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Doria mantém quarentena absoluta na região e flexibiliza a rigidez na Capital

Governo de São Paulo/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governador permite que cidade de S.Paulo reabra parte do comércio e não dá mesmo direito à região


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 23:40


O governador João Doria (PSDB) anunciou ontem, em coletiva de imprensa, as cinco etapas previstas para a retomada das atividades econômicas do Estado. Ao contrário do esperado, não houve nenhum tipo de flexibilização das regras de quarentena para as cidades do Grande ABC, benefício concedido apenas à Capital e outras regiões no Interior, o que gerou indignação coletiva nos prefeitos do Grande ABC (leia mais abaixo).

O governo do Estado alegou que não há oferta suficiente de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) que justifique situar a região na Fase 2 do Plano São Paulo, em uma escala de um a cinco, onde cinco é a retomada total das atividades e um é a situação atual da quarentena, que, agora, deve permanecer pelo menos até o dia 15 de junho. 

Segundo o governo do Estado, a cor de cada uma das regiões foi estabelecida segundo critérios como capacidade do sistema de saúde, taxa de ocupação de leitos, evolução da pandemia, número de casos, de internações e de óbitos. A flexibilização na Capital e nas regiões que estão nas fases 2 e 3 será posta em prática a partir de segunda-feira. “Manteremos a quarentena por mais duas semanas, mas com a retomada consciente de algumas atividades econômicas”, informou Doria.

Com a liberação, podem funcionar com restrições, a partir de segunda-feira na Capital, comércios e até os shoppings. Os estabelecimentos do Grande ABC, porém, terão de continuar com portas fechadas.

“Nós percorremos um longo caminho nesses dois meses, viemos de um isolamento homogêneo que possibilitou, não só aqui em São Paulo, mas no Interior e Litoral, frear o avanço do vírus. A premissa fundamental de nossa ação é a autonomia e o compartilhamento de decisões com os gestores municipais neste processo, o empoderamento de prefeitos e suas equipes, secretários de Saúde, vigilância sanitária etc, que poderão agora flexibilizar setores de atividade com segurança (os inclusos na Fase 2)”, complementou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Munir Akar Ayub avaliou como surpreendente o programa anunciado pelo governo do Estado. O infectologista afirmou que os dados da doença no Estado não apresentam queda e sim alguma estabilização, mas que o último feriado prolongado pode ter represado novas notificações de casos e mortes. “Há uma estabilização (nos números), tem leitos, mas não sabemos se foi adequado”, completou. “Em um prazo de dez a 15 dias é que vamos poder avaliar se isso foi feito no momento adequado”, concluiu.

Região foi inserida na Grande S.Paulo dentro da análise, diz Marco Vinholi

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB), apontou que o Grande ABC foi incluído e a Capital, retirada da Região Metropolitana no debate sobre flexibilizar ou não a quarentena para conter a pandemia de coronavírus no Estado. Contudo, o tucano disse estar “aberto ao diálogo” e considerou que haverá mapeamento semanal das condições das cidades para possível mudança do quadro atual.

Ao Diário, Vinholi pontuou que o índice de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e os dados de isolamento físico na Grande São Paulo – que contabiliza 39 municípios, incluindo a Capital – não são satisfatórios, diferentemente do prisma apresentado atualmente por São Paulo.

“A Capital tem taxa de ocupação de leitos bem inferior ao restante da Região Metropolitana. Agora, é uma primeira análise que fizemos do Plano São Paulo, que não é um plano estático. Haverá avaliação semanal. Conforme forem apresentando mais leitos ou menor taxa de ocupação, existe a possibilidade de migrar de faixa”, discorreu Vinholi. “Avaliamos a Região Metropolitana como um todo”, emendou.



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Doria mantém quarentena absoluta na região e flexibiliza a rigidez na Capital

Governador permite que cidade de S.Paulo reabra parte do comércio e não dá mesmo direito à região

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 23:40


O governador João Doria (PSDB) anunciou ontem, em coletiva de imprensa, as cinco etapas previstas para a retomada das atividades econômicas do Estado. Ao contrário do esperado, não houve nenhum tipo de flexibilização das regras de quarentena para as cidades do Grande ABC, benefício concedido apenas à Capital e outras regiões no Interior, o que gerou indignação coletiva nos prefeitos do Grande ABC (leia mais abaixo).

O governo do Estado alegou que não há oferta suficiente de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) que justifique situar a região na Fase 2 do Plano São Paulo, em uma escala de um a cinco, onde cinco é a retomada total das atividades e um é a situação atual da quarentena, que, agora, deve permanecer pelo menos até o dia 15 de junho. 

Segundo o governo do Estado, a cor de cada uma das regiões foi estabelecida segundo critérios como capacidade do sistema de saúde, taxa de ocupação de leitos, evolução da pandemia, número de casos, de internações e de óbitos. A flexibilização na Capital e nas regiões que estão nas fases 2 e 3 será posta em prática a partir de segunda-feira. “Manteremos a quarentena por mais duas semanas, mas com a retomada consciente de algumas atividades econômicas”, informou Doria.

Com a liberação, podem funcionar com restrições, a partir de segunda-feira na Capital, comércios e até os shoppings. Os estabelecimentos do Grande ABC, porém, terão de continuar com portas fechadas.

“Nós percorremos um longo caminho nesses dois meses, viemos de um isolamento homogêneo que possibilitou, não só aqui em São Paulo, mas no Interior e Litoral, frear o avanço do vírus. A premissa fundamental de nossa ação é a autonomia e o compartilhamento de decisões com os gestores municipais neste processo, o empoderamento de prefeitos e suas equipes, secretários de Saúde, vigilância sanitária etc, que poderão agora flexibilizar setores de atividade com segurança (os inclusos na Fase 2)”, complementou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Munir Akar Ayub avaliou como surpreendente o programa anunciado pelo governo do Estado. O infectologista afirmou que os dados da doença no Estado não apresentam queda e sim alguma estabilização, mas que o último feriado prolongado pode ter represado novas notificações de casos e mortes. “Há uma estabilização (nos números), tem leitos, mas não sabemos se foi adequado”, completou. “Em um prazo de dez a 15 dias é que vamos poder avaliar se isso foi feito no momento adequado”, concluiu.

Região foi inserida na Grande S.Paulo dentro da análise, diz Marco Vinholi

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi (PSDB), apontou que o Grande ABC foi incluído e a Capital, retirada da Região Metropolitana no debate sobre flexibilizar ou não a quarentena para conter a pandemia de coronavírus no Estado. Contudo, o tucano disse estar “aberto ao diálogo” e considerou que haverá mapeamento semanal das condições das cidades para possível mudança do quadro atual.

Ao Diário, Vinholi pontuou que o índice de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e os dados de isolamento físico na Grande São Paulo – que contabiliza 39 municípios, incluindo a Capital – não são satisfatórios, diferentemente do prisma apresentado atualmente por São Paulo.

“A Capital tem taxa de ocupação de leitos bem inferior ao restante da Região Metropolitana. Agora, é uma primeira análise que fizemos do Plano São Paulo, que não é um plano estático. Haverá avaliação semanal. Conforme forem apresentando mais leitos ou menor taxa de ocupação, existe a possibilidade de migrar de faixa”, discorreu Vinholi. “Avaliamos a Região Metropolitana como um todo”, emendou.

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