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Pandemia provocou 576 demissões por dia em abril

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Grande ABC, 17.295 postos de trabalho foram fechados no último mês; ano acumula 20.071 formais a menos


Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 23:01


Com o avanço do pandemia do novo coronavírus, o Grande ABC fechou o equivalente a 576 postos de trabalho por dia, totalizando 17.295 perdas em abril. Trata-se do pior resultado da série histórica, iniciada em 1992. No acumulado do ano, o saldo (diferença entre demissões e contratações) está negativo em 20.071 empregados. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e compilados pelo Diário.

Em números absolutos, a cidade com o pior resultado no mês foi São Bernardo, com 5.268 demitidos, seguida por Santo André (-3.968), São Caetano (-2.905), Diadema (-2.242), Mauá (-1.867), Ribeirão Pires (-462) e Rio Grande da Serra (-17). Segundo a plataforma, no início de 2020 a região contava com estoque de 709.579 celetistas, assim, os sete municípios perderam cerca de 2,5% da força de trabalho. Na avaliação dos especialistas, a Covid-19 é o principal fator que ocasionou o cenário negativo e, inclusive, pode continuar afetando o resultado dos próximos meses.

“Sem dúvida é impacto da pandemia e estes números ainda podem piorar em maio, mais acentuadamente, e em junho, com menor intensidade”, avaliou Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia. “Tudo vai depender de como a estrutura para retomada será montada pelo governo e, mesmo assim, não voltará ao patamar pré-pandemia tão cedo, até porque 2020 não ia muito bem, com um pequeno crescimento (estimado) de 1,8%”, completou.

Em sinergia, Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, assinalou que o saldo deste mês deve ser “ainda maior” do que o observado em abril. Entretanto, em junho, a expectativa é que a flexibilização da quarentena em alguns municípios ajude a reduzir a extinção de empregos. “A quarentena afetou principalmente os setores de comércio e de serviços, sendo que (o ramo de serviços), no País, representa dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) e mesmo que os essenciais tenham sido mantidos, não foi suficiente para manter postos de trabalho.”

NO PAÍS
Em todo Brasil, as demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo de 260.902, seguido por Minas Gerais, com 88.298 demissões; Rio de Janeiro (-83.626); e Rio Grande do Sul (-74.686).

De acordo com os especialistas, as medidas aprovadas pelo governo federal ajudaram a conter o desemprego. Exemplo é a MP (Medida Provisória) 936, que permite a suspensão de contratos de trabalho, além de redução de jornada e, consequentemente, de salários com subsídio para a complementação dos vencimentos de funcionários afetados. “Ouvimos empresários dizendo que ajudou bastante e, segundo o governo, 8,2 milhões de empregos foram assegurados com a medida. Provavelmente, o impacto seria muito pior”, afirmou Agostini.

NOVO CAGED
O Caged foi publicado pela primeira vez desde janeiro, quando os dados consolidados de 2019 foram divulgados. Chamado de Novo Caged, passou a considerar a base de dados do eSocial (Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas). Com a mudança, não há mais dados municipais divididos por setores da economia.
(com ABr) 



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Pandemia provocou 576 demissões por dia em abril

No Grande ABC, 17.295 postos de trabalho foram fechados no último mês; ano acumula 20.071 formais a menos

Flavia Kurotori
Diário do Grande ABC

27/05/2020 | 23:01


Com o avanço do pandemia do novo coronavírus, o Grande ABC fechou o equivalente a 576 postos de trabalho por dia, totalizando 17.295 perdas em abril. Trata-se do pior resultado da série histórica, iniciada em 1992. No acumulado do ano, o saldo (diferença entre demissões e contratações) está negativo em 20.071 empregados. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e compilados pelo Diário.

Em números absolutos, a cidade com o pior resultado no mês foi São Bernardo, com 5.268 demitidos, seguida por Santo André (-3.968), São Caetano (-2.905), Diadema (-2.242), Mauá (-1.867), Ribeirão Pires (-462) e Rio Grande da Serra (-17). Segundo a plataforma, no início de 2020 a região contava com estoque de 709.579 celetistas, assim, os sete municípios perderam cerca de 2,5% da força de trabalho. Na avaliação dos especialistas, a Covid-19 é o principal fator que ocasionou o cenário negativo e, inclusive, pode continuar afetando o resultado dos próximos meses.

“Sem dúvida é impacto da pandemia e estes números ainda podem piorar em maio, mais acentuadamente, e em junho, com menor intensidade”, avaliou Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia. “Tudo vai depender de como a estrutura para retomada será montada pelo governo e, mesmo assim, não voltará ao patamar pré-pandemia tão cedo, até porque 2020 não ia muito bem, com um pequeno crescimento (estimado) de 1,8%”, completou.

Em sinergia, Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, assinalou que o saldo deste mês deve ser “ainda maior” do que o observado em abril. Entretanto, em junho, a expectativa é que a flexibilização da quarentena em alguns municípios ajude a reduzir a extinção de empregos. “A quarentena afetou principalmente os setores de comércio e de serviços, sendo que (o ramo de serviços), no País, representa dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) e mesmo que os essenciais tenham sido mantidos, não foi suficiente para manter postos de trabalho.”

NO PAÍS
Em todo Brasil, as demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo de 260.902, seguido por Minas Gerais, com 88.298 demissões; Rio de Janeiro (-83.626); e Rio Grande do Sul (-74.686).

De acordo com os especialistas, as medidas aprovadas pelo governo federal ajudaram a conter o desemprego. Exemplo é a MP (Medida Provisória) 936, que permite a suspensão de contratos de trabalho, além de redução de jornada e, consequentemente, de salários com subsídio para a complementação dos vencimentos de funcionários afetados. “Ouvimos empresários dizendo que ajudou bastante e, segundo o governo, 8,2 milhões de empregos foram assegurados com a medida. Provavelmente, o impacto seria muito pior”, afirmou Agostini.

NOVO CAGED
O Caged foi publicado pela primeira vez desde janeiro, quando os dados consolidados de 2019 foram divulgados. Chamado de Novo Caged, passou a considerar a base de dados do eSocial (Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas). Com a mudança, não há mais dados municipais divididos por setores da economia.
(com ABr) 

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