen, informou que comitê que discute a situação de cada sub-região se reunirá semanalmente, às quartas-feitas, e deve ser nesse dia que a decisão sobre incluir o Grande ABC na Fase 2 será tomada.

PLANO SÃO PAULO
São cinco as faixas adotadas pelo Estado dentro do Plano São Paulo. Na Fase 1, nenhum estabelecimento não essencial pode funcionar. Na 2, imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings podem ficar abertos, com restrição. Na 3, há inclusão de bares e salões de beleza. Na 4, concessionárias e escritórios podem funcionar sem nenhuma limitação. Na 5, tudo estará liberado, inclusive cinemas, teatros, escolas e eventos esportivos.

Consórcio protocola estudo que mostra situação melhor

Após o governo do Estado anunciar a subdivisão da Região Metropolitana sem flexibilizar a quarentena na Grande São Paulo, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC vai protocolar junto à gestão paulista estudo que, na visão da entidade, comprova que a região poderia estar inserida na Fase 2 do Plano São Paulo, o que possibilitaria a abertura de alguns setores comerciais, como shoppings e escritórios.

Assembleia de prefeitos foi realizada na tarde de ontem, horas depois de o governador João Doria (PSDB) dizer que haverá tratamento apartado do Grande ABC, acolhendo um dos pedidos feitos pelo colegiado. O fato de não haver classificação automática para a Fase 2, mantendo as sete cidades com zona máxima de restrição de funcionamento do comércio, contrariou os chefes de Executivo locais.

Segundo o presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), o Grande ABC dispõe de critérios melhores que os da Capital, como número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desocupados, menor índice de mortalidade e volume estocado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). “Temos um plano elaborado, discutido desde março, quando teve início a pandemia. Inclusive com suporte de quem desenhou o plano de retomada econômica no Rio Grande do Sul. O Grande ABC deveria ser classificado na Faixa 2”, considerou.

Maranhão também disse que espera, no mais tardar quarta-feira, por resposta do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marco Vinholi (PSDB), sobre o plano apresentado. Ele criticou duramente a separação da Capital da Região Metropolitana no debate. “Infelizmente é uma atitude que tenta levar o Grande ABC para a UTI. Nem na Europa, que é um conglomerado de países, vimos uma discussão tão separada, tamanha falta de sinergia.”

Conforme o secretário executivo do Consórcio, Edgard Brandão, a entidade vem construindo, via GTs (Grupos de Trabalho), protocolos para que as cidades utilizem caso seja liberada a retomada parcial da economia. “Nossos GTs têm se reunido sistematicamente, os grupos de educação, saúde, finanças, economia. Estamos preparados para isso (retomada). Estamos conversando desde março e o fato de a Capital ter sido liberada (a reabrir) nos deu certa referência.”

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