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Latam pede recuperação judicial nos EUA; veja companhias afetadas pela pandemia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Maria Beatriz Vaccari
Do Rota de Férias

27/05/2020 | 10:48


O grupo Latam Airlines entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A ação, que tem relação direta com os impactos causados pela pandemia da covid-19, inclui as afiliadas dos seguintes países: Estados Unidos, Chile, Peru, Equador e Colômbia.

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Segundo o comunicado oficial divulgado pela empresa, a reestruturação voluntária da dívida será realizada sob a proteção do Capítulo 11 da lei dos Estados Unidos, com o apoio das famílias Cueto e Amaro, e da Qatar Airways, dois dos maiores acionistas da Latam. Juntos, eles já ofereceram um suporte financeiro de US$ 900 milhões.

A previsão é de que a companhia continue operando enquanto se adapta à nova realidade do mercado. “A Latam pretende contar com um alívio financeiro específico que permitirá ao grupo pagar funcionários, cumprir obrigações em relação a benefícios, pagar fornecedores críticos e realizar outras operações comerciais diárias à medida que trabalha com o tribunal e os credores para resolver seu caso. Com a proteção do Capítulo 11, a equipe de gestão do grupo permanecerá a mesma e continuará a liderar a Latam durante o processo de reorganização e transformação”, destaca o comunicado oficial da empresa.

As subsidiárias de países como Brasil, Argentina e Paraguai não fazem parte do processo de recuperação judicial solicitado nos Estados Unidos. “A Latam e suas afiliadas também estão em discussões com seus respectivos governos no Chile, Brasil, Colômbia e Peru para apoio na obtenção de financiamento adicional, na proteção de empregos sempre que possível e na minimização de disrupções nas operações”, diz a nota oficial.

Lufthansa pede ajuda ao governo alemão 

A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas da Europa, também foi muito afetada pelas medidas impostas pela pandemia. Recentemente, o governo alemão decidiu ajudá-la com um pacote de resgate de 9 bilhões de euros, passando a controlar 20% das ações da empresa. No caso de uma possível tentativa de compra por uma terceira parte, a nação pode aumentar sua fatia em mais 5%, com o objetivo de proteger empregos.

Alitalia pode ser nacionalizada 

Diversos problemas financeiros marcaram a trajetória da Alitalia ao longo dos últimos anos. Em 2017, a empresa aérea recebeu um investimento do grupo Etihad Airways, que hoje é responsável por 49% das ações da companhia italiana.

Com a crise econômica causada pelo novo coronavírus, o governo da Itália elaborou uma proposta para tentar nacionalizar a Alitalia. O objetivo é oferecer ajuda financeira e obter controle total ou majoritário da empresa, que ainda não se pronunciou a respeito da oferta.

South African em crise

A South African, que já tinha anunciado a saída do mercado brasileiro em fevereiro deste ano, deveria ter encerrado suas atividades no início de maio. A previsão é de que os sócios da companhia se juntem ao governo do país e a outros interessados para criar uma nova empresa aérea.

Apesar de o fim das operações ter sido decretado pelo poder público, a South African afirmou que continuará operando algumas rotas específicas durantes os próximos meses. Entre elas, voos de repatriação e de cargas.

Norwegian passa por reestruturação financeira

A Norwegian Air Shuttle precisou de suporte financeiro para conseguir se manter no mercado. A empresa low cost recebeu cerca de US$ 300 milhões do governo da Noruega. Empresas privadas, como o Bank of China, também investiram dinheiro no negócio.

LEIA MAIS: 7 DICAS DE CUIDADOS COM A SAÚDE DURANTE A VIAGEM
CORONAVÍRUS: ENTENDA A POLÍTICA DE CANCELAMENTO E REMARCAÇÃO DAS CIAS. AÉREAS QUE OPERAM NO BRASIL

Cias. aéreas que operam no Brasil

Na galeria especial do Rota de Férias, confira quais são as empresas que voam no Brasil atualmente. Companhias de táxi aéreo e de transporte de cargas ficaram de fora da seleção.

 

 

 



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Latam pede recuperação judicial nos EUA; veja companhias afetadas pela pandemia

Maria Beatriz Vaccari
Do Rota de Férias

27/05/2020 | 10:48


O grupo Latam Airlines entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A ação, que tem relação direta com os impactos causados pela pandemia da covid-19, inclui as afiliadas dos seguintes países: Estados Unidos, Chile, Peru, Equador e Colômbia.

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Segundo o comunicado oficial divulgado pela empresa, a reestruturação voluntária da dívida será realizada sob a proteção do Capítulo 11 da lei dos Estados Unidos, com o apoio das famílias Cueto e Amaro, e da Qatar Airways, dois dos maiores acionistas da Latam. Juntos, eles já ofereceram um suporte financeiro de US$ 900 milhões.

A previsão é de que a companhia continue operando enquanto se adapta à nova realidade do mercado. “A Latam pretende contar com um alívio financeiro específico que permitirá ao grupo pagar funcionários, cumprir obrigações em relação a benefícios, pagar fornecedores críticos e realizar outras operações comerciais diárias à medida que trabalha com o tribunal e os credores para resolver seu caso. Com a proteção do Capítulo 11, a equipe de gestão do grupo permanecerá a mesma e continuará a liderar a Latam durante o processo de reorganização e transformação”, destaca o comunicado oficial da empresa.

As subsidiárias de países como Brasil, Argentina e Paraguai não fazem parte do processo de recuperação judicial solicitado nos Estados Unidos. “A Latam e suas afiliadas também estão em discussões com seus respectivos governos no Chile, Brasil, Colômbia e Peru para apoio na obtenção de financiamento adicional, na proteção de empregos sempre que possível e na minimização de disrupções nas operações”, diz a nota oficial.

Lufthansa pede ajuda ao governo alemão 

A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas da Europa, também foi muito afetada pelas medidas impostas pela pandemia. Recentemente, o governo alemão decidiu ajudá-la com um pacote de resgate de 9 bilhões de euros, passando a controlar 20% das ações da empresa. No caso de uma possível tentativa de compra por uma terceira parte, a nação pode aumentar sua fatia em mais 5%, com o objetivo de proteger empregos.

Alitalia pode ser nacionalizada 

Diversos problemas financeiros marcaram a trajetória da Alitalia ao longo dos últimos anos. Em 2017, a empresa aérea recebeu um investimento do grupo Etihad Airways, que hoje é responsável por 49% das ações da companhia italiana.

Com a crise econômica causada pelo novo coronavírus, o governo da Itália elaborou uma proposta para tentar nacionalizar a Alitalia. O objetivo é oferecer ajuda financeira e obter controle total ou majoritário da empresa, que ainda não se pronunciou a respeito da oferta.

South African em crise

A South African, que já tinha anunciado a saída do mercado brasileiro em fevereiro deste ano, deveria ter encerrado suas atividades no início de maio. A previsão é de que os sócios da companhia se juntem ao governo do país e a outros interessados para criar uma nova empresa aérea.

Apesar de o fim das operações ter sido decretado pelo poder público, a South African afirmou que continuará operando algumas rotas específicas durantes os próximos meses. Entre elas, voos de repatriação e de cargas.

Norwegian passa por reestruturação financeira

A Norwegian Air Shuttle precisou de suporte financeiro para conseguir se manter no mercado. A empresa low cost recebeu cerca de US$ 300 milhões do governo da Noruega. Empresas privadas, como o Bank of China, também investiram dinheiro no negócio.

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