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Doria se perdeu


Do Diário do Grande Abc

28/05/2020 | 12:04


A surpreendente e inexplicável decisão do governador João Doria (PSDB), que determinou a flexibilização da quarentena na Capital, cidade que mais registra casos e mortes pela Covid-19 na América Latina, e manteve a rigidez das medidas restritivas nos demais municípios da Região Metropolitana de São Paulo, aí incluídos os do Grande ABC, arranhou de morte a imagem de gestor que o tucano pretende, desde que tomou posse, sedimentar entre paulistas e brasileiros. Sem nenhum critério técnico que embase a determinação, só resta atribuir a ela motivação política, comportamento bastante temerário quando se tratam de questões de saúde pública.

Quando a equipe do Diário, na terça-feira, confirmou com fonte graduada do Palácio do Planalto que o Estado considerava tratar o Grande ABC de maneira diferenciada na próxima etapa da política de enfrentamento da pandemia, logo se imaginou que a região, dada a razoável infraestrutura sanitária da maioria das sete cidades, pudesse ser uma das primeiras a ter autorização para retomar as atividades econômicas. Mas não! O governador articulava o contrário. A primazia caberá à Capital, exatamente o epicentro mundial da doença neste momento.

Por ser inexplicável e claramente incoerente do ponto de vista científico, Doria e seu séquito evitaram falar com a imprensa regional após fazer o anúncio. Talvez faltem argumentos ao governo do Estado. Sob qualquer indicador que se queira discutir, as principais cidades da região estão à frente da Capital. São Bernardo, aliás, foi recentemente qualificada como o segundo município menos vulnerável ao novo coronavírus no País.

Diante de tamanha falta de lógica do governo estadual, estão certos os prefeitos do Grande ABC em manifestar inconformidade e indignação com a injusta diferenciação de tratamento entre Capital e municípios lindeiros. Espera-se que da reunião agendada para amanhã nasça resposta firme à confusão armada por João Doria, que, infelizmente, parece ter cedido às pressões políticas justamente no momento que mais exige coerência técnica. 



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Doria se perdeu

Do Diário do Grande Abc

28/05/2020 | 12:04


A surpreendente e inexplicável decisão do governador João Doria (PSDB), que determinou a flexibilização da quarentena na Capital, cidade que mais registra casos e mortes pela Covid-19 na América Latina, e manteve a rigidez das medidas restritivas nos demais municípios da Região Metropolitana de São Paulo, aí incluídos os do Grande ABC, arranhou de morte a imagem de gestor que o tucano pretende, desde que tomou posse, sedimentar entre paulistas e brasileiros. Sem nenhum critério técnico que embase a determinação, só resta atribuir a ela motivação política, comportamento bastante temerário quando se tratam de questões de saúde pública.

Quando a equipe do Diário, na terça-feira, confirmou com fonte graduada do Palácio do Planalto que o Estado considerava tratar o Grande ABC de maneira diferenciada na próxima etapa da política de enfrentamento da pandemia, logo se imaginou que a região, dada a razoável infraestrutura sanitária da maioria das sete cidades, pudesse ser uma das primeiras a ter autorização para retomar as atividades econômicas. Mas não! O governador articulava o contrário. A primazia caberá à Capital, exatamente o epicentro mundial da doença neste momento.

Por ser inexplicável e claramente incoerente do ponto de vista científico, Doria e seu séquito evitaram falar com a imprensa regional após fazer o anúncio. Talvez faltem argumentos ao governo do Estado. Sob qualquer indicador que se queira discutir, as principais cidades da região estão à frente da Capital. São Bernardo, aliás, foi recentemente qualificada como o segundo município menos vulnerável ao novo coronavírus no País.

Diante de tamanha falta de lógica do governo estadual, estão certos os prefeitos do Grande ABC em manifestar inconformidade e indignação com a injusta diferenciação de tratamento entre Capital e municípios lindeiros. Espera-se que da reunião agendada para amanhã nasça resposta firme à confusão armada por João Doria, que, infelizmente, parece ter cedido às pressões políticas justamente no momento que mais exige coerência técnica. 

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